Luísa Lobão Moniz, professora do ensino básico e mestre em Educação Intercultural, doutoranda na área da violência escolar, escreveu um livro para crianças intitulado “MENINO COMO EU” que Rita Moniz, designer, ilustrou. No lançamento do livro, no passado dia 17, Luísa Moniz falou-nos da sua experiência como professora em bairros problemáticos e como o SOS-Criança era, desde a sua criação há 23 anos, uma resposta possível para as crianças em sofrimento.
O SOS Criança é um serviço anónimo e confidencial, de apoio às crianças, jovens,famílias, profissionais e comunidade, de âmbito nacional e internacional, tendo como populações-alvo: – Crianças e jovens até aos 18 anos; – Suas famílias; – Profissionais que trabalham nestas áreas; – Cidadãos com preocupações neste âmbito.
Esta resposta pode ser dada através de: – Atendimento Telefónico; Linha SOS-Criança; Linha SOS-Criança Desaparecida; – E-mail; – Atendimento Personalizado ( Social, Jurídico, Psicológico) e – Mediação Escolar.
A Linha SOS-Criança encontra-se disponível através do número 217 931 617, e do número gratuito 116 111.
No Atendimento Telefónico cada técnico tem um nome de código para que possa ser garantido duplo anonimato.
A partir da descrição que é feita no telefone o caso será objecto de intervenção por parte da equipa. O encaminhamento consiste na triagem, registo de dados e contacto telefónico, escrito ou personalizado, por parte do técnico, com as entidades que, na comunidade, analisam o problema apresentado e formulam o plano de intervenção.
O título do livro é uma frase dita por uma menina de 8 anos, em 1989, referindo-se a um menino maltratado.
Por ter considerado da máxima importância dotar as crianças de algum conhecimento sobre a existência de um serviço que as pode orientar antes que o risco aconteça, Luísa Lobão Moniz aventurou-se na elaboração deste livro, num gesto de solidariedade com todas as crianças em risco, cuja receita da venda vai na íntegra para o SOS Criança. A obra é editada pela Teodolito.
Desejei-lhe a continuação da inspiração, sabendo que ambas comungamos no sentimento de que ao nos darmos um pouco aos outros recebemos energia de retorno. Acrescentei: “Não sei se ganhamos o céu… mas sentimo-nos bem connosco próprios”. Ao que ela me respondeu: “Lá o céu acho que não ganhamos, mas a alegria interior ninguém nos tira…” Desejo que a Luísa continue a encontrar energia desta forma, porque muitos outros disso beneficiam.



