Pangeia, Sala do Exame Privado e a Tacanhez de um Tempo!, de Jaime Alberto do Couto Ferreira.

A Âncora Editora tem o prazer de o/a convidar para o lançamento da obra Pangeia, Sala do Exame Privado e a

Tacanhez de um Tempo!, do professor e escritor Jaime Alberto do Couto Ferreira.

 

A sessão terá lugar no próximo dia 12 de Setembro, segunda-feira, pelas 18:00 horas, no Centro Cultural D. Dinis, em Coimbra. O evento terá início com a inauguração da exposição «Espécimes de Divodignos», com desenhos do autor, também incluídos no livro. Este será apresentado por Álvaro Garrido e José Reis, professores da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra.

 

Em Pangeia, Sala do Exame Privado e a Tacanhez de um Tempo! destaca-se a linguagem coimbrã e a descrição de locais, costumes e episódios da Universidade de Coimbra. O autor descortina as ligações de outros tempos com a Igreja, terminando a obra com «uma estocada final sobre a universidade (ou sobre a vida?)», como descreve o professor Paulo Melo, da FEUC. «Em conclusão, uma obra adulta (de tal forma que, em tempos de símbolos, até merecia ocasionalmente um círculo vermelho no canto superior direito), complexa mas sem complexos.»

 

 

Imaginemos um velho professor universitário a discorrer sobre a sua disciplina, História Sagrada e Teoria da História, à beira dos vestígios de pegadas de dinossauros e num espaço mutável.

 

A idade pô-lo fora do credível, do bom senso e saber académico de Trento, Vaticano I e quase das civilizações clássicas (greco-romana), judaico- -cristã e muçulmana, dando a ideia de tresloucado e um ajuste de antigas contas, desforra.

 

Quando, transformado num velho cão a voar, morre subitamente, emulado pela ciência moderna. Depois de muito ter disparatado, só deixou algo que dizia valer a pena, a pristina sentença de D. Dinis:

 

Scientiae thesaurus mirabilis qui dum plus dispergitur incrementum maioris suscipit ubertatis mundum… (Ciência tesouro milagroso que, na proporção em que se espalha, recebe incremento de maior fecundidade, ilumina o mundo…) Estávamos em 1290 d.C., mas hoje e em qualquer lugar, a alma mater mantém a validade!

 

Umas interessantes reflexões sobre os diferentes conceitos do tempo e as últimas são muito perturbadoras…

12 de Setembro, 18h00, Coimbra


Centro Cultural D. Dinis

Apresentação: Prof. Álvaro Garrido (FEUC)

 

Jaime Alberto do Couto Ferreira nasceu em Famalicão da Serra, Guarda, em 1944. Ingressou na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra em 1965. Interrompeu os estudos devido à Guerra Colonial, e após o seu regresso trabalhou na revista Vértice com Joaquim Namorado.

 

Licenciado em História, foi convidado pelo Prof. Joaquim Romero Magalhães para a Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, onde desenvolveu a actividade docente e de investigação, sob a orientação e colaboração do Prof. Vitorino Magalhães Godinho. Nessa faculdade, concluiu o doutoramento em Estruturas Sociais da Economia.

Publicou várias obras académicas, em que se destaca a temática dos cereais e das moagens, com A Dessacralização do Pão, Origem do Proteccionismo da Cerealicultura em Portugal e Farinhas, Moinhos e Moagens. Esta é a sua segunda obra de ficção, género em que se estreou em 2010, com Hieracita.


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