Nos EUA, a escolha do candidato republicano às eleições presidenciais vai ser complicada. Herman Cain, afro-americano conservador, tido ultimamente como tendo boas hipóteses, foi acusado de assédio sexual a duas mulheres nos anos 90. Embora negue, parece que pelo uma das acusações foi retirada após um pagamento substancial. Cain nega tudo, mas parece pouco convincente. Um novo DSK?
Continuando com o GOP (não, não são as Grandes Opções do Plano, é o Great Old Party), Mitt Romney, ex-governador do estado de Massachussets, tido como o mais progressistas dos candidatos a candidato republicano, vai de derivaem deriva. Aindarecentemente defensor de medidas reguladoras a favor do ambiente, falando numa reunião com uma companhia mineira declarou achar não estar provado que seja a actividade humana a principal causadora das alterações climáticas. Também parece estar a ter uma inflexão de opinião no que respeita à despenalização do aborto.
Parece entretanto que o GOP (esse mesmo!) é cada vez mais influenciado por entidades formalmente estranhas ao partido. Nomeadamente pessoas dotadas de grandes fortunas procuram influenciar o ideário dominante no partido, através de organizações não lucrativas (isentas de impostos) que, por seu turno, vão desenvolver campanha junto dos órgãos partidários, ou das estruturas de campanha dos candidatos. Alguns destes, como Rick Perry, actual governador do Texas, e Michele Bachmann, congressista do Minnesota, que já foi a principal vedeta do Tea Party, parecem estar muito ligados a organizações religiosas.
Entretanto, a Palestina foi admitida na UNESCO. Vejam sobre este assunto a informação que nos dá o argonauta Carlos Mesquita em:
http://oclarinet.blogspot.com/2011/10/palestina-membro-da-unesco-como-votou.html
Os EUA vão reagir mal, claro, e fazer a chantagem do costume, cortando auxílios. Daqui ressalta a importância das organizações internacionais, para não estarem sujeitas a este tipo de pressões, procurarem assegurar a sua independência material. Trata-se sem dúvida de um problema complicado. E a superpotência tudo fará para manter as organizações no actual estado de dependência.
O Paulo Portas (perdão, o Senhor Ministro), diz o Expresso que vai estar alguns dias na Venezuela. E que esta vai desbloquear a venda à GALP de um milhão de barris de petróleo. Será que daqui a uns tempos vamos verificar que as linhas da política internacional portuguesa não mudaram, de um governo para o outro?
O Wikileaks está com dificuldades financeiras. Vai ter de suspender a sua actividade, anunciou Julian Assange (outro metido em sarilhos por assédio a senhoras, ao que dizem. Tantos DSK … Irra, que são demais!). Digam o que disseram, o Wikileaks desempenhou um papel importantíssimo no combate à opacidade cada vez maior na informação. Entretanto, o Guardian e o Observer suspenderam as suas edições impressas, o segundo parece que definitivamente. Ficam só online. Até quando? As dificuldades por que passam os jornais que não estão ligados aos grandes grupos económicos são cada vez maiores.

