Diário de bordo
Pensar de pernas para o ar, que é como o mundo está actualmente, é muito difícil. Talvez só para os morcegos, se é que esses seres do mesmo reino a que nós, os humanos, pertencemos, raciocinam. Quem sabe? Também já tenho muitas dúvidas se todos os humanos raciocinam ou, a alguns, apenas, lhes passam as ideias de fugida pela mente e com essas ideias em fuga tomam, tantas vezes, as decisões mais graves para o resto da humanidade e de tudo o que é vivo neste planeta.
Falar em morcegos traz-me à ideia essa figura ficcional e mítica dos vampiros. Porque será que me lembrei disto? São infinitas as capacidades de associação do cérebro humano.
Animal por animal (no sentido biológico, está claro), com a metáfora pelo meio, veio-me à ideia o presidente da França, esse ser prepotente e ridículo, que tem empenhado todos esforços em regenerar a economia francesa sugando o líquido que corre nas veias de outro país. Melhor dizendo, com a ajuda de outros condes que por aí andam à solta pela Europa, pela calada da noite, espicaçam, convencem, pagam bem por isso.
Depois mandam os canhões e dizem que foi em defesa da democracia e do bem dos povos. Que não roubaram nada. Mas os pipelines não cabem nas algibeiras.




Augusta Clara, quem como eu teve a “sorte” de conhecer Tripoli é com muita raiva que vê os abutres saquearem, pilharem, matarem em nome da liberdade.Jamais esquecerei o orgulho dos habitantes da cidade e as palavras da guia “o nosso sistema de ensino é gratuito desde o infantário ao fim da faculdade”.Este monsieur nauseia-me, esta violência vira o meu estar de pernas para o ar.beijinho grande
Bem apresentado, Augusta. Por estas e por outras é que eu digo que os nazis tinham razão, eles é que estavam certos quando tomaram Paris e a França. Pelo menos a esta conclusão nos conduz o comportamento da França em relação á Líbia, ou o descaro deste homenzinho ridículo que mais parece um boneco de um filme de terror.
Um vampirinho . Eu até estava à espera de encontrar uma fotografia em que os caninos se vissem melhor. Mas deve tê-los limado.
Imagino, Inês, que quem conheceu uma terra onde as pessoas, pelo menos, tinham uma vida material digna e, agora, a vê destruida e pilhada não por qualquer vulgar ladrão que rouba para comer, mas por bandidos de grande calibre que o que querem é apossar-se de toda a riqueza mundial, deva sentir uma indignação como a tua.