COMPOSITORES FAMOSOS – Beethoven – por Luís Rocha

 

 

 

 

Ludwig van Beethoven nasceu em Bonn (Alemanha) no dia 17 de Dezembro de 1770. O ano do seu nascimento começa com distúrbios nas colónias inglesas da América do Norte; os morticínios de Boston datam os primeiros anseios de independência do continente americano.

Dois anos mais tarde dá-se a partilha da Polónia entre a Rússia e a Áustria. Com Georges Washington à frente da insurreição, a que se junta Benjamim Franklim, é proclamada a independência dos Estados Unidos em 1776.

Em consonância com estas correntes sociais de independência e liberdade, Adam Smith publica o seu Estudo sobre a Natureza e Causa da Riqueza das Nações (muito a propósito na proclamada crise actual) e forma-se em Inglaterra o primeiro Sindicato operário.

Beethoven vive assim uma das épocas mais complexas e conturbadas da história da humanidade: a “era das revoluções e das lutas nacionais”. O período da vida de Beethoven (1770-1827) abarca 57 anos sobre os quais paira Napoleão, a quem o músico admira, odeia, exalta e lastima, numa complicada mistura de sentimentos.

Vive assim nas últimas décadas do sec. XVIII e primeiras do sec. XIX: a ruptura político-ideológica que a Revolução Francesa representa e a sua posterior evolução com a ascensão, hegemonia e a queda do império napoleónico, o avanço das colónias americanas no sentido da independência e o início da revolução industrial.

 

Foi um compositor essencialmente pianístico ultrapassando a centena de composições para piano.

Tal como no terreno orquestral as nove sinfonias dominam o horizonte criativo do autor, no sector instrumental as 32 sonatas de piano constituem a parte fundamental cuja importância obscurece, por vezes injustamente, as restantes partituras que escreveu para piano.

Ao lado o retrato de Beethoven, obra do pintor alemão Joseph Karl Stieler. Este retrato que o pintor fez na primavera de 1820, alcançou grande fama tornando-se a imagem “oficial” do músico.

 

 

Beethoven deixou-nos uma vastíssima obra:

Em 1804 Beethoven compõe duas das suas mais famosas sonatas de piano: a chamada Waldstein ou Aurora, em dó maior op. 53 e a conhecida por Appassionata, em fá menor, op. 57.

O ciclo das suas nove sinfonias, ciclo que se estende ao longo da sua vida, representa uma densa e atraente panorâmica do périplo criativo de Beethoven.

 

Aos 29 anos começou a sentir problemas auditivos, mas só passados 3 anos se deu conta da certeza da sua surdez incurável, quando descobriu que não ouvia as badaladas dos sinos da torre da Igreja, numa povoação chamada Heiligenstadt, próxima de Viena, onde tinha ido passar o verão de 1802.

 

Em 1804 termina a 3ª sinfonia “Heróica” iniciada em 1803; Em 1806 estreia a 4ª sinfonia; a 5ª e 6ª sinfonias foram apresentadas num único concerto realizado em 22 de Dezembro de 1808; Seguiu-se a 7ª sinfonia em 1813, que ele próprio dirigiu (já com grande ou mesmo quase total surdez) em 1815; a 8ª sinfonia foi estrada em 27 de Fevereiro de 1814 na Redoutensaale de Viena. A última sinfonia – 9ª (em ré menor, op. 125) é complexa e difícil de descrever. A origem imediata da obra é uma encomenda que a Royal Philarmonic Society de Londres fez a Beethoven em 1817 e diz-se dedicada ao rei Frederico Guilherme III, da Prússia.

 

Ao lado uma pintura de Moritz von Schwind, intitulada A Sinfonia, que se encontra na Neue Pinakoteek de Munique onde, na parte inferior, se pode ver o busto de Beethoven a presidir à cena do concerto, o que sugeriu que o artista considerava o compositor como a encarnação do conceito de Sinfonia.

Compôs música em todas as áreas: 9 sinfonias para orquestra; 12 danças alemãs; 12 escocesas; 5 marchas militares; vários concertos para piano e orquestra, violino e orquestra; no campo do Lied (obra pouco conhecida) escreveu cerca de 300 peças). Quanto à sua incursão na ópera ficou-se apenas por uma: a conhecida “Fidélio”. Em 1822 completou as três últimas sonatas de piano.

Em 1888, os restos mortais de Beethoven, foram exumados e trasladados para o cemitério central de Viena, onde actualmente repousam ao lado da tumba de Schubert.

 

Segue-se um excerto da 5ª sinfonia de Beethoven – vídeo do filme “Fantasia 2000”, que também podia ser FANTASIA 2012”

 

 

 

 Base da informação: colecção “Enciclopédia Salvat dos Grandes Compositores” – José Luis Pérez de Arteaga

 

COMEÇOU 2012 – SÓ SE TEM UMA VIDA, VIVAM-NA

 

 

 

 

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