José Martí, Guantánamo, Guantanamera. – por Carlos Mesquita

Publicado sexta-feira, 20 de Maio de 2011 em oclarinet

 

José Marti (1853-1895) herói nacional de Cuba, mártir da guerra de independência contra a Espanha, político, poeta, jornalista e pensador. Organizador dos cubanos contra o domínio colonial espanhol.

 

Ainda adolescente apoia o início da luta independentista no que ficou conhecida como a Guerra dos Dez Anos (1868-1878). Publica os primeiros versos patrióticos com 16 anos, “Abdala”. A revolta armada lançada em 10 de Outubro de 1868 deu origem a uma enorme repressão, Martí é preso e depois deportado para Espanha (1871), aos 18 anos, no exílio, publica o manifesto “El Presídio Político en Cuba”. Enquanto estrutura com outros patriotas fora de Cuba a questão da independência licencia-se na Universidade de Saragoza em Direito, Filosofia e Letras. Depois de viver em França, México e Guatemala, volta a Cuba em 1878. É novamente deportado no ano seguinte, por causa da sua actividade revolucionária na intitulada Guerra Chiquita, que durou 2 anos.

 

Vive nos Estados Unidos a partir de 1881, onde é jornalista do “The Hour” e “The Sun”, com o interregno de 1882 na Argentina onde publica “Ismaelito”, obra precursora do modernismo hispano-americano.

 

Funda o Partido Revolucionário Cubano e o diário independentista “O Pátria”.

 

Escreve com o general Máximo Gómez o “Manifesto de Monticristi” e volta a Cuba para organizar a luta pela independência.

 

A guerra com Espanha é violenta e a 19 de Maio de 1895 José Martí morre em combate com o exército espanhol. A luta prosseguiu.

Como escritor José Martí é autor de centenas de poemas, novelas, dramas e artigos publicados em jornais. “Versos Sencillos” escrito entre 1889 e 1890 e publicado em 1891 é considerado a obra maior da sua literatura. É dessa obra poética que foi retirada a letra de Guantanamera, música da identidade cubana conhecida em todo o mundo.

 

Yo soy un hombre sincero

de donde cresce

la palma

y antes morir me quiero

echar mi versos de l´alma

Gauntanamera, guarija guantanamera

My verso es el verde claro

y de un carmine incendido,

my verso es un cervo herido

que busca en el monte amparo

Guantanamera, guarija guantanamera

Cultivo la rosa blanca,

en júlio come en enero

para l´amigo sincero

que me da su mano franca

Guantanamera, guajica guantanamera

Y para el cruel que me arranca

el corazon com que vivo

cardos ni ortigas cultivo:

cultivo la rosa blanca

Guantanamera, guarija guantanamera

Yo se de un pesar profundo

entres la pena sin nombre:

la esclavitud de los hombres

es la gran pena del mundo.

(Guajica – campesina, trabalhadora rural. Guantanamera/o – natural de Guantánamo).

 

Leave a Reply