Como quase sempre, uma lista com livros admiráveis, alguns de uma grande beleza literária. Mas a polícia política estava no anverso da beleza e da cultura. Goebbels disse puxar da pistola quando ouvia falar em cultura. Millán d’Astray interrompeu um sábio como Unamuno, gritando “Viva a morte, abaixo a inteligência”. O nosso «goebells”, o António Ferro, era diferente, tinha respeito pela cultura – demasiado respeito e tanto assim foi que quando morreu, Salazar não o substituiu. Entre estes dez livros, dois famosos ensaios de Lenine, um livro de Urbano Tavares Rodrigues. E uma ficção de um neo-realista hoje em dia pouco lido, apesar da excelência da sua escrita – Antunes da Silva.

