

Ei-lo, o ‘um’, imperador se crê, que ‘vê partir’ das mais diversas e estranhas maneiras, por vontade própria ou não, gente que anteriormente tinha com ele e nos mais distintos cargos, parece estar agora atrapalhado, pelo facto de ‘o outro’, reizinho se julga, se atrever a entrar-lhe em casa, coisa nunca vista desde a segunda grande guerra, levando o ‘um’, que imperador ainda se crê, a evacuar milhares e milhares de pessoas, apesar de terem afirmado à televisão italiana que não tinham sido maltratadas.
Ei-lo, ‘o outro’, que resolveu começar a destruir pontes e caminhos de abastecimento, a prender soldados e aumentar o seu controlo no terreno do ‘um’, terreno que diz nem querer para ele, talvez só para um ‘troquemos’ daqui por uns tempos, uma das hipóteses que os ‘entendidos’ consideram, eles que debitam opiniões nos grandes e pequenos ecrãs, logo e sempre que lhes põem uma câmara à frente.
Sei que ‘é provocação em larga escala do outro’, foi o primeiro comentário do ‘um’, mas só uns dias depois de lhe terem entrado em casa.
E sei também que, se isto fosse uma partida de poker, eu pedia mais três cartas, por o jogo que me chegou não ter qualquer valor, nem carta alguma para poder juntar a outra; o melhor mesmo é não ir a jogo, e esperar por cartas novas e diferentes na próxima jogada.
Mas o jogo parece estar definitivamente estragado pois, escreveu recentemente no DN, Viriato Soromenho Marques, ‘A maior ameaça à nossa existência colectiva, reside no silêncio e cumplicidade de quem nos governa e representa, perante aqueles, ao nosso lado, que alimentam o rastilho aceso, à espera de explodir em todo o Velho Continente’ e acrescenta ainda, e bem, a propósito, ‘Em cima da mesa deveria estar a necessidade de travar a escalada, cessar os combates, e assinar tréguas duradouras’.
Olho para as cartas que me calharam, continuo sem saber o que fazer, à minha esquerda olham para mim com alguma incerteza também, e só me lembro de que outro cronista do DN, o diplomata e escritor Luís Marques Mendes ter escrito, já em Abril, ‘Tudo na História é tão imprevisível como o voo de uma cegonha’.
Como posso acreditar nas grandes parangonas?
António M. Oliveira
Não respeito as normas que o Acordo Ortográfico me quer impor
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Parabéns por mais uma carta.
Mas julgo que a referência a Luís Marques Mendes deve ser apenas por lapso, pois talvez seja Luís Castro Mendes.
Delicio-me com as suas cartas.
Muito obrigado pelo reparo e pela consideração final!
Foi mesmo um lapso imperdoável, por não haver qualquer
semelhança entre os dois. Ainda bem que indiquei o DN.
Mais uma vez obrigado e um grande abraço
A.O.
Não precisa de agradecer.
Obrigado por escrever!
Continue porque só nos faz bem!
L.R.
Muito obrigado pelo seu reparo!
Foi um lapso e enorme
Obrigado também pela consideração final
Um grande abraço
A.O.