Erik Alfred Satie nasceu, a 17 de Maio de 1866, em Honfleur, localidade da costa setentrional de França. O pai era normando e a mãe inglesa. Não havia antecedentes musicais na família. Talvez por isso Erik Satie representou, no seu tempo, a figura de um compositor obscuro, antiacadémico e iconoclasta, que quase não alcançou o reconhecimento dos meios musicais. Só depois da sua morte em 1 de Julho de 1925, foi reconhecido como um compositor fundamental na música moderna.
Quando tinha 13 anos ingressou no Conservatório de Paris, onde estudou solfejo, piano e harmonia com professores como Lavignac, Mathias e Tandon, durante 8 anos.
Quando saiu, com 21 anos, e por dificuldades económicas trabalhou como pianista no Cabaret “Chat Noir” (foto ao lado) e depois no “L´ Auberge du Clou” onde esteve vários anos e conheceu Claude Debussy.
Aos 19 anos compôs a sua primeira obra valse-ballet. Depois Ogives. Em 1887 compôs a primeira obra de relevo, as 3 Sarabandas. Entre as várias peças que compôs para piano merecem destaque as Quatro Melodias para a cantora de cabaret Paulette D´Arty, véritables, preludes flasques “ 3 poemas de amor”. São também da sua autoria as 3 Mélodies para canto e piano e a famosa Meusse des pauvres.
Em 18 de Maio de 1917 no teatro Châtelet de Paris o compositor estreou o bailado Parade, verdadeira manifestação de uma nova época e de uma nova estética. Esta representação teve a colaboração de “Picasso” para os cenários e figurinos (foto ao lado de um deles) e “Massine” para a coreografia
No ano seguinte e por encomenda da princesa Polignac compôs a cantata Sócrates, uma das mais sinceras e belas obras de Satie e de toda a música francesa do seu tempo. Compôs ainda mais duas composições para os bailados Mercure e Relâche.
Apreciemos as interpretações que se seguem
Base da informação: colecção “Enciclopédia Salvat dos Grandes Compositores”– Tomás Marco



