Gregory Bateson (Grantchester, Inglaterra, 9 de Maio de 1904 — São Francisco, Califórnia 4 de Julho de 1980)
foi biólogo e antropólogo por formação. Contudo, como grande pensador sistémico e epistemólogo da comunicação, incorreu também pela psiquiatria, psicologia, sociologia, linguística, ecologia e cibernética. Foi enviado em trabalho de campo entre os Iatmul da Nova Guiné que tinham uma cerimónia especial denominada Naven para alicerçar os mais novos, ensinando-os a cortar cabeças e cometer crimes entre os seus inimigos ou entre eles.
Entre nós, Paulo Jorge Pinto Raposo tem analisado Bateson, em aulas, e também na sua bibliografia opcional,Antropologia e Teatro, bem como e na sua tese de doutoramento, O papel das expressões performativas na Contenporaneidade. Identidade e Cultura Popular, ISCTE, 2002.
Raposo usou o cerimonial Naven para as suas pesquisas em Portugal e proferiu lições para explicar o cerimonial Naven e os seus motivos de arte performativa. Cerimonial descrito no livro intitulado Naven: A Survey of the Problems suggested by a Composite Picture of the Culture of a New Guinea Tribe drawn from Three Points of View by Gregory Bateson (Paperback – Jun 1, 1958). Versão em castelhano, Júcar Universidad, 1990
É possível ver, que no seu conjunto, como comentava Audrey, Malinowski reservou para si o sítio mais calmo e simpático, os Massim do Noroeste, enquanto os seus derradeiros discípulos ingleses, Edmund Leach estudava os Kachin da Alta Birmânia, na plantação de algodão do seu pai, e Julian Pitt-Rivers aos jornaleiros das terras da sua mulher, em Andaluzia.
O primeiro resultou num livro titulado Political Systems of Highland Burma. A study of Kachin Social Structure, 1954, London School of Economics Monographs in Social Anthropology, Nº 44, The Athlone Press, Londres; o segundo, também em 1954: The People of the Sierra, Chicago University Press.

