O QUE DEGRADA A SOCIEDADE – por António Mão de Ferro

A degradação de muitos Organismos Públicos, deve-se ao facto dos responsáveis que ali trabalham se preocuparem mais em fazer as vontades a quem os lá meteu, do que ao atingirem os objectivos da Instituição.

 

Nos locais onde a produtividade não é medida, os responsáveis rodeiam-se de indivíduos dóceis, seguidistas, acomodados, apáticos, autênticos nabos e para qualquer função de chefia, da mais importante à mais insignificante, arranjam maneira de fazer com que seja nomeado esse tipo de gente (é claro que há honrosas excepções), que se convence da sua importância e fala com sobranceria.

 

Como esses carreiristas, não tem competências para fazer nada de jeito, levam o tempo a tentar tramar os que não se submetem à sua incompetente gestão.

 

Acomodados a funções laborais rotineiras, preocupam-se mais em organizar normas para controlar os que não obedecem às suas palermices, do que em definir estratégias para obterem resultados e isto porque sabem que a sua gestão pode ser má, porque desde que obedeçam cegamente a quem os nomeou, irão ocupar lugares ainda com mais “prestígio”.

 

 Quem não pactua com os insignificantes, acaba por se ver envolvido em problemas e muitas vezes é posto de lado.

 

Para além de degradar as Instituições, esta situação está a contribuir para que tenhamos uma sociedade de acomodados, pois mostra que para se ser bem sucedido na vida, é mais importante ser subserviente em relação ao chefe, pertencer a partidos políticos ou grupos de pressão, do que ser competente.

 

Importa por isso alertar para a importância de reavivar valores como a honestidade, a coerência, a seriedade, a palavra dada, a competência. Num momento em que nos deparamos com um vazio de ideias, porque não lutar por estes valores?

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