
O Paul do Boquilobo fica localizado entre o Tejo e o seu afluente Almonda, distribuindo-se pelos concelhos da Golegã (freguesia da Azinhaga) e Torres Novas (freguesias de Brogueira e Riachos), sobretudo no primeiro. Está localizado na zona de cheia do Tejo, e desde 1981 que a Reserva Natural do Paul do Boquilobo é considerada pela UNESCO como Reserva Mundial da Biosfera. Mais tarde o Parque Nacional de Peneda Gerês e o Arquipélago das Berlengas integraram também a lista mundial das Reservas da Biosfera (ver http://www.unesco.org/mab/doc/brs/BRList2010.pdf). Desde 1980 que o Paul do Boquilobo é considerado como reserva natural ao nível nacional e desde 1991 que é considerado como Zona de Protecção Especial para Aves Selvagens. Estende-se na totalidade por mais de 800 hectares, dos quais cerca de uma quarto formam a zona de protecção integral. Parte do território do Paul é propriedade do Estado, parte propriedade particular.

Os solos do Paul do Boquilobo são formados por aluviões do Tejo, com grande fertilidade agrícola. Fora da zona de protecção integral pratica-se a agricultura, com destaque para o milho, e também o melão e o girassol. A variedade de espécies vegetais e animais é enorme. De entre as primeiras destacam-se o salgueiro, a espadana e o golfão-branco. O jacinto de água, planta invasora, tem afectado a presença do bunho, a planta tradicional, cuja abundância chegou a fazer com se designasse o paúl por bunhal.

Reportagem RTP – Antena 1 – Arlinda Brandão
Durante os anos de pluviosidade normal, o paúl chega a ser submerso em grande parte pelas águas, através da rede de valas e valados existentes. Contudo no Verão o aspecto é diferente, chegando a haver secura na paisagem. É nesta época que se executam os trabalhos agrícolas, com grande aproveitamento para a economia.
O Paul do Boquilobo é um local privilegiado para a nidificação de aves, com destaque para a garça, sobretudo da garça-boieira, havendo ali a maior concentração desta espécie no nosso país, chegando a existir ali mais de 3000 ninhos. Existem também os colhereiros e, segundo a naturlink, existirão ali cerca de 22o variedades de aves. Existem também mamíferos, como a lontra, uma espécie ameaçada, e variedades piscícolas. O gráfico seguinte, que devemos a http://reservanaturalpaulboquilobo.blogspot.pt/, dá uma ideia da gra

São efectivamente várias as ameaças que pesam sobre a Reserva Natural do Paul do Boquilobo. Para além do jacinto de água e de outras plantas invasoras, a presença do lagostim vermelho americano tem provocado grandes estragos na fauna piscícola e anfíbia. A presença de uma reserva de caça nas proximidades também constitui uma ameaça potencial, sobretudo para as aves. Por outro lado, a qualidade da água do rio Almonda tem sido afectada pela criação de unidades industriais nas suas vizinhanças. Urge assim reforçar a protecção a esta zona húmida tão importante para a manutenção da biodiversidade e da qualidade de vida, e que já goza de reconhecimento internacional.

Obrigado à RTP
Recomendações e agradecimentos:
http://portal.icnf.pt/ICNPortal/vPT2007-AP-PaulBoquilobo/A+Reserva/Mapa+e+Caracterizacao/
Click to access ZPE%20Paul%20do%20Boquilobo.pdf
Obrigado à RTP – Antena 1, à Arlinda Brandão cuja reportagem nos revelou vários aspectos.
http://reservanaturalpaulboquilobo.blogspot.pt/
Obrigado em especial à Isabel Silva, jovem estudante de Torres Novas
http://java.lerportugues.net/equipa6/2013/01/02/inverno-na-reserva-do-paul-do-boquilobo/
Obrigado à Margarida Tomaz e ao blogue Ler em Português, que julgamos estar ligado à Escola Maria Lamas, de Torres Novas
Obrigado também a http://montalvoeascinciasdonossotempo.blogspot.pt/2010/09/reserva-natural-do-paul-de-boquilobo.html

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