(Adão Cruz)
No coração do tempo
encontro inexplicável quietude
perante uma obra de arte
escutando uma sinfonia
contemplando uma paisagem
que me beija com ternura.
Fico estático.
Um sol interior aquece-me a alma,
um sopro de solidão, sem tristeza,
envolve-me de prazer
uma voz serena
conversa em surdina comigo.
Deixo-me ficar quieto no tempo
como se o tempo fosse
a medida da eternidade
e não a relatividade da passagem.


Belo poema, sim senhor!Adriano