UM EXEMPLO POSITIVO DA INFLUÊNCIA DA MÚSICA – Eric Emmanuel Schmidt E MOZART – por Clara Castilho

 

 

 

 

 

 

  

   

“Ma vie avec Mozart” de  Eric Emmanuel Schmidt  é uma narrativa autobiográfica do seu reencontro com a vida através da musica de Mozart e da experiencia encantatória que a mesma lhe provocou. O livro descreve um adolescente atormentado que assiste, por acaso, às “Bodas de Figaro”. A voz da Condessa Almaviva salva-lhe a vida. O livro tem 16 capítulos que correspondem a 16 cartas que são dirigidas a Mozart. Sempre que um problema se lhe apresenta, Mozart ajuda-o a ultrapassá-lo.

 

…”através da música eu fazia amor e a minha força renascia. Era maravilhoso. E dentro de mim estava agora toda a força do mundo, Mozart salvara-me a vida. Não poderia abandonar assim um mundo tão cheio de coisas belas!”

 

(Eric-Emmanuel Schmitt à l’Opéra National de Bordeaux)

 

 

Filho de professores, Eric Emmanuel-Schimtt nasceu a 28 de Março de 1960, em Lyon, na França. Estudou na École Normale Superieur, em Paris, licenciando-se em filosofia com a tese “Diderot e a Metafísica”. Deu aulas de filosofia na Universidade de Chambéry.

Em 1991, escreveu a sua primeira peça de teatro: “La Nuit de Valognes”, uma releitura do famoso mito de D. Juan que fez a sua estreia mundial em Inglaterra, numa produção da Royal Shakespeare Company. Mais tarde, em 1993, “A Visita”, uma peça que narra um suposto encontro entre Freud e uma figura misteriosa que alguns dizem ser Deus e outros dizem encarnar a Morte, e que lhe valeu três prémios Molière no ano de 1994: para Melhor Autor, Revelação Teatral do Ano e Melhor Espectáculo. Foi graças ao sucesso desta peça – traduzida e representada em todo o Mundo, que Emmanuel-Schmitt conseguiu dedicar-se exclusivamente à escrita.

“Mozart… Tu me semblais une clé secrète pour ouvrir ces portes. Quoique par timidité je conservais cette conviction au fond de moi, mon silence ne t’empêchait pas d’accomplir ton œuvre, me libérer, me convaincre que c’est en écrivant qu’on devient écrivain […] Je me suis donc cherché, heure par heure, page après page, au bout de ma plume”

 

Em 1995, escreveu “Golden Joe”, em 1996 “Variações Enigmáticas”,em 1997, “Le Libertin”, inspirado na vida de Denis Diderot, e o monólogo “Milarepa”, que versava o tema do budismo. Escreveu quase a um ritmo de uma peça, ou mais, por ano apareceu depois “Monsieur Ibrahim et les fleurs du Coran” ,“Oscar et la Dame Rose”, “Pequenos Crimes Conjugais” e “L’Evangile selon Pilate.

 

Representado em 35 países, Eric Emmanuel-Schmitt é também autor de romances e ensaios, de uma ficção autobiográfica (“Ma vie avec Mozart”) e tradutor dos librettos das óperas “As Bodas de Fígaro” e “Don Giovanni”, de Mozart. Em 2000, recebeu o Grande Prémio de Teatro da Academia Francesa, pelo conjunto da sua obra teatral, e em 2004 o Grande Prémio do Público, em Leipzig.

 

Em Portugal, foram apresentados vários dos seus trabalhos: “A Mordaça”, pelo Teatro Plástico (2000), “A Visita”, pelo Novo Grupo/Teatro Aberto (2001), “ Variações Enigmáticas” pela Seiva Trupe (2004), “Hotel dos Dois Mundos”(2006) e “Pequenos Crimes Conjugais”(2007), “O Senhor Ibrahim e as flores do Corão”.

Mais sobre o autor pode ser consultado em www.ericemmanuelschmitt.com

 

(Renee Fleming “Porgi amor” Nozze Glyndebourne 1994)

 

 

 

 

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