Nota de editor
Em virtude da extensão e conteúdo do presente texto, o mesmo é publicado em sete partes. Hoje a sexta parte.
Seleção e tradução de Júlio Marques Mota
7 min de leitura
Texto 29 – Aprender com Ricardo e Thompson: Maquinaria e Trabalho na Primeira Revolução Industrial e na Era da Inteligência Artificial (6/7)
Por
Daron Acemoglu e
Simon Johnson
Publicado por
WORKING PAPER 32416, Maio de 2024 (original aqui)
Os autores são co-diretores da Shaping the Future of Work Initiative do MIT, que foi criada através de uma generosa dádiva da Fundação Hewlett. As divulgações relevantes estão disponíveis em shapingwork.mit.edu/power-and-progress, em ” Policy Summary “. Pelo seu excelente trabalho, agradecemos a Gavin Alcott (pesquisa e redação), Julia Regier (edição) e Hilary McClellen (verificação de fatos). Agradecemos também a Joel Mokyr os seus comentários úteis. Os pontos de vista aqui expressos são os dos autores e não refletem necessariamente os pontos de vista do Gabinete Nacional de Investigação económica.
David Ricardo inicialmente acreditava que a mecanização beneficiaria os trabalhadores, mas reviu a sua opinião, provavelmente com base no impacto da automação na indústria têxtil. Apesar de os tecidos de algodão se terem tornado um dos maiores setores da economia britânica, os salários reais dos tecelões de algodão não aumentaram durante décadas. Como E.P. Thompson destacou, a automação forçou os trabalhadores a migrarem para fábricas insalubres, sob vigilância rigorosa e com pouca autonomia. A automação pode aumentar os salários, mas apenas quando acompanhada por novas tarefas que elevam a produtividade marginal do trabalho e/ou quando há contratação suficiente em setores complementares. Os salários dificilmente aumentarão se os trabalhadores não puderem garantir a sua parcela do crescimento da produtividade. Hoje, a inteligência artificial pode impulsionar a produtividade média, mas também pode substituir muitos trabalhadores e degradar a qualidade do emprego para os que permanecerem. Assim como na época de Ricardo, o impacto da automação sobre os trabalhadores hoje é mais complexo do que uma relação automática entre maior produtividade e melhores salários.
“A jenny (máquina de fiar multi fusos) simplesmente multiplicava as mãos humanas, enquanto a “water-frame” (máquina de fiar movida a água) era um substituto da capacidade e humana” (Chapman, 1904, p. 53).
“As máquinas de fiar estão nas mãos dos pobres e as máquinas patenteadas geralmente estão nas mãos dos ricos. ” — Hammond & Hammond (1919, p. 56)
Índice
1. Introdução
2. A Ascensão do Algodão
3. Ricardo no Cerne do Problema
4. Procura de Mão-de-obra e os Salários no Início da Revolução Industrial
4.1. A Forte Expansão do Algodão
4.2. O que Aconteceu com os Tecelões Manuais?
4.2.1. Salários nominais.
4.2.2. Salários reais
4.2.3. Emprego
4.3. Operários de Fábrica
4.4. Setores em Destaque e Salários em Toda a Economia
4.5. Avaliação
5. Condições de Trabalho e Vida
6. A Relevância de Ricardo e de Thompson Hoje
6.1. Procura de Mão-de-obra e Condições Laborais na Era da Inteligência Artificial
6.2. A Direção da Mudança Tecnológica
7. Conclusão
Referências
Apêndice: Medindo o Custo de Vida no Início da Revolução Industrial
(continuação)
6. A Relevância de Ricardo e de Thompson Hoje
Os ensinamentos aprendidos com David Ricardo e E.P. Thompson continuam importantes hoje, pois estamos no meio de uma transformação potencialmente rápida do trabalho devido às tecnologias digitais e à inteligência artificial.
6.1. Procura de Mão-de-obra e Condições Laborais na Era da Inteligência Artificial
Uma perspetiva é a de que a automação, por aumentar a produtividade média ao substituir mão-de-obra humana por máquinas e algoritmos mais baratos e fiáveis, acabará por ser benéfica para os trabalhadores. De acordo com essa visão, a economia pode precisar de menos operários e funcionários administrativos à medida que essas tarefas forem sendo automatizadas, mas, à medida que as empresas e consumidores são enriquecidos pelo aumento da produtividade, haverá procura por trabalhadores noutros setores (por ex.: Aghion e al. 2019).
No entanto, as preocupações de Ricardo continuam relevantes hoje. Agora também temos evidências de que a automação reduz significativamente a participação do trabalho no rendimento nacional e pode deprimir a procura de mão-de-obra, o emprego e os salários (por exemplo, Acemoglu & Restrepo 2020, 2022).
O debate não está encerrado, mas há cada vez mais evidências de que, durante o período de rápida automação, essencialmente desde 1980, os salários não aumentaram muito, e uma parcela significativa da força de trabalho dos EUA teve salários reais em declínio (por exemplo, Acemoglu & Autor 2011; Acemoglu & Restrepo 2020, 2022).
Resta saber como a IA irá alterar este quadro, exacerbando algumas das tendências existentes, mas também potencialmente criando novas oportunidades para os trabalhadores. Apesar das capacidades poderosas e diversas das novas ferramentas de IA, já existem algumas evidências de que este conjunto de tecnologias tem sido usado principalmente para mais automação (Acemoglu et al., 2022).
A perspectiva de Thompson também é altamente relevante para os debates atuais. Em In the Age of the Smart Machine, Zuboff (1988) destacou que o avanço da tecnologia digital pode ter um lado sombrio para os trabalhadores. A redução do custo da monitorização incentivou os empregadores a tornarem-se mais intrusivos, permitindo que observem os seus funcionários mais de perto. Os recentes e rápidos avanços nas capacidades da IA têm o potencial de intensificar ainda mais essa mesma tendência.
A versão moderna da distopia de Thompson incluiria o controle sobre a jornada de trabalho e o que acontece no local de trabalho, minuto a minuto, para todos os tipos de trabalhadores. Parte disso poderia ser usada para melhorar a segurança no trabalho e proteger os funcionários (por exemplo, contra assédio), mas já há evidências de que a tecnologia está a ser utilizada para pressionar mais os trabalhadores e até incentivá-los a cortar custos e trabalhar em condições menos seguras (Acemoglu & Johnson, 2023).
Em geral, devemos esperar que os ganhos de produtividade da IA sejam partilhados com os trabalhadores? As reflexões de Ricardo sugerem que não há garantia de que isso aconteça se a automação for o único foco das novas tecnologias de IA. Se a IA for usada para criar novas tarefas e aumentar as capacidades humanas, é mais provável que os benefícios sejam partilhados com a mão-de-obra. As observações de Thompson acrescentam outra ressalva importante: se a IA for amplamente utilizada para vigilância e controle dos trabalhadores, isso desequilibrará a relação de poder entre trabalhadores e gestores, tornando menos provável que a mão-de-obra capture grande parte dos ganhos de produtividade.
6.2. A Direção da Mudança Tecnológica
A combinação do pensamento revisto de Ricardo sobre as máquinas com as ideias de Thompson sobre o equilíbrio de poder nas fábricas oferece uma explicação mais rica dos efeitos da Primeira Revolução Industrial sobre o trabalho [45]. No entanto, falta em ambas as análises outro elemento importante: a centralidade das escolhas tecnológicas.
Não estava predestinado pelos avanços na tecnologia, engenharia ou organização empresarial que maquinarias melhoradas reduziriam a procura de mão-de-obra nas primeiras décadas do século XIX, ou que o sistema fabril retirasse força aos trabalhadores e os empurraria para condições de trabalho muito mais duras. Essas foram escolhas.
A direção da tecnologia é altamente maleável e responde a incentivos económicos, bem como ao poder político e de negociação das diferentes partes afetadas pela tecnologia (Acemoglu 2001, 2002; Acemoglu & Restrepo 2018; Acemoglu & Johnson 2023). O mesmo é ainda mais verdadeiro para as escolhas organizacionais – afinal, as fábricas modernas poderiam ser configuradas sem jornadas tão longas ou condições tão duras para os trabalhadores.
Reconhecer o papel essencial da escolha sobre a direção da tecnologia e das formas organizacionais não é apenas relevante para entender as primeiras décadas da Revolução Industrial; também é fundamental para compreender como é que e porque é que as coisas começaram a mudar a partir de aproximadamente 1850 em diante.”
Como explicamos noutro lugar (Acemoglu & Johnson 2023), essas mudanças foram resultado de inovações que priorizaram o aumento da produtividade marginal do trabalho, principalmente pela introdução de novas tarefas para os trabalhadores. Por exemplo, as novas tecnologias nas ferrovias e na indústria pesada introduziram atividades e capacidades inéditas para os trabalhadores. As tecnologias americanas, que têm como objetivo o aumento da produtividade da mão-de-obra não qualificada por meio da padronização de peças e processos, introduziram novas tarefas técnicas para os operários e difundiram-se por toda a Europa, incluindo o Reino Unido. A manufatura moderna passou a empregar mais trabalhadores, inclusive em funções de projeto, reparo, manutenção e tarefas administrativas. Essas tendências tecnológicas lançaram as bases para uma prosperidade mais compartilhada, em que o crescimento dos salários andava de mãos dadas com o aumento dos lucros das empresas. Crucialmente, esse tipo de distribuição também foi sustentado por uma mudança no equilíbrio entre capital e trabalho, à medida que os direitos de voto se expandiram e os sindicatos ganharam poder para negociar salários e condições de trabalho. As fábricas agora estavam por toda a parte, mas já não submetiam os trabalhadores às mesmas condições terríveis por jornadas prolongadas, nem podiam empregar e explorar crianças muito jovens.
A importância da escolha na direção da tecnologia pode ser ainda mais central hoje, para entender como a IA pode afetar os mercados de trabalho, do que foi na Revolução Industrial.
Uma das promessas da IA é a sua capacidade de fornecer informações muito melhores aos humanos para tarefas de resolução de problemas e tomada de decisão. Se esse caminho para a IA fosse viável (o que acreditamos ser, como argumentamos em Acemoglu e al. 2023; ver também Acemoglu 2023) e se fosse priorizado, poderíamos entrar numa fase diferente do crescimento económico moderno, distinta da variante não partilhada trazida pelas tecnologias digitais e robóticas das últimas quatro décadas.
Criticamente, esta é uma escolha. As evidências que discutimos de forma breve, sugerem que podemos estar a seguir um caminho diferente, com implicações muito menos favoráveis para o trabalho. Se a IA amplifica a automação e a vigilância, o seu impacto sobre o trabalho pode ser tão mau ou até pior do que aquilo que Ricardo e Thompson temiam nos estágios iniciais da Revolução Industrial.
7. Conclusão
Apesar dos rápidos avanços na produtividade da manufatura de algodão, as primeiras décadas do século XIX não foram tempos prósperos para os trabalhadores britânicos. Artesãos qualificados, especialmente tecelões manuais de algodão, perderam os seus salários relativamente altos e a sua autonomia, enquanto os salários reais médios de todos os trabalhadores estagnaram ou caíram, mesmo com o aumento da produtividade na economia. Presumivelmente, foram esses desenvolvimentos que fizeram David Ricardo, um dos fundadores da economia moderna, mudar de ideia sobre a questão da mecanização. Embora Ricardo anteriormente acreditasse que novas máquinas, que aumentavam a produtividade média, também significariam maior procura de mão-de-obra, mais empregos e salários mais altos, ele teve bons motivos para rever a sua ideia sobre esta questão crucial no início da década de 1820.
Temos muito a aprender com a abertura de Ricardo a novas ideias e a novas formas de pensar sobre a economia, já que ele observou efeitos muito diferentes da maquinaria sobre o trabalho do que havia considerado anteriormente.
Dando um passo adiante, sugerimos que o pensamento produtivo de Ricardo sobre essa questão talvez precise de ser combinado com ideias sobre como as novas tecnologias e formas organizacionais mudam fundamentalmente o equilíbrio de poder entre capital e trabalho, como argumenta, por exemplo, o historiador E.P. Thompson. O trabalho de Thompson, baseado num vasto conjunto de fontes originais e trabalhos de outros historiadores, demonstra que o novo sistema fabril também submeteu os trabalhadores a uma disciplina mais rígida, monitorização mais intensa e a uma rotina com muito menos autonomia e, possivelmente, a trabalhos menos especializados e qualificados.
Aprender com Ricardo e Thompson é particularmente importante hoje porque estamos num processo igualmente transformador e disruptivo de mudança tecnológica. A maquinaria em questão já não é o sistema fabril e os equipamentos têxteis, mas sim máquinas digitais avançadas e os algoritmos com que estas operam. No horizonte, temos a IA potencialmente acelerando essas tendências e ruturas tecnológicas.
A expectativa de que as novas ferramentas digitais não apenas aumentassem a produtividade, mas também elevassem o emprego e os salários, tem sido uma conjetura natural para muitos economistas e formuladores de políticas. No entanto, hoje sabemos que o impacto da tecnologia digital tem sido mais complexo e menos positivo para muitos trabalhadores no mundo industrializado. Desde 1980, a desigualdade aumentou a um ritmo alarmante nos Estados Unidos, e trabalhadores com menos escolaridade enfrentaram quedas significativas nos seus salários reais (Acemoglu e Autor, 2011; Autor, 2019). Embora as experiências específicas de outros países variem, o padrão geral de aumento da desigualdade desde os anos 1980 tem sido a norma (Organisation for Economic Co-operation and Development, 2015). Dados recentes também mostram que as novas tecnologias digitais, incluindo robótica, equipamentos automatizados e automação de escritórios, levaram a quedas nos ganhos reais e no emprego de trabalhadores que antes se especializavam em tarefas agora realizadas por máquinas e algoritmos (Acemoglu e Restrepo, 2020; Acemoglu e al., 2022). Ao mesmo tempo, a IA e outras ferramentas também estão a intensificar a vigilância e deslocando o equilíbrio de poder do trabalho a favor do capital (Acemoglu e Johnson, 2023)
Na linha de Ricardo, este pode ser um momento para repensarmos como as máquinas (e os algoritmos) têm efeitos sobre o trabalho e como podemos fazer escolhas sobre a direção da tecnologia e das políticas para garantir que trabalhadores com diversas competências também se beneficiem das novas tecnologias.
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Notas
[45] Sobre a literatura sobre a direção endógena da mudança tecnológica, ver Acemoglu (1998, 2002) e Acemoglu e Restrepo (2018) no contexto da automatização versus novas tarefas. Sobre a evolução endógena das instituições com impacto na forma como os ganhos das novas tecnologias são partilhados, ver Acemoglu e Johnson (ver 2023, capítulos 1 e 8).
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Kamer Daron Acemoğlu (1967 – ) é um economista turco atualmente residente nos Estados Unidos, onde é professor de economia no Instituto Tecnológico de Massachusetts. Ele foi laureado com o prémio de Economia Memorial Alfred Nobel em 2024 (com James A. Robinson e Simon Johnson) e vencedor da Medalha John Bates Clark em 2005. Ele é um dos 10 economistas mais citados no mundo de acordo com o IDEAS/RePEc. O seu artigo mais citado é “Origens coloniais do desenvolvimento comparativo” (2001). Em 2011, publicou o livro Por que os países fracassam, muito influente no debate sobre o crescimento e desenvolvimento económico. É co-diretor do MIT Shaping the Future of Work Initiative com Simon Johnson e David Autor. É licenciado pela Universidade de York e doutorado em Econometria e Economia Matemática pela London School of Economics. (mais info ver aqui)
Simon Johnson (1963 – ) é um economista britânico-americano. É professor Ronald A. Kurtz de empreendedorismo na escola de Administração e direção de Empresas Sloan do MIT e membro do Instituto Peterson de Economia Internacional. Ocupou vários cargos académicos e políticos, entre eles o de Professor Associado de Economia na Fuqua School of Business da Universidade de Duke entre 1991 e 1997. De março de 2007 até ao final de agosto de 2008, ele foi economista-chefe do Fundo Monetário Internacional. Em 2024, Johnson, Daron Acemoglu e James A. Robinson foram galardoados com o prémio de Economia Memorial de Alfred Nobel pelos seus estudos comparativos sobre prosperidade entre nações. É co-diretor do MIT Shaping the Future of Work Initiative com Daron Acemoglu e David Autor Licenciado pela Universidade de Oxford, é doutorado em Economia pelo MIT.


