Barack Obama: “Ao contrário do que muitos dizem, não somos a Grécia, nem Portugal” – por Carlos Loures

 

 

Ao contrário do que muitos dizem, não somos a Grécia, nem Portugal, disse  há dias o Presidente dos EUA, Barack Obama, acerca das difíceis negociações com os republicanos sobre o aumento do tecto da dívida dos EUA. Falando aos jornalistas, na Casa Branca,  Obama  fez um aviso aos Republicanos de que é preciso evitar uma catástrofe caso os EUA deixem de conseguir pagar aquilo que devem: Obviamente, o tempo está a esgotar-se e o que disse aos membros do Congresso é que eles têm as próximas 24 a 36 horas para me dar uma ideia do plano para elevar o tecto da dívida através de um mecanismo apropriado.

 

No horizonte perfila-se um aumento de impostos aos contribuintes ricos, medida que os adversários, defensores do corte de gastos sociais, não aceitam. Os republicanos consideram um plano a longo prazo, que ligue o aumento da dívida americana –  14,3 biliões de dólares – à aprovação de uma emenda constitucional que exija equilibrar o orçamento. A dívida federal  encontra-se no limite legal e o Tesouro entende que para contornar a questão é preciso uma votação do Congresso. O próximo 2 de Agosto é o prazo limite para um entendimento. A não ser assim, os EUA podem entrar em ‘default’.

 

Barack Obama, no qual depositámos a esperança de que redimisse a grande nação das medidas pouco inteligentes do seu antecessor, prova-nos que a imensa nau dos Estados Unidos tem a sua rota traçada e, seja quem for ao leme, a barca não muda de rumo. Os ventos que sopram de Wall Street e do Pentágono são muito fortes – é a nau que conduz o timoneiro. Mas numa coisa Obama está certo: a Grécia, berço da civilização europeia, e Portugal, com os seus Descobrimentos, não podem confundir-se com os Estados Unidos.

 

Estamos mal, gregos e portugueses, mas não tanto.

 

 

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