Ferenc Liszt (Franz Liszt, na versão “europeizada” do nome) 1811-1886 – por Luís Rocha

 

 

Faz hoje 200 anos, nasceu em Rainding (Hungria) na noite de 21 para 22 de Outubro de 1811. Filho de mãe Austríaca e pai Alemão ficou famoso pela sua obra e genialidade como pianista.

 

Os seus dotes musicais começam a despontar desde muito novo e aos nove anos de idade os seus pais vão viver para Viena de Áustria, onde o filho passou a ter lições com professores famosos. O seu primeiro professor foi Karl Czerny. Seguiram-se, entre outros, Antonio Salieri fundador e director do Conservatório Vienense desde 1817.

 

Aos 11 anos faz a sua apresentação pública em Viena, como pianista, improvisando sobre um tema do allegretto da 7ª sinfonia de Bethoven e a Zelmira de Rossini, além de uma composição própria.

 

Em 1823 muda-se com os pais para Paris. Com a ajuda de Ferdinand Paer recebe a incumbência de compor uma ópera que apresenta em 1825 (com apenas 14 anos) Dom Sancho ou o Castelo do Amor.

 

Em 1832 assiste, na ópera de Paris, à apresentação do virtuoso do violino “Nicollo Paganini”. Este concerto teve grande influência no seu trabalho pois ficou obcecado em conseguir no piano a perfeição do violinista. Felizmente ouviu também nesse ano “Chopin” e passou a abordar a música sem o deslumbramento do domínio de um instrumento, mas pela profundidade e grandeza interior que podia recriar no teclado de um piano.

 

Começa a ser um compositor importante, quando em 1833 se apaixona pela condessa Marie D´Agoult, casada e seis anos mais velha. Para fugir ao escândalo, Liszt e a condessa refugiam-se nos arredores de Genebra (Suíça). Durante dois anos vive retirado de concertos e da vida social que ele tanto apreciava. Datam desse período os três cadernos Álbum de um Viajante, os começos das Harmonias Poéticas e Religiosas e o inicio do primeiro volume dos Anos de Peregrinação (evocação de paisagens Suíças).

 

Entre 1843 e 1858 é a conhecida fase de WEIMAR (cidade alemã) onde durante quinze anos exerce a função de mestre-capela (uma espécie de director Musical da cidade). Foi um período de grande significado na sua vida pessoal e artística. Nesse período compõe, entre outras, a Missa de Gran (doze poemas sinfónicos), as sinfonias Fausto e Dante o segundo volume de Os Anos de Peregrinação, as Baladas, os Estudos de Paganini, os Estudos de Execução Transcendental e as Consolações. Ao mesmo tempo faz concertos em toda a Europa (Alemanha, Rússia, Polónia, Hungria, Escócia, Inglaterra, Dinamarca, França, Suíça, Áustria e Itália e também Espanha e Portugal).

 

Já em Roma (1863) compõe as obras pianisticas sobre S. Francisco de Assis e S. Francisco Paula, bem como a bênção papal Urbi et Orbi. Em 1865 o Papa Pio IX confere-lhe as ordens menores e a dignidade de abade. Em 1867 compõe a ópera Os Mestres Cantores. Compõe também, a pedido, a Missa Húngara da Coroação, para a cerimónia da coroação de Francisco José I e da sua mulher Isabel (mais conhecida pelo nome de Sissi). Em 1873 reaparece em Weimar para apresentar ou seu novo oratório Christus.

 

Já com 70 anos compõe Do berço à Tumba, Nuvens Cinzentas, A gôndola Lúgubre e Czardas Macabras.

 

O grande pianista português Viana da Mota foi um dos seus discípulos em 1885.

 

Morreu em 1886. Os seus únicos bens eram a sotaina, algumas camisas e sete lenços. A vida e obra de Liszt cobrem por completo o período da Música Romântica. Todavia, Liszt é mais conhecido pelas suas Rapsódias Húngaras números 2 e 5 e a brilhante Fantasia Húngara Entre os vários vídeos disponíveis, escolhi o que se segue, por entender que é o que melhor reflecte as várias facetas da vida do compositor desde a juventude à sua relação com as mulheres e a sociedade. Franz Liszt – Rêve d’amour (Liebestraum) http://youtu.be/PGw4c2YGGB8

 

 

 

 

Escolhi também o vídeo da Rapsódia Húngara No. 2, S.244 / 2, adaptação ao cinema (desenhos animados) Da MGM – Tom e Jerry que vi concerteza na minha infância, sem saber que era uma composição de Liszt. Esta poderia ser uma forma a repensar, pelos editores musicais, para estimular nas crianças o sentido auditivo para a boa música. Tom and Jerry Hungarian Rhapsody No 2 Liszt http://youtu.be/d1rJvs46a5g

 

 

 

O que escrevi teve como base de consulta a Enciclopédia Salvat dos Grandes Compositores – Texto de José Luís Garcia del Busto

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