A palavra latina “universum” significa “todo inteiro” ou “tudo em um só”. Mundo significa o espaço físico de todo o planeta. A palavra mundu tem o significado de ordem, organização, beleza, harmonia. A Terra primitiva, através de processos químicos, deu origem ao surgimento dos primeiros seres. Cientistas há que acreditam que a vida tenha surgido em África, de onde saiu para povoar o Mundo. Há milhares de anos surge o Homo Sapiens, última evolução da corrente da espécie à qual pertencemos. Na obra “Sobre a origem das espécies através da seleção natural”, diversas espécies de Homo evoluíram e agora estão extintas. Foi através da seleção natural que surgiu a ideia de evolução, diversas espécies de Homo evoluíram e agora estão extintas. Do género homo, o primeiro hominídeo seria o homo habilis que fabricava instrumentos de pedra, além de desenvolver uma linguagem rudimentar. Do homo habilis teria descendido o homo erectus. Sendo assim a evolução da nossa espécie corre sérios riscos de entrar em extinção ou, pelo menos, ser reduzida a um número bem restrito de indivíduos. O aumento das epidemias, o medo das vacinas, o colapso ecológico em escala global, a dominação dos robôs com IA, as armas biológicas, a vigilância 24 horas e os populismos na política contribuem para o medo da extinção da nossa espécie. Segundo um recente artigo publicado na Nature, este século “provavelmente verá riscos crescentes de extinção humana, mas atualmente recursos, relativamente pequenos, são investidos na redução desses riscos existenciais”. Será que a sociedade está disposta a enfrentar estes problemas para salvar a nossa espécie? A população mundial está a diminuir e poderá, assim, entrar em extinção. Basta estar atento ao capitalismo devorador, em seu proveito, da Natureza, de doenças, de guerras que num só dia matam milhares de pessoas no Mundo. Cada vez mais os recursos naturais estão a escassear, a fertilidade está a diminuir, morrem mais pessoas do que aquelas que nascem, os mamíferos têm sido vítimas da sociedade que continuamos a construir. A questão económica tem influenciado a queda do número de nascimentos, por razões que todos sabemos e que vamos tolerando. Queremos ou não revigorar a população jovem e em idade reprodutiva ou queremos uma sociedade envelhecida, desadaptada nas sociedades atuais? Queremos bandos de jovens na delinquência porque tudo lhes falta, menos a revolta pela violência? Será pessimismo pensar no fim da humanidade? A História tem-nos relatado o fim de muitas espécies, assim como a modificação das mesmas para se adaptarem aos novos ambientes provocados pelas alterações climáticas, próprias da sua origem, e também provocada pela mão da Humanidade. Para que nos vai servir o desenvolvimento científico se tivermos pessoas sem capacidade crítica, que se insurjam contra a lenta degradação do Planeta Terra? Como disse Stephen Hawking,: “Do meu ponto de vista, tem sido uma época gloriosa para estar vivo e pesquisando na área de física teórica. Não há nada como aquele momento Eureka, da descoberta de algo que ninguém sabia antes”. A Humanidade não vai parar de progredir, mas é preciso reconhecer o risco e controlá-lo. O ser humano precisa de existir em sociedade, ele não é apenas o produto da sua natureza, mas também o que aprende com os outros no meio em que vive. Para que a Humanidade perdure há que lutar por ela com conhecimentos positivos, negando qualquer tipo de guerra, de discriminização. Onde estão os melhores grupos culturais que se arrogam no direito de matar para conquistar mais território, por razões religiosas, por ditaduras… Pertencemos todos à mesma evolução humana, todos temos o direito de manter as tradições das nossas comunidades, desde que respeitem os Direitos Humanos de todos os diferentes grupos que coabitam na Humanidade.