Serenidade – António Sales

(Adão Cruz)

 

No coração do tempo

encontro inexplicável quietude

perante uma obra de arte

escutando uma sinfonia

contemplando uma paisagem

que me beija com ternura.

 

Fico estático.

Um sol interior aquece-me a alma,

um sopro de solidão, sem tristeza,

envolve-me de prazer

uma voz serena

conversa em surdina comigo.

 

Deixo-me ficar quieto no tempo

como se o tempo fosse

a medida da eternidade

e não a relatividade da passagem.

 

 

1 Comment

Leave a Reply