MONSTROS – por Joaquim Magalhães dos Santos

Tenho cá em casa um livro – 101 MONSTROS – com cuja leitura ainda “não me deliciei”.

 

Mas, para escrever este artigo, fui ao índice procura alguns desses prodígios benfeitores da Humanidade.

 

Por lá encontrei algumas pérolas, das mais conhecidas mesmo pelos menos informados, como eu.

 

Olhem-me só para esta amostrinha: Osama Bin Laden, Bokassa, Calígula, Al Capone, Ceausescu, Hernán Cortés, François Duvalier (Papa Doc, do Haiti), Eichmann, Godofredo de Bulhão, Himmler, Hitler, Staline, Josef Mengele, Robert Mugabe, Pol Pot, Torquemada,.

 

Ainda não figura na lista o Joseph Rao Kony, o facinoroso (que os facínoras me perdoem!) bandoleiro (que os bandoleiros autênticos, os garantidos, os legítimos me perdoem!) ugandês cuja lista de crimes iria esgotar os carateres de que disponho para que o artigo seja minimamente publicável. Grandes criminosos, monstruosos… monstros!

 

Alguns talvez nunca tenham ensopado as mãos no sangue das suas vítimas…

 

Como grande parte dos maiores criminosos deste mundo.

 

Banqueiros, financeiros, grandes industriais, quantos deles grandes benfeitores da Humanidade, que fazem doações de dez patacos depois de arrecadarem milhões de patacas (e uma pataca vale mil patacos, como é sabido…) As armas – inofensivas armas, que não provocam uma gota de sangue – são as canetas de ouro ou as modestas esferográficas com que assinam cheques para pagarem aos seus intermediários governantes que legislam contra os interesses, contra a vida de povos inteiros, de muitos e muitos milhões de seres humanos em todo o mundo! À nossa humilde dimensão também por cá, pelo nosso retangulinho , os temos, de (mais) essa desgraça não nos livramos, se é que todas não derivam da maldita classe político-económico-financeira que sustentamos.

 

Temo-los no Governo, são o Governo, todos coniventes, todos cúmplices se não da morte direta de nenhuma pessoa – aparentemente sua semelhante – garantidamente do estiolamento, do definhamento, da degradação da vida de centenas de milhares de compatriotas nossos (nossos=dos Leitores destas linhas).

 

Conscientemente (curiosa palavra, utilizada com semelhantes feras!) legislam para a extinção de empresas, de postos de trabalho onde milhares de compatriotas nossos (nossos=dos Leitores destas linhas) ganham, melhor ou pior, a sua vida.

 

Com a maior desfaçatez fazem e principalmente desfazem o que lhes dá na real gana, a provarem (como se ainda fosse preciso prová-lo!…) que o poder corrompe e o poder absoluto corrompe absolutamente.

 

São títeres manipulados por sinistras figuras de que raras vezes se sabe o nome, se conhece o rosto. Mas o facto de serem miseráveis fantoches nas garras de abutres não os desculpabiliza, não os isenta da imensa responsabilidade que sobre eles pesa.

 

Na hora da verdade, do ajuste de contas – que há de chegar, que tem de chegar, por muito atrasada que chegue!) não poderão invocar qualquer desculpa! Não poderão – à maneira de Eichmann – dizer que cumpriram ordens, que se limitaram a “ganhar a vidinha”, sem fazerem mal a uma mosca!

 

Não são inconscientes, mesmo que venham a alegar insanidade mental, a solicitar inimputabilidade! De cada vez que assinam uma lei lesiva do povo de que não emanam, sabem, têm a obrigação de saber as consequências da aplicação dessa lei!

 

São, inequivocamente criminosos, réus do assassínio lento de milhões de pessoas!

 

Não podemos desejar que se demitam, que deem o lugar a gente-gente, a seres humanos dignos desse nome! Têm é de ser corridos, escorraçados!

 

Sem deixar que fujam! Sem privarem o povo que torturaram do gosto legítimo de os ver sentados no banco dos réus, onde respondam pelos seus crimes.

 

Não sei se me resta sequer um ano de vida… Mas o pouco que tenho para viver não será suficiente para ver que justiça é feita? Não só aos monstros de cá – justiça incompleta não merece o nome de Justiça… – , mas aos de todo o Mundo, que aquilo é raça daninha que em toda a parte faz ninho!

 

Não peço pena de morte nem torturas nem suplícios. Não acredito na regeneração de “gente” daquela… raça, pelo que não ponho de parte a tripla prisão perpétua!

 

Prisão! Com televisão vinte e cinco horas por dia, e eles obrigados a assistirem aos programas todos, todinhos… (Não sei se algum dia me curarei deste meu feitio compassivo e bondosinho…).

3 Comments

  1. Sofro do mesmo mal e a minha bondade vai mais longe, vai até à escola de Esparta, à justiça feita pelo povo… esses “monstros” são assassinos em série, seres com mentes tortuosas que pelo PODER matam, espezinham, humilham, escravizam… ai a minha bondade no dia em que os surdos ouvirem e os cegos recuperarem a visão…fabulos texto, obrigada e um abraço.

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