UMA POÉTICA RESISTENTE – Coleção do Museu do Neo-Realismo. De 17 de maio a 4 de outubro de 2026 no Museu de Portimão

O Museu de Portimão em parceria com o Museu do Neo-Realismo, apresenta a exposição “Uma Poética Resistente”

 

Inauguração: 17 de maio – 16h00

Está marcada para as 16h00 de domingo, 17 de maio, a inauguração no Museu de Portimão da exposição “Uma Poética Resistente ”, uma parceria cultural do Museu do Neo-Realismo, integrada nas comemorações do 18º Aniversário do Museu de Portimão (2008-2026).

A exposição reúne cerca de 60 obras de pintura, desenho, gravura e fotografia da coleção do Museu do Neo-Realismo na qual , para além dos artistas portimonenses Margarida Tengarrinha e Querubim Lapa, se incluem José Dias Coelho, Júlio Pomar, Maria Barreira, Rogério Ribeiro, Alice Jorge, Júlio Resende, Sá Nogueira, Cipriano Dourado, Jorge de Almeida Monteiro e João Hogan, entre muitos outros.

Através deles e do seu olhar, o movimento neorrealista, que em Portugal é vivido durante o Estado Novo, inicia-se nos em meados dos anos 30, prolongando-se até ao final dos anos 50, e pretende expor a realidade social de um país pobre, a defesa de um humanismo crente na construção de um mundo melhor, entre promessas de transformação, poéticas resistentes e uma esperança no poder da arte, onde os mais desfavorecidos tivessem uma oportunidade nas suas vidas.

Longe das “figuras de autoridade”, e do controlo sobre os significados da arte, tendo em vista a perpetuação dos poderes instituídos que as políticas oficiais dos regimes ditatoriais da Europa pretendiam, o conjunto dos trabalhos destes artistas, na sua fase neorrealista, surgem como declaração de um “amor ao povo”, ao denunciar as suas dificuldades e sofrimentos, sem esquecer uma atenção lírica aos seus costumes, desejos, ambições.

Com curadoria de David Santos, diretor científico do Museu do Neo-Realismo, a exposição “Uma Poética Resistente“, patente até 4 de outubro, revela-nos a força e o sentido humanitário e interventivo de uma resistência artística, em tempos difíceis da nossa história.

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Fonte: Agenda do Museu do Neo-Realismo

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