FEIRA DO LIVRO DO PORTO – 30 de AGOSTO de 2024 – PROGRAMA – JARDINS DO PALÁCIO DE CRISTAL

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Feira do Livro do Porto

POR TEMA

 

SEX. 23 AGO. – DOM. 8 SET. 12H – 20H TER. 10 SET. – DOM. 15 SET. 10H – 18H

GALERIA MUNICIPAL

formas dos futuros ao redor

MAIS INFORMAÇÕES: www.galeriamunicipaldoporto.pt

CURADORIA: João Laia

VISITAS GUIADAS: 24 AGO. + 31 AGO. + 7 SET. 16H

A exposição formas dos futuros ao redor adota uma perspetiva queer expandida para desafiar narrativas dominantes, substituindo-as por um amplo repensar e refazer de corpos, espaços e tempos. Ao abraçar diferentes posições numa afinidade não-conformista, questionam- -se as características construídas do presente, promovendo a emergência de vários futuros. Projetam-se um conjunto de posições polifónicas e multissensoriais diversas, enquanto se celebra e potencia a capacidade coletiva de imaginar e ensaiar mundos vindouros. Com a participação de Rodrigo Hernández, Maria Jerez, Kem, Sandra Mujinga, Luiz Roque, Outi Pieski, Ana Vaz, P. Staff, Osías Yanov e um projeto expositivo intitulado “Nave Geo-Celestial”, de Joana da Conceição.

SEX. 23 AGO. – DOM. 22 SET.
CONCHA ACÚSTICA
INTERVENÇÃO MURAL

POR Susa Monteiro

CURADORIA: Rita Roque

Susa Monteiro vive em Beja, cidade onde nasceu (1979), é responsável pela linha gráfica do Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja e da Bedeteca de Beja desde 2005. Ilustrou livros e capas para diversas editoras, e o seu livro Sonho, [Pato Lógico, 2018] foi publicado no Brasil e em Itália, tendo recebido a menção honrosa no Prémio Nacional de Ilustração. Desde 2004, ilustra, regularmente, para a imprensa, e, recentemente, criou a moeda comemorativa para a coleção Criaturas Mitológicas da Imprensa Nacional Casa da Moeda. Expõe, frequentemente, em festivais de banda desenhada e galerias.

Para a Feira do Livro do Porto, partiu do imaginário do poema À Boca do Poço e do texto Poesia, Terra de Minha Mãe, para nos oferecer uma imagem repleta de luz e melodia cromática, assinalando a proximidade às origens e signos poéticos de Eugénio de Andrade

«À BOCA DO POÇO

Às vezes, até a morte pode ser

condescendente: à boca do poço

pára o cavalo, não chega a desmontar,

mas consente que te demores

a contemplar as águas negras,

o rebanho de chocalhos distantes, as macieiras perto,

os seus frutos estranhamente acessos».

«(…)Eu tinha que dar voz a este sol sem tino que, durante alguns anos, andou a picar-me a pele e a alma; eu tinha que dividir com o mundo o delicado sorriso de minha mãe e o olhar do pastor.

Póvoa de Atalaia é a minha terra, fazia falta dizê-lo com o coração. Fica dito».

Eugénio de Andrade, Rente ao Dizer (1992)

SEX. 23 AGO. + SEX. 30 AGO. + SEX. 6 SET. 17H
TERREIRO – JARDINS DO PALÁCIO DE CRISTAL
CONTOS QUE O VENTO TRAZ!

CONTOS À SEXTA

Para crianças maiores de 3 anos

Entrada gratuita sujeita à lotação do espaço

COM Luiza Bitencourt

Luiza Bitencourt é uma artista luso-brasileira com mais de 15 anos de experiência, que atua como atriz, dramaturga e contadora de histórias. Traz ao público uma coleção de narrativas, joias da tradição oral, que conduzirá os ouvintes numa viagem por histórias de fortes guerreiras, sábias crianças e, até, intrigantes adivinhas. Tudo com muita diversão e interação com o público.

SEG. 26 AGO. – SEX. 30 AGO. 14H30
CASA TAIT
EUGÉNIO EM FILME: LABORATÓRIO DE CINEMA DE ANIMAÇÃO

LABORATÓRIO DE CINEMA

Para maiores de 9 anos

Duração de cada sessão: 3h

Participação gratuita mediante inscrição (12 participantes)

Inscrição através de formulário disponível em https://bmp.cm-porto.pt/Incricao_LABORATORIO_DE_CINEMA_EUGENIO_EM_FILME_maior9anos

COM Anilupa

SEX. 30 AGO. 15H
AUDITÓRIO DA BIBLIOTECA MUNICIPAL ALMEIDA GARRETT

“FALAR PIANO E TOCAR FRANCÊS”, DE MARTIM SOUSA TAVARES

COM Martim Sousa Tavares, Suzana Menezes e Sofia Bodas de Carvalho

Partindo da sua experiência pessoal como artista e comunicador, Martim Sousa Tavares propõe uma reflexão sobre o modo como nos relacionamos com a arte nas suas múltiplas expressões: a cena de um filme de João César Monteiro, as subtilezas de uma partitura de Mahler ou a fixação por Veneza, cidade a que regressa todos os anos. A beleza pode não precisar de livro de instruções, mas a arte é uma forma de partilha onde o entusiasmo da mediação acrescenta significados e expande horizontes. É nesse sentido, que este primeiro livro de Martim Sousa Tavares – assumindo os gostos do autor e não procurando ser consensual – conduz o leitor por uma viagem em que se veem novas todas as coisas.

SEX. 30 AGO. + SEX. 6 SET. 15H
TERREIRO – JARDINS DO PALÁCIO DE CRISTAL
OFICINA DE IMPRESSÃO POÉTICA

OFICINAS NO TERREIRO

Para crianças maiores de 6 anos

Entrada gratuita sujeita à lotação do espaço

COM Equipa de Mediação do Museu e Bibliotecas Municipais do Porto

A partir da técnica de estamparia orgânica e artesanal em papel e tecidos, os participantes estamparão de forma artesanal papel e tecidos com o recurso de reutilização.

SEX. 30 AGO. 16H30

AUDITÓRIO DA BIBLIOTECA MUNICIPAL ALMEIDA GARRETT

“ESCUTO UM RUMOR: É SÓ SILÊNCIO”

MODERAÇÃO: Rui Couceiro

(escritor e editor).

CONVIDADA: Isabel Rio Novo

Cinco versos de Eugénio de Andrade servem de motor a este ciclo de conversas com destacadas figuras da cultura portuguesa e fulgentes artífices da palavra.

SEX. 30 AGO. 18H

AUDITÓRIO DA BIBLIOTECA MUNICIPAL ALMEIDA GARRETT

“TODA A POESIA É LUMINOSA, ATÉ A MAIS OBSCURA”

MODERAÇÃO: Teresa Coutinho

(atriz, criadora, performer, dramaturga e programadora do ciclo Clube dos Poetas Vivos).

CONVIDADA: Capicua

Cinco versos de Eugénio de Andrade servem de motor a este ciclo de conversas com destacadas figuras da cultura portuguesa e fulgentes artífices da palavra.

SEX. 30 AGO. 19H

CONCHA ACÚSTICA

EU.CLIDES

CICLO “É A MÚSICA, ESTE ROMPER DO ESCURO”

CURADORIA: Tiago Andrade + Bruno Rocha

A música é assim: pergunta,

insiste na demorada interrogação

– sobre o amor?, o mundo?, a vida?

(…)

“É assim, a música”, in Os Lugares do Lume.

Sabemos, porque ele o escreveu, que para Eugénio de Andrade poesia e música nascem juntas, prolongadas no mesmo mistério. Foi sempre, para o poeta, «como se ambas jorrassem da mesma fonte», delas fazendo também parte o silêncio, o «espesso, turvo silêncio das criaturas».

Desde a melodia do harmónio, que acariciava o seu corpo de rapaz nos Verões da aldeia, à preferência adulta por Bach, Mozart e Schubert, passando pela «música magnífica» dos poemas que amava, foi sempre sonoro o fio que guiou Eugénio na busca pela beleza, e a nós com ele.

SEX. 30 AGO. 21H
AUDITÓRIO DA BIBLIOTECA MUNICIPAL ALMEIDA GARRETT

VALTER LOBO

CICLO “SEM A MÚSICA, A VIDA SERIA UM ERRO”

Conta-nos José Tolentino Mendonça que Eugénio de Andrade possuía um postal com a seguinte frase de Nietzsche: “Sem a música, a vida seria um erro”. Esta frase serve de mote a este ciclo de concertos a solo, radiantes e intimistas.

 

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