Temos por diversas vezes feito referência à pertinácia com que José Vilhena fustigava o regime do Estado Novo. A «perseguição» que movia à ditadura, tinha inconvenientes – prisões, apreensões de livros… Desta vez, resolveu fazer um elogio da nobrez – elogio que, estamos certos, a nobreza dispensaria de boa vontade. Os outros livros apreendidos correspondem ao que era expectável – sobretudo os que dissecavam a problemática eleitoral ou o estudo de Modesto Navarro sobre a crise económica vivida na sua região, o Nordeste Transmontano – à endémica pobreza da região, juntava-se a desertificação, o abandono das terras – ei-los que partiam, os homens cujos braços eram necessários à terra – para a guerra e para França.


