É o meu hábito escrever de manhã, cedo diriam outros, pelas 7.00. Como relato no poste da manhã, o texto nasceu de uma conversa com um senhor, considerado por mim da minha intimidade. A conversa, era apenas um cumprimento. No entanto, levou quase uma hora e com muito proveito. Foi dessa conversa que nasceu o texto publicado antes e que pode ler em
No entanto, debates começaram a aparecer. A minha necessidade de esclarecer, nasceu, e lá vão ideias.
A primeira é que nunca confundiu homossexualidade com pedofilia, ou Atracção mórbida do adulto pelas crianças, como foi definida por Freud no seu texto de 1922, citado por mim no meu poste de ontem, dia onze de Dezembro de este ano. O texto é de 1922 e tem por título o eu e o isso, ou ego e id, ao ainda, le moi et le ça, que pode ser lido em
Cabe ao leitor o trabalho do ler em língua estrangeira. Apenas um comentário da minha parte: não se deve confundir a homossexualidade nem a paixão de um ser humano por uma pessoa do mesmo sexo, com a pedofilia definida antes. A homossexualidade é um sentimento natural, nascido da nossa libido, que comanda a nossa razão e nos orienta para quem mais nos atrai e nos faz companhia, tanta, que acabamos por amar e desejar. Há tanto debate sobre a homossexualidade, que é redundante tornar a eles. A mais simples é Atracção sexual por pessoas do mesmo sexo. No seu texto de 1905, Três ensaios sobre a sexualidade, não fala de este conceito, criado mais tarde pelo neurologista Magnus Hirschfield[1], que definia a orientação sexual como o terceiro sexo, parte homem, parte mulher. Freud, nos seus ensaios mencionados, os define como inversão sexual, a partir da página 118 do texto Penguin que tenho comigo, que cito por não estar em linha. Em momento nenhum fala de homossexualidade, desejo vivo em ele, como já sabemos.
Homossexualidade (grego homos = igual + latim sexus= sexo) refere-se ao atributo, característica ou qualidade de um ser — humano ou não — que sente atracão físico, emocional e estética por outro ser do mesmo sexo. Como uma orientação sexual, a homossexualidade se refere a “um padrão duradouro de experiências sexuais, afectivas e românticas principalmente entre pessoas do mesmo sexo”; “o termo também refere-se a um indivíduo com senso de identidade pessoal e social com base nessas atracções, manifestando comportamentos e aderindo a uma comunidade de pessoas que compartilham da mesma orientação sexual. A homossexualidade é uma das três principais categorias de orientação sexual, juntamente com a bissexualidade e a heterossexualidade, sendo também encontrada em muitas espécies animais. A prevalência da homossexualidade entre os humanos é difícil de determinar com precisão; na sociedade ocidental moderna, os principais estudos indicam uma prevalência de 2% a 13% de indivíduos homossexuais na população, enquanto outros estudos sugerem que aproximadamente 22% da população apresente algum grau de tendência homossexual.
Ao longo da história da humanidade, os aspectos individuais da homossexualidade foram admirados ou condenados, de acordo com as normas sexuais vigentes nas diversas culturas e épocas em que ocorreram. Quando admirados, esses aspectos eram entendidos como uma maneira de melhorar a sociedade; quando condenados, eram considerados um pecado ou algum tipo de doença, sendo, em alguns casos, proibido por lei. Desde meados do século XX a homossexualidade tem sido gradualmente desclassificada como doença e descriminalizada em quase todos os países desenvolvidos e na maioria do mundo ocidental. Entretanto, o estatuto jurídico das relações homossexuais varia muito de país para país. Enquanto em alguns países o casamento entre pessoas do mesmo sexo é legalizado, em outros, certos comportamentos homossexuais são crimes com penalidades severas, incluindo a pena de morte.
Este é o ponto que eu queria comentar, e comentado está. Hoje em dia, nem as confissões religiosas opõem-se as relações de pessoas do mesmo sexo, facto existente desde o começo da humanidade. O problema é essa obsessão de inquirir dos cientistas sobre acontecimentos que parecem desviar-se da forma maioritária de comportamento. Mas, deve ser tão extensa e larga a paixão homossexual, que nos países que ainda não admitem esse tipo de paixão, estão cheios de brincadeiras e palavras criadas para designar às pessoas que vivem com seres humanos do mesmo sexo, como comentara no meu poste anterior. No meu ver, é uma maneira de acabar ou afunilar o seu próprio apetite sexual por amigos muito pessoais e o medo a crítica social. Foi apenas nos anos sessenta do Século passado, que a Grã-bretanha despenalizara o comportamento homossexual, até o ponto que, ao começo deste Século, até os sacerdotes da Igreja anglicana, que sempre podiam casar, podem, hoje em dia, casar com pessoas do seu mesmo sexo. O mesmo acontece em todas as confissões reformadas e, na Romana, desde 1992, Karol Wojtila despenalizou esta forma de paixão. Sabia, e muito bem, que nos seminários as relações existiam e retirou o castigo do inferno, apesar de aconselhar castidade, facto que bem sabia, era impossível de sustentar. O problema é que, se não por mal visto nos tempos em que a população era baixa e havia muita mortalidade, no haveria reprodução e o nascimento de crianças diminuída, donde também, a força de trabalho usada pelos proprietários do capital. Capitalistas que, como me consta por causa de pesquisa, tinham as suas mulheres para procriar e não muito: os filhos diminuem o lucro por causa da herança ou da sua alimentação e educação, e rapazes pagos, como consta no livro de 1980, 2ª edição de 1982: A prostituição masculina em Lisboa, que eu também investigara, livro da autoria de António Duarte e Hermínio Clemente que, no dia e que o li, deixara-me surpreendido por causa da forma de se ganhar a vida entre os mais pobres. A homossexualidade é um rito, em grupos étnicos, como os Maconde, Ba-Thonga, Picunche e outros por mi referidos em outros ensaios. Para não ofender ninguém que leia este texto, é também verdade que há uma altura em que se faz uma opção entre quem mais nos atrai e dinamiza a nossa libido. Porém, a população homossexual cresce mais dia a dia, passa a ser um grupo de seres humanos elegantes e bem formados, ou matem-se dentro da mesma estatística entre o proletariado, grupo social que é o que mais pratica a bissexualidade, donde, a homossexualidade. Se a população tem esse comportamento, justiça deve ser feita a uma larga maioria da população e acabar com as palavras criadas especificamente para retirar dignidade a paixão homossexual. O amor não tem fronteiras e muda conforme o género da pessoa que nos seduz, seja homem ou mulher.
