O Instituto Europeu de Igualdade de Género (EIGE – agência da Comissão Europeia com sede em Vilnius, capital da Lituânia) publicou um relatório em que analisou a situação das crianças até aos 3 anos que vivem na União Europeia. Dos 27 estados-membros, em 21, mais de 40% destas crianças estão exclusivamente a cargo dos pais (na Hungria 70%).
Este relatório procurou analisar conciliação entre a vida pessoal, familiar e profissional. Em 2002, os líderes do Conselho Europeu tinham acordado tomar iniciativas para que em 2010 as crianças tivessem acesso a serviços de apoio à infância de pelo menos 33 %, porque se considerou “crucial para a reconciliação da vida pessoal, familiar e profissional”, particularmente para as mulheres “expostas a riscos mais elevados durante a reintegração no trabalho após a maternidade”. No que diz respeito às crianças entre os três anos e a idade escolar, ficou registado “uma evolução clara”, com sete países (Bélgica, Estónia, Espanha, França, Itália, Suécia e Reino Unido) a chegarem aos 90 % de cobertura em 2010 e outros sete ( entre os quais Portugal), a garantirem pelo menos 80 %. Mas ficam muito abaixo da meta: Bulgária, República Checa, Grécia, Lituânia, Polónia e Roménia.
Estamo-nos referindo em termos gerais porque número de horas em que os serviços estão em funcionamento, assim como nas horas de abertura ou nos períodos de férias são muito variados. Outra conclusão do EIGE é que “as mulheres continuam a ser as principais cuidadoras na infância”.
Virginija Langbakk é a directora do EIGE e frisa que, na Europa, “as mulheres entre os 25 e os 44 anos gastam, por dia, três vezes mais tempo do que os homens a cuidar das crianças”. A conciliação é “um factor decisivo” para atingir a meta de aumentar para 75 por cento a taxa de emprego de mulheres e homens entre os 20 e os 60 anos, definida na estratégia de crescimento Europa 2020, frisa o EIGE.
Mais informações podem ser recolhidas em www.eige.europa.eu.


