Posted: 24 Jan 2012 07:38 AM PST
Ao terminar os seus cursos de medicina, os médicos ficam com a ideia de que as vacinas são, não só necessárias, como eficazes e seguras. Nenhum médico põe este dogma em questão, até por que se o fizesse seria ostracizado e tido por herege.
Antes das vacinas
O decréscimo verificado nas várias doenças para as quais actualmente as crianças são vacinadas, verificou-se antes da segunda guerra mundial, isto é, antes do aparecimento das vacinas. Isso deve-se à implementação de uma estratégia de saúde pública, de que se destacam: o alargamento da rede de água potável, a melhoria das condições de vida e a melhoria do estado nutricional.
Estudos distorcidos
Não existe um único estudo clínico em que a vacina testada seja comparada ao placebo (substância neutra), todos eles são realizados comparando a vacina testada com uma outra vacina. Nestas condições é impossível concluir que os efeitos secundários são superiores, inferiores ou iguais ao dito placebo. Na realidade, como seria de esperar, os efeitos secundários verificados nos dois grupos, são semelhantes. Os estudos concluem então que a vacina testada não tem mais efeitos secundários de que o grupo de controle.
Mais alergias
Todos os estudos independentes concluem que as crianças vacinadas apresentam durante a sua vida um maior número de doenças alérgicas e auto-imunes do que as não vacinadas. Nos Estados Unidos, onde a comunidade Amish não vacina os seus filhos, não existe praticamente autismo, doença que poderá ser despoletada pela vacinação.
Corpo estranho
A vacinação contém um vírus, e apesar dos genes patogénicos terem sido eliminados, este permanece um vírus. Este organismo não é, nada mais nada menos, do que ADN ou ARN envolvido por uma membrana. Este ADN e ARN representará sempre um corpo estranho para o organismo. A reacção desencadeada na criança, com a fabricação de anticorpos, não é feita de maneira “natural”. A resposta imunológica na criança não vacinada faz-se de uma forma progressiva e não na forma bombástica com a administração de cerca de 30 vacinas no primeiro ano e meio de vida.
Imunização natural
O contacto natural com milhões e milhões de vírus e bactérias, nas crianças, é feito através do contacto com a pele, com o intestino através dos alimentos ou com o ar respirado. A pele, por exemplo, guarda em memória esses organismos e vai ser no futuro uma barreira activa de defesa. Com a vacinação, o material injectado vai eliminar essa etapa primária de defesa. Por essa razão, é que muitas das vacinas não actuam a longo prazo e têm de ser repetidas.
Adjuvantes nocivos
Os adjuvantes adicionados às vacinas têm por objectivo aumentar a resposta imunitária, mas ao mesmo tempo, e paradoxalmente, danificam o próprio sistema imunitário, particularmente nas crianças. Essas substâncias como o alumínio, o mercúrio ou o esqualeno poderão estar na origem ou no desencadear de doenças neurológicas graves.
O programa nacional de vacinação contempla uma série interminável de vacinas, apesar da vacinação em Portugal não ser obrigatória, são fortemente incentivada em nome da saúde pública. Isto é, quem não quer ser vacinado é visto como uma pessoa egoísta que põe em causa a vida dos outros pelas sua atitude. Mas neste contexto, como explicar por exemplo a vacina antitetânica, dado que o tétano não é transmissível entre seres humanos.

Gostava de ver este assunto mais desenvolvido e com outras opiniões. Também não percebi se propõe a abolição das vacinas duma vez por todas. Aprecio ouvir um médico fazer críticas à indústria farmacêutica e aos seus negócios mafiosos. Presumo que é médico pelo que escreve, embora desconheça a sua identidade. Por isso, me confunde este texto pouco aprofundado e assustador para as pessoas em geral que vão ficar sem saber o que fazer relativamente à vacinação dos filhos.Não vale a pena falar em ADN e ARN por que a grande maioria não é médica nem bióloga, precisa é de ser esclarecida nos termos em que os cientistas têm de falar com os leigos na matéria.
Cara Augusta Clara,Este assunto das vacinas é apenas uma opinião minoritária entre a classe médica que só a mim me compromete. A maioria dos médicos nem sequer põe em questão a eficácia e não questiona o possível correlação entre o aumento acentuado de certas doenças, como o autismo , e a vacinação massiva.Por em questão a utilidade das vacinas é tão lícito como questionar qualquer outro medicamento, só que neste caso parece ser um assunto tabu, esta é uma das razões do meu anonimato.Este texto não pretende criar um medo infundado nas pessoas, pretende sim fazê-las reflectir . Se for ao meu blogue poderá encontrar numerosos textos sobre este assunto.Também encontrará muitos artigos denunciando as práticas do lobby farmacêutico, muitas dessas práticas prejudicando os doentes.No caso das vacinas, o dogma está tão bem implantado, que de facto nenhum pai tomará a responsabilidade de não vacinar os seus filhos. Pessoalmente, eu e a minha mulher (que também é médica) não nos vacinamos e não vacinamos os nossos filhos.Um abraçoOctopus
Não vou tratá-lo por Caro Dr. Octopus porque nunca tratei um polvo com tanta deferência. Fiquemo-nos, então, por Caro Dr. X, embora aqui não tenhamos o hábito de usar o Dr. (para a próxima já não usarei).Fico satisfeita pela resposta ao meu comentário pois considero que assuntos de tamanha importância como é este das vacinas merecem que não nos limitemos a transmitir a nossa opinião pessoal mas a confrontá-la com outras e, sobretudo, como disse ontem, a expressá-la em termos que toda a gente entenda. Não conta aqui, apenas, o debate científico e intelectual que se faz nos fora adequados, mas a preocupação – como vocês, os médicos, tão bem sabem – de esclarecer e não de criar medo em quem recorre aos cuidados de saúde. Nesse sentido, tinha já tomado a decisão de escrever um pequeno texto a expor a minha opinião sobre o assunto que apresentarei num dos próximos dias. Certezas não tenho, como ninguém terá, mas troquemos impressões, o que muitas vezes funciona como calmante. Temos mais médicos no blog. Seria interessante ouvi-los também.CumprimentosAugusta Clara
Cara Augusta,Fico contente se não me tratar por Dr., talvez seja por ter feito os meus estudos em França e as pessoas não utilizarem esses termos.Tenho estudado muito a questão das vacinas e procuro, sempre que possível, fundamentar a minha opinião.É pois com particular interesse que lirei o seu texto e de outros colegas que o queiram fazer.Um abraço
Serei certamente uma leitora atenta pois apesar de não ser médica tenho dois em casa e honestamente fui uma das mães que entrava em pânico de cada vez que tinha que vacinar os meus filhos pois sempre receei os efeitos secundários. Estivemos na Amazónia e não nos vacinamos, já lá vão 12 anos e eu andei com um macaco recém nascido ao colo durante umas horas. Ainda hoje rejeito a ideia das vacinas mas só por instinto.Beijo Augusta e Dr X confesso que li com muito interesse Cumprimentos