amor.
cais sem cláusula.
o homãe perante âncoras
de ficar
sem medo da saudade
que visita.
amor.
um empilhado de faróis
para usar em cada partida.
mesmo que o mar seja
um depois sem rio.
no homãe os pulsos
do abraço são um índice.
antes de tentarmos traduzir o espanto
molhamo-nos de amor.
sossegamos o medo
de sermos ímpares
no estar.

