agenda cultural de 11 a 17 de Junho de 2012

 

 

 

 

por Rui Oliveira

 

 

 

Caro leitor : Como prevíramos a escassa variedade de eventos não justifica um destaque diário fundamentado pelo que, nesta última semana de uma elaboração tanto quanto possível exaustiva do que irá acontecer, ficaremos por uma listagem dia a dia do expectável.

   Antes do início da nova temporada em meados Setembro só excepcionalmente voltaremos aqui para alertar sobre eventos culturais “imperdíveis” …

 

 

 

   Na Segunda-feira 11 de Junho, começa no Teatro São Luiz o Festival para um instrumento : a Flauta de 11 a 16 de junho em co-produção com a Orquestra Metropolitana de Lisboa.

   O flautista inglês William Bennett é a personalidade convidada da edição deste ano, depois do piano (Homenagem a Chopin, pelo bicentenário deste compositor, em 2010), e do violino (A Herança de Paganini, em 2011) e a flauta é o mote para uma semana de música. Sendo um dos pedagogos da flauta mais requisitados na actualidade em todo o mundo, Bennett orientará uma masterclass na Metropolitana, que se estenderá ao longo de quatro dias de 11 a 14 de Junho.

   Durante esse mesmo período este festival tentará descobrir novos talentos, com o Concurso Jovens Flautistas 2012, havendo de Segunda a Quinta, às 18h30 com entrada livre, recitais dos finalistas (2ª fase) no Jardim de Inverno do Teatro São Luiz.

 

   Também na Segunda 11 de Junho, na Sala dos Espelhos do Palácio Foz, há dois Recitais de Violino e Piano.

   Um, às 17h, com Manuel Ferrer  violino e José Alves  piano que tocarão peças de J. S. Bach, L. van Beethoven,  P.I. Tchaikovsky e H. Wieniawsky.

   Outro, às 18h30m, com Lilia Gonkova violino e Joana Gama  piano , interpretando E. Chausson, M. Ravel, G. Gershwin e A. Pärt.

 

 

 

 

 

   Na Terça-feira 12 de Junho, há novo Concerto Antena 2 no Instituto Franco-Português, às 19h, onde intervirão os instrumentistas franceses Romain Garioud no violoncelo (premiado nos Concursos Rostropovitch em 2001 e Tchaikovsky em 2002 e fundador do Delian Quartet em 2007) e Laurent Wagschal ao piano (membro do Ensemble Sorties d’Artistes e do trio Saxiana), tendo ambos gravado diversos CDs para a Oehms Classics (Garioud) e para a Saphir Productions, Lyrinx, Calliope e Erato (Wagschal). 

   O programa do concerto inclui de Claude Debussy  Sonata p/ violoncelo e piano, de Dmitri Chostakovitch Sonata p/ piano e violoncelo, em ré maior, Op.40, de Robert Schumann  Três peças de fantasia, Op.73 e de Luís de Freitas Branco  Sonata p/ violoncelo e piano.

   Não há registo deste duo, apenas é possível ouvir o violoncelista Garioud acompanhado de Andreas Frölich numa sonata de Schubert :

 

 

 

 

   Ainda no Instituto Franco-Português, das 19h30 às 21h dessa mesma Terça 12 de Junho, com entrada livre, há novo Café Philo, um debate filosófico em francês, sobre questões da sociedade contemporânea, animado por Omar Belhassaïn, professor de Filosofia no Liceu francês Charles Lepierre. O tema será “Le bonheur : phantasme réconfortant ou réalité possible ?”.

   O tema “A felicidade : fantasma reconfortante ou realidade possível ?” é introduzido com a reflexão seguinte. “A filosofia foi durante muitos anos considerada cujo objectivo essencial era apontar a via ou vias para uma felicidade humana possível … contudo algumas reflexões colocam radicalmente em causa tal ideia argumentando com o facto de a tragédia da existência humana não poder ser ultrapassada e, como consequência, a felicidade se reduzir a uma ilusão consoladora cujo vector principal seria o discurso religioso. Pensadores como Nietzsche, Freud e mesmo Kant recusam por completo a ideia duma felicidade possível para a humanidade. Que pensar disto ? A felicidade é uma realidade pensável e possível ?”.

 

 

 

   Na Quarta-feira 13 de Junho, no Teatro Villaret, às 21h30, representa-se (de Quarta a Domingo apenas) a peça recém-estreada de Alfred Hitchcook “Os 39 Degraus”, com tradução de Sílvia Baptista, numa encenação de Cláudio Hochman, onde os intérpretes são Vera Kolodzig, Samuel Alves, João Didelet e Rui Melo.

   Este espectáculo de Paulo Sousa Costa permanece até 8 de Julho próximo.

   O vídeo abaixo transmite o “clima” do que sucede “quando um ilustre e bem parecido gentleman inglês é procurado por um crime que não cometeu e se vê enredado numa teia de espiões …” :

 

 

 

 

   Num tão magro início de semana, sugere-se o visionamento promissor do novo Ridley Scott, o filme “Prometheus” (EUA, 20112) com Noomi Rapace, Logan Marshall-Green e Michael Fassbender.

  A história :  Um casal de arqueólogos, ao ter encontrado em diferentes figurações pré-históricas uma raça de gigantes apontando para as estrelas, consegue convencer um empresário importante a financiar uma exploração ao planeta de onde provavelmente esses esses seres teriam vindo até nós. A nave em que viajam chama-se Prometheus, o nome do titã que, segundo a mitologia grega, roubou o fogo dos céus para o entregar aos homens e foi por tal feito cruelmente castigado pelos deuses.

   Dizem os críticos (J.M., p.ex.) que “quando todos esperam que (o filme) seja a tal “prequela” (do Alien, o que não é !)  que explique a origem do monstro indestrutível … «Prometheus» questiona a própria necessidade do questionamento, a sede de conhecimento, pergunta até onde iríamos em nome da ciência. E, nesse processo, consegue recuperar a inquietação primordial do desconhecido, o terror de uma solidão existencial confrontada com a imensidão de um universo onde, literalmente não somos nada. … «Prometheus» tem tanto de grandioso como de mecânico, de inteligente como de cínico, de sedutor como de calculista”.

     A ver, concluímos nós e o leitor poderá apreciar no filme-anúncio :

 

 

 

 

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