Hoje faço 82 anos: um olhar para o que fui e para algumas das minhas circunstâncias (8/8). Por Júlio Marques Mota

Nota de editor:

Este extraordinário texto de Júlio Mota, testemunho de uma vida, de uma sociedade, de circunstâncias que são já passado, está permanente e totalmente virado para o futuro, para uma sociedade com extraordinárias mutações, mas que será incompreensível se ignorarmos as suas raízes. E, infelizmente, não são apenas os jovens de hoje, muitos dos quais ignoram esse passado, são também instituições de elite como são as Universidades, são também os políticos e o poder político que minimizam quando não mesmo ignoram o passado (e querem mesmo apagar um passado recente libertador como foi o 25 de Abril de 1974) e o caminho percorrido de retrocesso que nos trouxe à situação atual. Situação que em diversos aspetos relembra misérias e perseguições que não queremos ver repetidas, uma situação que dá sinais de esgotamento do regime em que vivemos, sem que seja claro para onde queremos ir. Um tempo gramsciano, diremos.

E neste quadro de incerteza, e de potenciais perigos que se adivinham, neste quadro sombrio e distópico, grandes responsabilidades devem ser assacadas a uma esquerda, e também a uma direita, que se arrogam de anti extrema-direita, mas que na sua prática política enquanto detentores, por largo tempo, do poder muito têm contribuído para o surgimento e reforço dessa mesma extrema-direita. Em muitos dos textos publicados no nosso blog, nomeadamente de Júlio Mota  ou por ele selecionados, se tem chamado a atenção para questões críticas que têm contribuído decisivamente para o estado de desorientação atual: redução do papel do estado social, com crescente privatização de serviços públicos essenciais, endeusamento dos mercados, enaltecimento desmesurado do indivíduo em desfavor do interesse coletivo, confusão entre direitos das minorias e direitos das maiorias, austeridade com crescente pobreza, crescente desigualdade da distribuição da riqueza, precarização do trabalho, tudo isto embrulhado em avalanches de informação, as mais das vezes manipulada, ou no mínimo enviesada, quer nas redes socais quer em canais públicos de informação.

Este texto do Júlio Mota, mais uma vez, tem a força e lucidez dos desafios que as suas reflexões sempre nos trazem e, como um seu amigo nos diz, tem “a mesma paixão pela (des)ordem do tempo que vivemos”.

Apesar de muito entusiasmante a leitura integral do texto, dada a sua notável extensão optámos por publicá-lo em oito partes – hoje a oitava e última parte -, seguindo a própria estrutura.

 

FT


8 min de leitura

Hoje faço 82 anos: um olhar para o que fui e para algumas das minhas circunstâncias (8/8)

A sociedade portuguesa em análise e na primeira pessoa

 Por Júlio Marques Mota

Coimbra, 20 de fevereiro de 2025

 

Dedico esta peça a José Veiga Torres, João Cravinho, Boaventura de Sousa Santos e a um antigo aluno meu cujo nome não sei, por fazerem parte desta história. A todos o meu reconhecimento.

JMota

 

ÍNDICE 

1ª PARTE – Introdução                                                         

2ª PARTE – Da infância à adolescência e ao jovem adulto                 

3ª PARTE – De operário a universitário, de adolescente a jovem adulto e a aluno do ISCEF 

4ª PARTE – Histórias de guerra e de amor ao país                        

5ª PARTE – Do cristianismo ao Marxismo – a passagem à idade adulta  

6ª PARTE – De jovem adulto a professor no ISCEF e na FEUC           

7ª PARTE – A degradação atual do ensino, um espelho da evolução do país, um espelho da degradação do espírito de abril                                     

8ª PARTE – A ascensão da mediocridade às Universidades e ao poder político                                                                                        

ANEXOS                                                                       

_______________

(conclusão)

 

8ª PARTE – A ascensão da mediocridade às Universidades e ao poder político

 

 

A minha filha sugeriu-me que visionasse em “Tudo é Economia” do Canal 3, a entrevista a António Costa e Silva. Ontem, dia 16 de fevereiro, decidi seguir a sugestão. Raramente vejo televisão, peguei no comando de televisão e inadvertidamente carreguei no botão de mudança de canal, percorrendo todos os canais em vez de me colocar diretamente no canal 3. Nisto, passa o canal Parlamento e pareceu-me ver uma cara conhecida. Voltei a atrás e era mesmo uma cara conhecida. Estava Tiago Sequeira, o “patrão” das Economias na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra a falar. Interessei-me e fiquei-me por ali. E vale a pena transcrever parte do que ouvi, pois dá-nos uma ideia de quanto valem os jovens catedráticos, a julgar por aquela amostra.

Fiquei a saber que num país recentemente arrasado pela crise da dívida pública, pela austeridade imposta, pela venda das joias da coroa do país ao capital estrangeiro, depois pelo Covid, pela política de não fazer estruturalmente nada porque se queria agradar a toda a gente (a política de António Costa), pela desmantelamento ou disfuncionamento das instituições que são verdadeiros pilares da Democracia, depois de se saber tudo isto, é obra ouvir dizer que o principal problema da economia portuguesa é a endogamia.

Diz-nos o douto jovem catedrático:

  1. Começando pela endogamia não há risco maior do que que mantê-la;
  2. O pior problema que afeta a economia portuguesa é a endogamia;
  3. A endogamia é avaliada pelos doutoramentos e não pelas licenciaturas e pelos mestrados;
  4.  Por tudo o que já aqui foi dito os prejuízos que a endogamia acarreta para a Academia Portuguesa são evidentes;
  5. Quanto ao modo de financiamento deve ser deixado aos Estatutos, à autonomia das Instituições Universitárias. Por exemplo, o tempo dedicado á docência e à investigação deve ser, de acordo com o ECDU completamente autonomizado no âmbito dos Estatutos. Não faz sentido nenhum ter uns limites como entre 6 e 9 horas de aulas para os docentes universitários pois estes também fazem outras coisas;
  6. Reforma para a Inovação. Quanto à inovação que se pode introduzir no sistema, na minha opinião temos dois elementos:
  • Outra vez a endogamia. Por tudo o que já aqui foi dito, os prejuízos que a endogamia acarreta para a Academia Portuguesa são evidentes;
  • Deve-se falar na reforma do regime de exclusividade dos docentes de modo a contemplar atividades de inovação e de desenvolvimento assim como de ligação à sociedade.

 

O meu texto vai longo, pelo que não me vou debruçar sobre o que aqui é citado. Não deixo, porém, de referir que em tudo o que se refere ao ensino superior, à atividade de docente e à forma como se deve estar na docência, estamos nas antípodas do que nos diz o jovem catedrático neoliberal Tiago Sequeira. Veja-se o pormenor das 6 a 9 horas como atividade docente. Nem tem sentido isso estar no Estatuto da Carreira Docente, pois o docente tem outras coisas a fazer, é o que ele nos diz! Qual será então o limite mínimo de horas que um professor em exercício de funções deve lecionar? Fica-se na dúvida se não pode chegar a ser zero horas, uma vez que o professor tem outras coisas a fazer e estas, pelos vistos, serão prioritárias!

Quanto ao problema mais grave da Economia Portuguesa ser a endogamia, isso atesta e bem a visão do mundo destes neoliberais.

Uma demonstração da visão neoliberal da economia e a que não se ligou, foi a posição e a classe de Tiago Sequeira a comentar um dos mais importantes filmes sobre a crise financeira global dita subprime, o filme Inside Job, e ficamos a saber como saiu brutalmente desvalorizado um dos mais importantes filmes sobre a crise nesse período com o comentário que deveria ser explicativo para os estudantes que de crises económicas pouco ou nada sabem (ver debate aqui). Será que o jovem catedrático não sabe isso? Talvez não, se viver de costas viradas para a Universidade de todos nós. A partir da sua intervenção, que está no endereço eletrónico dos 50 anos da FEUC sobre o filme, pode-se confirmar o que eu estou agora a dizer. Dava trabalho preparar-se para a função de comentador-explicador para os estudantes que quase nunca terão visto um filme-comentário, eu sei disso, dava, dava mesmo muito trabalho se quiséssemos estar á altura da referida película, mas se não se tinha tempo não se deveria ter aceite: mereciam mais aqueles que nela trabalharam desde há 50 anos, mereciam mais os estudantes que deram alma e substância nesses 50 anos à FEUC, e também mereciam mais os estudantes presentes a quem quase tudo deve ser ensinado, porque eles não sabem, e não sabem porque não são levados a saber. Não os culpemos por esta triste realidade, que é sobretudo o produto das opções feitas recentemente pela Instituição, com as quais esta mais parece interessada em produzir diplomados em iliteracia económica do que outra coisa: é assim uma Instituição mais atrativa. Toda esta gente merecia mais. Bem mais, mas isso é demais para um neoliberal da estirpe dos que agora são dominantes na Nova FEUC.

Mas as declarações de Tiago Sequeira sobre as 6-9 horas, sobre outras coisas a fazer que dar aulas, fez-me recuar no tempo de 35 a quase 40 anos, e reviver uma pequena história ocorrida com alguém que também veio de fora para a FEUC, não sujeito, portanto, à lógica da endogamia de que tanto fala a Direita ou mesmo a extrema-direita.

Por volta de 1985-1988, não sei precisar a data, abriu-se concurso para assistente. Ainda não se tinha entrado na vaga de doutorados, o concurso era apenas para assistentes. Contra o discurso da direita ultrarreacionária conimbricense, a começar pelo ex-reitor João Gabriel, mais de trinta anos na FEUC não me mostraram nenhum sinal de distorção intencional de escolha entre os menos bons e os melhores alunos. Direi mesmo que como assistentes para Economia e depois de 1978, ano em que saíram os primeiros licenciados pela FEUC, não entraram na FEUC assistentes vindo do exterior que fossem melhores que os candidatos “fabricados” na Velha FEUC. Direi mesmo, antes pelo contrário.

No meio disto, conto-vos uma história curiosa. Num desses anos, abriu-se concurso e nesse concurso concorreu entre outros a candidata que era considerada o melhor aluno daquela licenciatura, o que era habitual na FEUC: os melhores alunos preferiam ficar na casa a procurar emprego algures. Hoje, os nossos economistas neoliberais, entre os quais estará logicamente o Prof. Doutor Tiago Sequeira, diriam que se trata de endogamia. Endogamia, a pior peste da Economia Portuguesa, segundo ele, endogamia, a pior das pestes para a Universidade quando um concurso para docente da Velha FEUC é ganho pelo melhor aluno daquela licenciatura! Em que mundo vivemos?

Falar tanto em endogamia, leva-me a pensar que há uma agenda política por detrás deste discurso, uma lógica de classe, de renovação de classe, uma agenda política conduzida pela direita com o apoio não estranho da esquerda oficial. E não estranho, porquê ? Por uma razão bem simples: eleja-se a endogamia como a origem dos males da Universidade, envolva-se a argumentação em expressões de sentido moral e a esquerda que de imoralidade é que não quer ser acusada, alinhará de imediato com a direita. As reformas de Fernando Alexandre passarão na Assembleia da República, basicamente apenas com alterações de pontos e vírgulas, o sistema neoliberal sairá reforçado.

Estruturalmente não se terá mudado uma palha, não se tocará em nada de fundo que está na base da profunda crise de conhecimentos e aprendizagens que afetam a Universidade. Não se mudará uma palha e a ignorância continuará a sair vencedora na luta travada contra o conhecimento. Mais uma vez Lampedusa tem razão: é preciso que alguma coisa mude para que fique tudo na mesma. Nessa sequência serão criados cursos de mestrado e de doutoramento de preço elevado ou elevadíssimo nalgumas Universidades apenas, dão-se depois algumas bolsas de compensação para quem passar nos filtros de seleção instalados. Obrigar-se-ão os estudantes de doutoramento, em nome do combate à endogamia a mudarem de Faculdade para Faculdade, de estágio nacional para estágio no estrangeiro, de casa para casa, e o dinheiro se o houver, esse corre e escorre, se o não houver, então seca-se a qualidade de vida e de estudo e endividam-se!  A tenaz do poder do dinheiro estará instalada e em nome da ética!

Estamos em 2025, 50 anos depois do 25 de novembro. Viemos da aurora vivida em 25 de Abril e lentamente, muito lentamente chegamos ao 25 de novembro que será comemorado em 2025 com pompa e circunstância. Quando nas Universidades se fala a linguagem de Tiago Sequeira e colegas, de João Gabriel e Amílcar Falcão, ex-reitor e atual reitor respetivamente da Universidade Coimbra, sabemos que é o espírito de abril que se está a extinguir e o espírito revanchista e fascista de 25 de Novembro que se está a querer impor no imaginário coletivo e no quadro educativo geral. Chegado aqui terei de recordar um nome, um grande economista, garantidamente banido das Universidades Portuguesas, Michal Kalecki quando nos diz: “os capitalistas ganham o que gastam e os trabalhadores gastam o que ganham”.

O que transposto para a dinâmica social portuguesa nos levará a dizer que a burguesia recupera em 25 de novembro o que perdeu com o 25 de abril enquanto os trabalhadores perdem em 25 de novembro o que conquistaram em 25 de Abril. No caso do ensino isso significa que as conquistas alcançadas com o 25 de abril se estão a perder com a degradação do ensino público a todos os níveis e a contrapartida desta degradação será o ensino privado de luxo. No Algarve as propinas a este nível já se fazem pagar nalguns casos a cerca de 1000 euros por mês! Para o ensino superior teremos a Nova com o seu marketing e os seus mestrados de 15000 euros ou mais ou outras escolas superiores a seguirem a sua esteira. Os mestrados baratos, esses, serão depreciados nesta lógica de funil, ficam os mestrados para os necessitados, a valerem muito pouco porque, entretanto, já se encarregaram de desvalorizar as licenciaturas. E os necessitados têm de os fazer porque há uma lei na sociedade que nos diz: quanto menos vale um curso menos vale quem o não tem. É uma lei implacável, meu Deus. E os necessitados correm, correm, pagam, pagam, inscrevem-se em mestrados e mestrados, em pós-graduações e pós-graduações para fugir   a esta lei quase inexorável    e dizemos quase pois alguns quase por milagre conseguem escapar á lei que a condição de nascença e a burguesia lhes tinham forjado.

Mas continuemos com a nossa pequena historia ligada aquela aluna que foi considerada a melhor estudante da licenciatura que se concluiu. Estávamos numa época em que eram poucos os doutorados e muitos os não doutorados. Um dado professor, doutorado no estrangeiro, a lecionar uma disciplina no 5º ano da licenciatura, um neoliberal que não ficava nada a dever ao Prof. Doutor Tiago Sequeira em termos das suas teses neoliberais, veio ter comigo dizendo-me que queria que aquela nova assistente, que ainda não tinha sequer assinado o contrato, visse os pontos de exame da disciplina que ele próprio tinha lecionado e à qual aquela recém-chegada aos quadros da FEUC tinha acabado de passar. Esta jovem ainda nem sequer era oficialmente assistente. Por outro lado, ele era professor doutor, estes escasseavam em Economia na FEUC, talvez quisesse o tempo para outras coisas e, neste caso, estar a classificar pontos era uma perda de tempo, era uma tarefa que podia ser para os menos qualificados, mesmo que não afetos à referida disciplina. Servir o poder, isso deveria ser considerado uma honra, uma ideia que deveria estar na alma dos assistentes, é o que ele, talvez, estaria a pensar. Podemos generalizar este raciocínio.  Estamos a ver o que poderia significar a ausência de número de horas de docência obrigatórias no ECDU, como é defendido por Tiago Sequeira, para este tipo de senhores em categorias mais elevadas da carreira docente, dado terem sempre tanta outra coisa a fazer e dado se entender que o prioritário na carreira docente não é lecionar, é investigar ou outras coisas que não sejam dar aulas.

Protestei e disse-lhe que iria publicamente defender o meu ponto de vista: uma jovem acabada de entrar precisa de tempo para assumir plenamente todas as funções da docência, e o que ele me estava a propor era um desrespeito pela Instituição, pela jovPem assistente, que mal tinha acabado de entrar pela porta da frente, e era também um desrespeito pelos alunos. Uma prova de exame é, para todos os efeitos, uma coisa séria. Ele, o doutorado no estrangeiro, tinha de cumprir as suas obrigações de docente e entre estas estava a obrigação de avaliar as provas de exame das disciplinas que estavam sob a sua responsabilidade. Na altura, era eu o Presidente do Conselho Pedagógico e tinha autoridade para lhe impor diretamente o cumprimento das suas obrigações.

Mas este Prof. Doutor também não queria perder tempo. Um outro exemplo disso mesmo foi-me dado pela comissão de curso do 5º ano (a licenciatura era então de 5 anos), porque os alunos queixavam-se de que o dito professor não sabia explicar os gráficos da sua própria tese de doutoramento. E a aluna Mariana Lima, representante dos alunos do 5º ano dessa altura deve lembrar-se disso. Não acredito que ele não soubesse explicar os gráficos, teria eu dito na altura. Fez tese de doutoramento com um professor de referência, internacional, um keynesiano de respeito. A hipótese levantada pelos estudantes não era então, para mim, credível. Simplesmente para fazer e explicar um gráfico no quadro preto à medida que o ia fazendo era preciso também treinar a sua elaboração e nisso gastava-se tempo e como diz Tiago Sequeira, os professores também fazem outras coisas, para além de dar aulas. Eu, como Presidente do Conselho Pedagógico na altura, mesmo não achando plausível, comuniquei-lhe o sentimento dos estudantes.

O professor em questão recuou e na conversa entre outras coisas diz-me que nem sequer deveria haver exames: a seleção deveria ser feita no mercado e pelo mercado. Para um discípulo defensor acérrimo das teses de Any Rand, uma das principais referências neoliberais a nível mundial, não estava nada mal: o mercado resolve tudo. Não há diferença entre o que dizia este Prof. Doutor dos anos 80 e o que diz agora Tiago Sequeira: o professor têm outras coisas a fazer. E, se calhar, faltaria acrescentar, tem outras coisas a fazer que não é dar aulas.

E assim vai a Universidade dizendo-se agora que o seu problema, o seu grande problema, é a endogamia. Que tristeza! Quando estamos perante realidades como estas, claramente não serei agressivo quando me refiro, por contraponto aos tempos de outrora, aos catedráticos de aviário de agora que, afinal, são apenas jovens catedráticos. É isso, e só isso.

 

 

1 Comment

  1. Caro Senhor,
    Li os oito textos que escreveu a propósito do seu 82º aniversário. Para além do mais, que nem sempre estaria habilitado a comentar, quero agradecer-lhe o facto de expor as suas memórias de tempos tão importantes para este país. Sem memória não há povo que resista, resta a alienação. Depois, é bom que haja quem glorifique o valor daqueles que tudo produzem, a troco de muito pouco. Espero que continue a escrever as suas impressões por muito tempo. Parabéns!

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