ORLANDO DA COSTA – por Fernando Correia da Silva

 

 Tez escura, cabelos pretos, filho de goeses, comigo o Orlando desce o Chiado. Encontramos um grupo de amigos. Paramos. Aponto para o Orlando e digo.
 

– Estão a vê-lo? Pálido e loiro, muito loiro. É mesmo um ariano puro. Só tenho medo de que seja um nazi…

 Largam-se todos a rir, o Orlando mais do que os outros. É um tipo sério e culto. Mas para aparar as minhas brincadeiras, cai sempre na gargalhada.

 

Formou-se em Histórico-Filosóficas, é um poeta e um ficcionista.. Em 27 de Janeiro de 2006 fez-me uma partida: bateu as botas, morreu.

 

Saudades tenho do meu amigo Orlando da Costa. Magoado, estou sempre a recordar os seus poemas, os seus OLHOS SEM FRONTEIRA.

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