JENNY, A COMUNISTA OU BARONESA JOHANNA VON WESTPHALEN DA PRÚSSIA, por Raúl Iturra

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

http://www.youtube.com/watch?v=221UWotqwdo

La marseillaise

 

 

…para os  colegas  que são da minha cor e ideologia


…excerto do meu livro de 2010: Marx, um devoto luterano, entregue a editora Tinta da China, para publicação. Por causa de ser um texto de 380 páginas e a editora estar em falência, o coloquei no repositório da Biblioteca do ISCTE-IUL e no internacional: http://repositorio.iscte.pt/ o primeiro, http://www.rcaap.pt, o segundo.


Fiz uma síntese de 180 páginas, entregue a Associação Portuguesa de Antropologia, quem nunca o publicara, colocando-o também nos repositórios. Foram cinco anos de trabalho e investigação. A fixação gramatical, realizada pela minha antiga estudante, Licenciada em Antropologia Graça Pimentel Lemos, museóloga, a quem dedico o livro todo.


Muitas surpresas foram encontradas na minha pesquisa.


A primeira, os comentários de Ratzinger sobre Karl Marx e o apoio que procurou nos seus conceitos para escrever o seu livro Jesu von Nazareth, Editora Vaticana, Estado Vaticano, Roma, traduzida ao português no mesmo ano como Jesus de Nazaré, Esfera dos Livros, Lisboa. Diz Ratzinger após leitura de obra de Marx, obre que conhece de forma profunda e na que se baseia para governar como Papa Bento XVI, ao falar e condenar o sistema capitalista, estas palavras: Entre a bibliografia de Ratzinger, aparece o livro de Marx de 1846: A Ideologia Alemã, citado e com palavras que louvam o fundador do socialismo científico. Pelo facto inusitado de um Papa Romano falar do considerado inimigo da Igreja Católica, noção que em parte nenhuma da obra de Marx aparece, as notícias voaram. Uma diz: Em seu primeiro livro como Papa, o alemão Joseph Ratzinger condenou duramente as nações ricas por pilharem o Terceiro Mundo e elogiou Karl Marx.


 

Bento XVI diz que, ávidas por poder e lucro, as nações abastadas pilharam e saquearam sem piedade África e outras regiões pobres, exportando o cinismo de um mundo sem Deus. O Papa também condena na obra o tráfico de drogas e o turismo sexual, sinais de um mundo de gente vazia cercada por abundância material.Texto em:  http://opiniaoenoticia.com.br/cultura/bento-xvi-elogia-karl-marx/. Outra opinião diz: o que ocorreu foi que o Papa Bento XVI fez algum comentário em que assinala a importância do trabalho do filósofo alemão a respeito da “exploração do homem pelo homem”, ou seja, Marx, no século XIX foi o primeiro teórico a sistematizar e problematizar a condição de vida dos trabalhadores com uma dura crítica à situação de pobreza causada pela exploração selvagem da força-de-trabalho. Assim, ainda que em princípio os métodos da teoria marxista sejam dicotômicos com os valores cristãos, isso não significa que a Igreja não tenha reconhecido a importância dessa filosofia na denúncia das injustiças. Em:  http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20070405132309AAysHRx.


Outro comentário, da AFP, acrescenta entre outras palavras: A” parábola do bom samaritano”, na qual Jesus explica aos seus discípulos a universalidade da noção do “próximo”, permite a Bento XVI falar da “sociedade globalizada” e “das populações de África, roubadas e pilhadas” material e espiritualmente pelo “estilo de vida” das sociedades ocidentais.


Joseph Ratzinger fala também de Karl Marx que “descreveu com vigor a alienação do homem”, “mesmo se não tenha percebido a verdadeira profundidade da alienação porque reflectia sobre a questão apenas em termos materiais”. Comentado em: http://bbb.globo.com/BBB7/Internas/0,,AA1509658-7530,00.html.


“Depois de ler o livro (A ideologia Alemã) e os comentários, bem como a obra de Karl Marx ao longo dos meus anos de vida, não me restava alternativa: procurar conhecer a vida íntima deste autor e a sua dinâmica para lutar contra a pobreza, a exploração e a alienação, que, contrariamente ao afirmado por Ratzinger, percebeu muito bem. Eis o motivo para o aparecimento deste livro. O que sobre ele encontrei durante as pesquisas efectuadas deixou-me mais do que impressionado. Pensava conhecer Karl Heinrich, mas à medida que ia descobrindo a sua vida privada e as suas lutas políticas, senti-me compelido a escrever este texto. Aprendi tanto que senti nascer em mim, um novo objectivo de vida.” Pp. 256 e seguintes


É o que comenta o Papa católico romano é mais amplo: Jesus de Nazaré[1], era uma análise da vida do profeta Jesus, comentando como Marx entendeu no seu texto A Ideologia Alemã, de 1846, o conceito de alienação, temática sobre a qual Jesus pregava. O livro, que li em português, juntamente com o meu saber sobre a obra e vida de Karl Marx, para além do meu próprio interesse como investigador da religião, suscitou-me uma interrogação, quem era Karl Marx? Terminada a sua leitura, reparei que essas duas espadas (Jesus/Marx) de luta contra a injustiça social, que pareciam ser de diferentes bainhas, o não eram. Foi-me, por isso, imperioso escrever este texto, abandonando outras sessões, para outros livros assim adiados. Acaba os comentários sobre a obra de Marx, acrescentando que era triste que Marx não for católica, a sua obra seria ainda mais aprofundada, por saber patrística e teologia. Apenas que Ratzinger esquece que Marx era luterano e praticava a sua fé, baseada na confissão católica, como um devoto crente, baptizava aos seus descendentes e os enviava a missa luterana dominical e a catequeses, convertera a sua mulher, católica romana por ser membro da Corta do Rei de Prússia, católicos como era a tradição quando o Estado era Império e na Monarquia posterior, nas datas em que os principados alemães unificara-se, em 1871, narrado no meu livro supra citado. Ratzinger na sua profunda fé romana, esquece comentar sobre estes factos, que bem conhece pelos seus estudos de história esquece comentar a Wilhelm I e a o denominado Chanceler de Ferro, Otto von Bismarck. O Império Alemão (em alemão Deutsches Reich, também chamado por Kaiserlich Deutsches Reich ou Kaiserreich por alguns historiadores alemães) foi um Estado, na região da actual Alemanha, governado pela Casa von Hohenzollern. Existiu desde a sua consolidação como Estado-nação em Janeiro de 1871 (fim da Unificação Alemã) até à abdicação do kaiser Guilherme II em Novembro de 1918, após a derrota na Primeira Guerra Mundial.


[1] Ratzinger, Joseph, 2007, Jesus de Nazaré, Esfera dos Livros, Lisboa. Comentado pelo autor em: http://www.esferadoslivros.pt/livros.php?id_li=%2078 Entre a bibliografia de Ratzinger, aparece o livro de Marx de 1846: A Ideologia Alemã, citado e com palavras que louvam o fundador do socialismo científico. Pelo facto inusitado de um Papa Romano falar do considerado inimigo da Igreja Católica, noção que em parte nenhuma da obra de Marx aparece, as notícias voaram. Uma diz: Em seu primeiro livro como Papa, o alemão Joseph Ratzinger condenou duramente as nações ricas por pilharem o Terceiro Mundo e elogiou Karl Marx.

Bento XVI diz que, ávidas por poder e lucro, as nações abastadas pilharam e saquearam sem piedade África e outras regiões pobres, exportando o cinismo de um mundo sem Deus. O Papa também condena na obra o tráfico de drogas e o turismo sexual, sinais de um mundo de gente vazia cercada por abundância material.Texto em:  http://opiniaoenoticia.com.br/cultura/bento-xvi-elogia-karl-marx/. Outra opinião diz: o que ocorreu foi que o Papa Bento XVI fez algum comentário em que assinala a importância do trabalho do filósofo alemão a respeito da “exploração do homem pelo homem”, ou seja, Marx, no século XIX foi o primeiro teórico a sistematizar e problematizar a condição de vida dos trabalhadores com uma dura crítica à situação de pobreza causada pela exploração selvagem da força-de-trabalho. Assim, ainda que em princípio os métodos da teoria marxista sejam dicotômicos com os valores cristãos, isso não significa que a Igreja não tenha reconhecido a importância dessa filosofia na denúncia das injustiças. Em:  http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20070405132309AAysHRx.

Outro comentário, da AFP, acrescenta entre outras palavras: A” parábola do bom samaritano”, na qual Jesus explica aos seus discípulos a universalidade da noção do “próximo”, permite a Bento XVI falar da “sociedade globalizada” e “das populações de África, roubadas e pilhadas” material e espiritualmente pelo “estilo de vida” das sociedades ocidentais.

Joseph Ratzinger fala também de Karl Marx que “descreveu com vigor a alienação do homem”, “mesmo se não tenha percebido a verdadeira profundidade da alienação porque reflectia sobre a questão apenas em termos materiais”. Comentado em: http://bbb.globo.com/BBB7/Internas/0,,AA1509658-7530,00.html.

 

Depois de ler o livro e os comentários, bem como a obra de Karl Marx ao longo dos meus anos de vida, não me restava alternativa: procurar conhecer a vida íntima deste autor e a sua dinâmica para lutar contra a pobreza, a exploração e a alienação, que, contrariamente ao afirmado por Ratzinger, percebeu muito bem. Eis o motivo para o aparecimento deste livro. O que sobre ele encontrei durante as pesquisas efectuadas deixou-me mais do que impressionado. Pensava conhecer Karl Heinrich, mas  à medida que ia descobrindo a sua vida privada e as suas lutas políticas, senti-me compelido a escrever este texto. Aprendi tanto que senti nascer em mim, um novo objectivo de vida.

 

 (Continua)

 

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