Pensar de pernas para o ar

 

Diário de bordo

 

 

 

 

Pensar de pernas para o ar, que é como o mundo está actualmente, é muito difícil. Talvez só para os morcegos, se é que esses seres do mesmo reino a que nós, os humanos, pertencemos, raciocinam. Quem sabe? Também já tenho muitas dúvidas se todos os humanos raciocinam ou, a alguns, apenas, lhes passam as ideias de fugida pela mente e com essas ideias em fuga tomam, tantas vezes, as decisões mais graves para o resto da humanidade e de tudo o que é vivo neste planeta.

 

Falar em morcegos traz-me à ideia essa figura ficcional e mítica dos vampiros. Porque será que me lembrei disto? São infinitas as capacidades de associação do cérebro humano.

 

Animal por animal (no sentido biológico, está claro), com a metáfora pelo meio, veio-me à ideia o presidente da França, esse ser prepotente e ridículo,  que tem empenhado todos esforços em regenerar a economia francesa sugando o líquido que corre nas veias de outro país. Melhor dizendo, com a ajuda de outros condes que por aí andam à solta pela Europa, pela calada da noite, espicaçam, convencem, pagam bem por isso.

 

Depois mandam os canhões e dizem que foi em defesa da democracia e do bem dos povos. Que não roubaram nada. Mas os pipelines não cabem nas algibeiras.

 

 

 

4 Comments

  1. Augusta Clara, quem como eu teve a “sorte” de conhecer Tripoli é com muita raiva que vê os abutres saquearem, pilharem, matarem em nome da liberdade.Jamais esquecerei o orgulho dos habitantes da cidade e as palavras da guia “o nosso sistema de ensino é gratuito desde o infantário ao fim da faculdade”.Este monsieur nauseia-me, esta violência vira o meu estar de pernas para o ar.beijinho grande

  2. Bem apresentado, Augusta. Por estas e por outras é que eu digo que os nazis tinham razão, eles é que estavam certos quando tomaram Paris e a França. Pelo menos a esta conclusão nos conduz o comportamento da França em relação á Líbia, ou o descaro deste homenzinho ridículo que mais parece um boneco de um filme de terror.

  3. Imagino, Inês, que quem conheceu uma terra onde as pessoas, pelo menos, tinham uma vida material digna e, agora, a vê destruida e pilhada não por qualquer vulgar ladrão que rouba para comer, mas por bandidos de grande calibre que o que querem é apossar-se de toda a riqueza mundial, deva sentir uma indignação como a tua.

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