PRIMEIRO DE MAIO – por Adão Cruz António Gomes Marques1 de Maio de 20251 de Maio de 2025Arte., Poesia Navegação de artigos PreviousNext PRIMEIRO DE MAIO – poema de Adão Cruz Primeiro e único Verdadeiro Maio acordado Maio maduro Penoso Duro Nunca vergado. Floresta de braços e abraços Festa dor do Maio Primeiro Carne e alma Seio fecundo Onde corre o leite que alimenta o mundo. Ir e voltar Voltar a ir e a vir Entre a dor e a alegria Penoso caminho da vida inteira Para prender um braço de sol Entre a noite e o dia. Mãos crispadas Calejadas Calor que os filhos aquece Na esperança de outros sóis Calar da fome que os adormece Entre o antes e o depois Da luta que não esmorece. Maio de medos e canções Maio de sempre Maduro Maio No fundo dos corações Terra e vida Vida dos que amam a terra Antes morta que vencida. Na palma da mão Aberta e solidária Festa da alegria Maio dor e lágrimas Renascido Maio Nunca Maio da agonia. Sol inteiro roubado Sol do acordar de Maio Vermelho e quente Sol que é de todos Maio de sol nascente. Share this: Share on Facebook (Opens in new window) Facebook Share on X (Opens in new window) X Share on LinkedIn (Opens in new window) LinkedIn Share on WhatsApp (Opens in new window) WhatsApp Email a link to a friend (Opens in new window) Email More Print (Opens in new window) Print Like this:Like Loading...