Autores fundadores da Antropologia, de Raúl Iturra – Émile Durkheim, por Raúl Iturra

 

 

Émile Durkheim (Épinal, 15 de abril de 1858 — Paris, 15 de novembro de 1917) é considerado um dos pais da sociologia moderna. Durkheim foi o fundador da escola francesa de sociologia, posterior a Marx, que combinava a pesquisa empírica com a teoria sociológica. É reconhecido amplamente como um dos melhores teóricos do conceito da coesão social. Para que reine certo consenso nessa sociedade, deve-se favorecer o aparecimento de uma solidariedade entre seus membros. Uma vez que a solidariedade varia segundo o grau de modernidade da sociedade, a norma moral tende a tornar-se norma jurídica, pois é preciso definir, numa sociedade moderna, regras de cooperação e troca de serviços entre os que participam do trabalho colectivo (preponderância progressiva da solidariedade orgânica). É assim que sintetizo a teoria de Durkheim, roubando as palavras à Wikipédia em: http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%89mile_Durkheim. Para saber mais sobre esta forma de teorizar, remeto ao leitor para um dos vários livros escritos por mim sobre Durkheim, o mais recente e que revela as suas tendências ideológicas é: O presente, essa grande mentira social. A reciprocidade com mais-valia.

 

Ensaio Antropológico de Sociologia Económica, Afrontamento, Porto, 2008. Porquê Sociologia Económica? Apesar de dois títulos de uma das suas 35 obras, referidos como sacrifício, religião, rituais, Durkheim tinha entendido que a vida social estava baseada na produção de bens, como refere na nota 1 nas conclusões, página 419 do livro que uso, em língua inglesa. O seu texto sobre As formas elementares da vida religiosa, no meu ver, é um livro de economia mais de que religião. Comparava rituais religiosos em base as sua ideias e pesquisas das formas de caça Arunta, formas de horticultura, a estrutura nómada da tribo, e as formas de falar. Estas, debatia com o linguista Max Müller, que atribuía essas formas elementares ao animismo e não a conjuntura da produção conjunto e a aprendizagem, elaborada por meio de rituais, da preservação das bases naturais de reprodução da natureza para os Arunta continuarem a viver.

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