por Rui Oliveira
Comecemos, no Pentacórdio desta Quinta-feira 23 de Maio que tem um número razoável de eventos com interesse
, por chamar a atenção, como NOTÍCIA EM ATRASO, para mais uma conferência/sessão temática a ter lugar HOJE – Terça-feira 21 no âmbito do Ciclo 360º Ciência Descoberta no Auditório 3 da Fundação Calouste Gulbenkian, às 18h00, intitulada “Instrumentos e Técnicas de Navegação Antiga”, que será proferida pelo Senhor Comandante José Manuel Malhão Pereira.![astrolabio[1]](https://i0.wp.com/aviagemdosargonautas.net/wp-content/uploads/2013/05/astrolabio1.gif?resize=240%2C240)
Diz este Mestre em História dos Descobrimentos e da Expansão Portuguesa pela Universidade Nova de Lisboa que «… (se) dá no século XV um contínuo alargamento das viagens ao longo da costa africana com regresso pelo largo, que culminaram em fins desse mesmo século com as viagens de Diogo Cão, Bartolomeu Dias e Cristóvão Colombo.
O sucessivo afastamento da costa e as longas tiradas sem ver terra, que poderiam ter a duração de meses, originaram o desenvolvimento de uma náutica astronómica adaptada ao Atlântico, que culminou com a viagem de Vasco da Gama, atingindo-se o Índico…».
Na conferência «far-se-á um resumo (tanto quanto possível comparativo com as técnicas usadas até à altura noutros mares do mundo) do desenvolvimento da acima referida náutica astronómica e dos instrumentos que permitiram, pela primeira vez na história, efectuar longas viagens marítimas de ida e volta. Serão exibidas réplicas dos instrumentos utilizados…».
Indo agora aos eventos desta Quinta-feira, 23 de Maio, prossegue na Gulbenkian o projecto do maestro Foster com o espectáculo “Shakespeare na música III” em que no Grande Auditório da Fundação, às 21h (com repetição no Sábado 25, às 19h) o Coro e a Orquestra Gulbenkian (sob a direcção de Lawrence Foster) irão tocar de Guiseppe Verdi a Ópera em 3 actos (semi-encenada) “Falstaff”, numa encenação de Rosetta Cucchi (com legendas em português).

Interpretá-la-ão Lester Lynch (barítono) (Sir John Falstaff)(foto dir.), Igor Gnidii (barítono) (Ford), Fernando Guimarães (tenor) (Fenton), Dietmar Kerschbaum (tenor) (Dr. Caius)(foto esq.), Paul Kaufmann (tenor) (Bardolfo), Nuno Dias (baixo) (Pistola), Isabelle Cals (soprano) (Alice Ford), LilianaI Faraon (soprano) (Nannetta), Renée Morloc (meio-soprano) (Mrs. Quickly) e Zandra McMaster (meio-soprano) (Meg Page).
Lembra o programa que «“Falstaff”, com libreto de Arrigo Boito, é uma obra que combina duas das peças de William Shakespeare, “The Merry Wives of Windsor” e “Henry IV”, de quem Verdi faz uma adaptação muito livre para poder explorar a personagem de Falstaff e a relação deste com os amigos».
«Condensa e aprofunda todas as características de Giuseppe Verdi, podendo ser entendida como a síntese da sua vida, pois esta sua segunda comédia, foi a derradeira obra por si escrita. Composta por um homem de 77 anos, demorou três anos a finalizar e foi o próprio Verdi quem se ocupou dos cenários, da iluminação e da escolha dos cantores, além de supervisionar durante meses os ensaios. Quisera uma obra “diferente das óperas cómicas modernas e das velhas óperas bufas”. Quando estreou em 1893, o publicou aplaudiu-a durante quase uma hora …»
Reproduzimos uma sua interpretação integral pela Orquestra Sinfónica e Coro da Rádio da Baviera com Sir Colin Davis como maestro, e Rolando Panerai (Sir John Falstaff), Alan Titus (Ford), Frank Lopardo (Fenton), Piero de Palma (Dr. Caius) e Ulrich Ress (Bardolfo).
Entretanto, no Pequeno Auditório do Centro Comercial de Belém, às 21h desta Quinta-feira, 23 de Maio, vai ouvir-se Mick Harvey (voz, guitarra) que estará acompanhado por Rosie Westbrook (baixo), JP Shilo (guitarra, violino, teclas), James Cruickshank (orgão, guitarra) e Chris Hughes (bateria e percussões). Vem apresentar o seu quarto álbum de canções de amor,
assim chamado “Four (Acts of Love)”, acabado de ser editado.
Este fundador com Nick Cave dos Birthday Party e dos Bad Seeds e colaborador de P.J.Harvey no aclamado “Let England Shake”, saiu progressivamente da sua posição de colaborador para passar a autor de obras como “One Man’s Treasure” (2005) e mais tarde “Sketches From the Book of the Dead”(2011), primeiro álbum totalmente escrito por si, «uma incursão pelo seu profundo mundo pessoal e uma investigação profunda sobre uma pouco explorada área da condição humana» (diz o CCB).
Este é um excerto demonstrativo do novo trabalho; um segundo desse álbum encontra-se aqui http://youtu.be/xXgeCHZrKow, enquanto um mix de canções suas anteriores se pode ouvir clicando aqui .
No Teatro Camões, começa nesta Quinta-feira, 23 de Maio, às 21h (e até 29) um programa de celebração pela Companhia Nacional de Bailado da obra de Stravinski “A Sagração da Primavera” que faz 100 anos (1913-2013), para tanto contando não só com a força da coreografia de Olga Roriz e a excelência dos bailarinos da Companhia, como com a interpretação musical da Orquestra Sinfónica Portuguesa, “num raro encontro vivo entre música e dança”.
Tal comemoração consta de três partes.
1. a projecção de “La Valse”, uma curta-metragem de João Botelho sobre música de Maurice Ravel (tocada pela Orquestra Sinfónica Portuguesa sob a direção de José Miguel Esandi) e coreografia de Paulo Ribeiro com os bailarinos da Companhia Nacional de Bailado.
Trata-se duma metáfora à decadência da Europa após a Primeira Guerra Mundial; na curta-metragem homónima, João Botelho e Paulo Ribeiro transpõem-na para a actualidade, sendo fiéis à ideia do compositor que denominara esta sua criação, como poema coreográfico.
2. a dança de “A Sagração da Primavera”, por bailarinos da Companhia Nacional de Bailado sob a direcção /coreografia de Olga Roriz, sobre a mesma música de Igor Stravinski (também tocada pela Orquestra Sinfónica Portuguesa) em que a cenografia é de Pedro Santiago Cal e os figurinos de Olga Roriz e Pedro Santiago Cal.
3. a realização às 18h30 desta Quinta-feira, 23 dum Colóquio “A Sagração da Primavera 100 Anos” cujos oradores serão Rui Vieira Nery e Maria José Fazenda, uma iniciativa da Companhia Olga.
Nada como um pequeno vídeo para evidenciar a índole do espectáculo :
Por último, vem à Igreja de St. George (ao Jardim da Estrela) nesta Quinta-feira, 23 de Maio, às 21h30, Colleen (de seu nome verdadeiro Cécile Schott) numa iniciativa da Galeria Zé dos Bois
apresentar o seu álbum recente “The Weighing Of The Heart”.
Dando a palavra à ZDB : «O percurso musical de Cécile Schott (Colleen) tem sido uma sucessão de encontros e desencontros, abandonos e regressos … Volvidos mais de seis anos desde o último álbum ‘Les Ondes Silencieuses’, muito mudou na sua vida. A transição (da cantora/compositora francesa) para um novo país (Espanha) e a canalização da sua criatividade para outras formas de expressão (como a escultura) seguiram-se a um hiato anunciado …
até que recentemente, de espírito renovado e com novas ideias em mente, decidiu dar voz às suas próprias canções e explorar as potencialidades rítmicas das mesmas (em The Weighing Of The Heart) … Sendo provavelmente o mais orgânico dos seus álbuns até à data, existe uma certa inspiração barroca que se funde e se define em melodias circulares e sussurros esfíngicos … Colleen é capaz de congelar o tempo como ninguém, apelando a um conjunto de imagens e de emoções orquestradas numa eternidade assombrosa e mágica …»
Mostramos-lhe o tema “Humming Fields” do álbum The Weighing Of The Heart, editado pela “Second Language” :
(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Terça aqui)




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