O Crime de Aldeia Velha, de Bernardo Santareno. No Palácio da Independência.

De 10 a 25 de Novembro 

De 9 a 16 de Dezembro de 2011

Todas as quintas e sextas-feiras às 21:00

Excepto dia 1 e 8 de Dezembro

Palácio da Independência Morada: Largo de São Domingos, 11, 1150-320 Lisboa. (Ao lado do TNDM II)

 

Esta história é baseada num caso real sobre o linchamento de uma mulher supostamente possuída pelo demónio, ocorrido durante os anos 30 em Marco de Canaveses. Publicada em 1959, a obra de Bernardo Santareno coloca questões sobre o papel da religião e o seu impacto na humanidade, e foi interpretada na altura como um desafio ao regime fascista e às posições da Igreja Católica. Bernardo Santareno, nasceu em 1920, em Santarém. Influenciado por Brecht, Lorca e Pirandello, tornou-se um dos dramaturgos de vanguarda em Portugal e foi considerado um dos responsáveis pela revolução no teatro ocorrida pós 25 de Abril.

“Aldeia Velha está com as tripas de fora… As tripas, as fezes, as vergonhas de cada um, e tudo: tudo à mostra, tudo à mostra!”

Nota do encenador:

 

Sugiro sempre caminhos controversos e questionáveis, no sentido de captar sempre a atenção do público e fazê-lo acreditar, oferecendo outras perspectivas daquilo que já viu, ouviu e sentiu. Questionar, questionar e voltar a questionar a sua existência, o que o rodeia, como e quem faz girar o mundo em que vivemos. É essa a principal linha de orientação para esta encenação, a aproximação fisica do público na cena, na acção. É algo que  é intrínseco na vida humana, a curiosidade. Gosto da ideia de levar o público ao voyerismo, espreitar de forma prevaricadora para algo, escutar para dentro do seio das histórias.  Nesta nova abordagem à peça “O crime de Aldeia Velha”, proponho a anulação do espaço convencional, para a prática em “arena” abolindo a quarta parede, a distância territorial entre o real e acção, as diferentes intensidades da experiência junto dos espectadores perante a multiplicidade das matérias teatrais e o reequilíbrio entre a fruição racional e sensorial tornando assim, mais interessante esta vivencia/experiência, talvez, perturbante ou inquietante.

Ficha Técnica:

Coordenação e encenação: João Rosa

Texto: Bernardo Santareno

Imagem Cartaz: Ricardo Campos

Coro: Coro Audite Nova Lisboa

Maestrina: Clara Correia

Elenco: Artur Assunção, Conceição Lopes, Delfina Costa, Helena Duarte, João Pires Silva, Júlia Catita, Lurdes Vinagre, Manuela Martins, e Tina Franco.

Co-Produção: A Velha Escola e João Rosa

Assessoria de Imprensa: Rosaria Casquinha

Webpage: http://joaorosaoficinasteatro.wordpress.com/em-cartaz/

Reservas/informações: ligue 1820 (24 horas)

Locais de Venda: www.ticketline.sapo.pt

No local, Agencia Abreu, Casino Lisboa, C.c. Dolce Vita, C.c. Mundicenter, El Corte inglês, Fnac, Galeria Comercial Campo Pequeno e Worten.

Preço do bilhete: € 10,00

 

 

“Só triunfam os que se atrevem a atrever-se”George Clemenceau
Website: www.joaorosaoficinasteatro.wordpress.com Tel: +351  93 823 85 65 E-mail: producoesteatrais2@gmail.com

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