Pessoalmente tenho medo de coisas a querer fazer muito rapidamente. Concordo plenamente com a análise feita, ponto por ponto. Porém, quanto às propostas de solução a coisa é mais complicada: estamos no quadro da zona euro, não devemos daí sair, o que tem que ser feito, e é urgente, é estabelecer uma forte regulação dos mercados com proibição de muitos dos produtos financeiros criados.
Claro que isto não chega, pois a crise financeira surge pela existência de uma crise profunda na economia real, mas a resolução desta exige por seu lado que se passe pela alteração da actual divisão internacional do trabalho, só possível no quadro da UE e da OMC.
Não deixo também de sugerir que um Banco recapitalizado pelo Estado deve ter este como accionista de direito pleno.
E, depois disto, trata-se de um belo texto este que me foi dado a ler.
JMota
