Dois mil anos de Cristianismo, cuja Ideologia de Conquista, de Assassínio e de Destruição do Planeta, e cuja Idolatria Sacerdotal /Religiosa, a mais Perversa das Idolatrias, ajudaram a formar-formatar a Europa e o Ocidente, estão, agora, a chegar ao fim. E com o fim do Cristianismo, da sua Ideologia e da sua Idolatria, também estão a chegar ao fim, esta Europa e este Ocidente que os dois mil anos de Cristianismo, com a sua Ideologia e a sua Idolatria, ajudaram a formar-formatar. A Agonia é por de mais manifesta. Esta Europa e este Ocidente são hoje dois doentes incuráveis, e já em adiantada fase terminal.
O Grande Poder Financeiro Global que o Cristianismo intrinsecamente é, conhece um novo impulso e um novo desenvolvimento, a partir do Século XVI, com as chamadas Descobertas e Conquistas. Desde então é difundido, urbi et orbi, via Missões católicas romanas e protestantes, com os seus sucessivos exércitos de Missionárias, Missionários, para cúmulo, quase todas, todos, duma entrega pessoal sem paralelo. Só porque nem elas, nem eles alguma vez se apercebem de que o Deus-Ídolo do Cristianismo é, intrinsecamente, Sacrificialista e, por isso, agrada-se, sobretudo, de quantas, quantos, equivocada e fanaticamente, se lhe entregam, determinadas, determinados, inclusive com o risco das suas próprias vidas pessoais, a satisfazer-lhe todas as suas ilimitadas ambições. É a Aberração das aberrações, vista e canonizada como Heroicidade e Santidade! Mas não só via Missões e Missionárias, Missionários.
Mais recentemente, também via triunfais viagens papais, todas bem ao gosto do Império e, por isso, entusiasticamente mediatizadas até à náusea pelos Grandes Meios de Informação e de Divulgação, todos propriedade do Grande Poder Financeiro Global, que tem por pai o Cristianismo, mas que já se tornou totalmente independente dele. Que para isso, os Grandes Meios de Informação e de Difusão são criados por ele e estão aí, 24 horas sobre 24 horas, a levar a todos os recantos da Terra a sua Ideologia ou Concepção do Mundo, e a sua Idolatria. Esta última, um tipo de Idolatria que tem, por referência um Deus Descriador do Humano e que muito se agrada de sacrifícios humanos. Por isso, ainda muito mais Sádico e Cruel do que o Deus do Templo de Jerusalém, ao tempo de Jesus, que, por esse então, já se dá por satisfeito com ininterruptos sacrifícios de animais. E, só excepcionalmente, também de sacrifícios de Humanos, nomeadamente, daqueles poucos seres humanos, que, como Jesus, o filho de Maria, se revelam demasiado incómodos para ele e os seus Sacerdotes.
O Terceiro Milénio, ainda só com uma década já vivida, está a dizer que o Cristianismo, e esta Europa e este Ocidente que ele ajudou a formar-formatar, são cada vez mais coisa de Ontem. O Hoje é exclusivamente do Grande Poder Financeiro Global que, embora filho do Cristianismo, já se movimenta bem sem o pai e, para se afirmar mais e mais, tem necessidade de sistematicamente o ignorar. Porque o pai ainda conserva uns restos de Moralismo hipócrita, por isso, Imoral, e que só atrapalham, pois o levam a classificar de exageradas todas as macro-atrocidades que o Grande Poder Financeiro tem necessidade de cometer, para se tornar no único Senhor do Planeta, no único Deus do Planeta, no único Patrão do Planeta.
E ele só não mata o pai, porque já se dá conta de que não precisa de ir tão longe com ele. Toda a sua Crueldade é para ser levada a cabo noutras frentes. Com o pai Cristianismo, basta ao Grande Poder Financeiro Global, deixar de lhe dar atenção, deixá-lo a falar sozinho, até morrer de velho, de Ridículo. Que é o que o Cristianismo deste início do Terceiro Milénio está a fazer. A cobrir-se de Ridículo. Vive tão fora da Realidade dos Povos Crucificados, que nem se dá conta de que o filho-monstro que faz nascer, está a miná-lo por dentro. E ele Implodirá, por si mesmo, de caduco. Aliás, as novas gerações já não frequentam o Cristianismo, em nenhuma das suas iniciativas. À excepção das mais folclóricas e turísticas, com destaque para as chamadas JMJ-Jornadas Mundiais da Juventude. Sem dúvida, um bom pretexto para as novas gerações beneficiarem de viagens gratuitas ou a baixo custo, consumirem drogas a granel, trocarem experiências sexuais em múltiplas línguas e, no fim, ainda, ficarem com a fama de que são “amigas” do Papa-imperador-ditador de Roma, a do Estado do Vaticano. Já para as suas missas rituais de domingo e para as suas catequeses moralistas q.b., as novas gerações não têm pachorra. Por mais insistentes que sejam os apelos dos Hierarcas de turno, qual deles o mais desfasado da Realidade Social Mundial.
O Planeta, hoje, já é quase só Planeta Financeiro. Mas os grandes do Cristianismo continuam a comportar-se nele como se ele fosse ainda o Planeta Terra. Já não é. Ou está em vias de deixar de ser, à medida que o Poder Financeiro é cada vez mais Global. Continua a chamar-se Planeta Terra. Mas é cada vez mais Planeta Financeiro. Sem lugar para Seres Humanos. Só para Mercadorias. O próximo Futuro é, por isso, de densa Treva. E quem quiser sobreviver, nessa densa Treva, tem de se decidir a viver longe da Cidade, hoje, toda ocupada e infestada pelo vírus do Grande Poder Financeiro Global. E não só. Tem também de se decidir a ser-viver Pobre e em Deserto. Reduzido ao Essencial. Qual Semente Grão-de-mostarda do Amanhã Outro, a Erguer e Edificar, desde já, mas só em Vivas Clandestinidades. Sob a forma de dois ou três que se atrevem a ser e a actuar em nome de Jesus. Outras, outros, Jesus Século XXI, o Alfa e o Ómega da Humanidade. Plena e integral. Eis.
