
Estamos no ano do centenário de um dos nossos maiores músicos de todos os tempos, Carlos Paredes, um génio da composição e da guitarra portuguesa. As homenagens e concertos multiplicam-se ao longo do ano. Hoje, 6 de Fevereiro, no CCB foi feita uma, num belíssimo espectáculo multidisciplinar, com projecção de vídeos, dança, música, luzes e claro, muita guitarra portuguesa, encenado pelo Diogo Varela Silva, perante sala cheia.
Na minha vida tive a sorte e o prazer de ver duas vezes Carlos Paredes ao vivo, a primeira no auditório do ISEL – Instituto Superior de Engenharia de Lisboa, em 1988/89, acompanhado à viola pela companheira Luísa Amaro, um concerto soberbo em que no fim Carlos Paredes sai do palco e sobe pelo auditório a cumprimentar os estudantes e a pedir desculpa por algo que não tivesse corrido tão bem, uma humildade rara num génio do seu calibre. Tive a honra de lhe apertar a mão e ainda lhe disse, não tem que pedir desculpa o concerto foi maravilhoso.
A segunda vez que o vi ao vivo foi no mítico Coliseu dos Recreios, no inicio dos anos 90, também acompanhado pela Luísa Amaro, outro momento alto da guitarra portuguesa.
Para além de um músico genial, Carlos Paredes foi também um lutador pela liberdade, pagando por isso um preço elevado. Foi preso em 1958, acusado de pertencer ao Partido Comunista Português, e encarcerado durante 14 meses.
Carlos Paredes Sempre!
Este texto de Carlos Patrão foi escrito a 6 de Fevereiro. Só hoje, 10 de Fevereiro, nos foi possível publicá-lo. O centenário do nascimento de Carlos Paredes ocorrerá no próximo dia 25 de Fevereiro. Recomendamos aos nossos leitores que cliquem em:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Carlos_Paredes
