DUZENTOS ANOS DE CONTOS DE FADAS dos IRMÃOS GRIMM por clara castilho

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em Junho – 21 a 23 – realiza-se um simpósio internacional organizado pelo IELT – Instituto de Estudos de Literatura Tradicional,  na Gulbenkian e na FCSH com o nome “Os irmãos Grimm hoje”.

Os Contos de Grimm  é uma coletânea de contos de fadas, publicada inicialmente em 1812 por Jacob e Wilhelm Grimm  (Irmãos Grimm). Comemora-se, pois, por todo o lado, os 200 anos desta publicação. O livro recolhia mais de 200 histórias recolhidas depois de uma extensa pesquisa sobre contos populares, conservados pela tradição oral.

A Unesco incorporou contos e comentários publicados pelos Irmãos Grimm entre 1812 e 1857 ao registro Memória do Mundo, uma iniciativa destinada a preservar documentos e obras que marcaram a História da humanidade.

Segundo a comissão alemã da organização, “os contos de Grimm são as mais conhecidas e internacionalmente divulgadas obras da história cultural alemã” ao lado da Bíblia de Luther, traduzidos em 160 línguas.

O livro “Os Contos de Grimm em Portugal – A Recepção dos Kinder-und Hausmärchen entre 1837 e 1910”, de Maria Teresa Cortez, professora da Universidade de Aveiro, é uma edição Minervacoimbra, do Centro Interuniversitário de Estudos Germanísticos e da Universidade de Aveiro, aborda esta temática e foi publicado em 2001.

Betthelheim ( Psicanálise dos Contos de Fadas, 1991, Lisboa: Bertrand) chama-nos, de uma forma muito organizada e convincente, a atenção para o facto de  os contos de fadas serem portadores de mensagens importantes para o psiquismo consciente, pré-consciente e inconsciente das crianças. As histórias falam ao ego nascente, encorajando o seu desenvolvimento, enquanto ao mesmo tempo aliviam tensões pré-consciente ou inconsciente. É admirável a atenção com que as crianças ouvem as histórias e como as reproduzem. Assim como é admirável podemos ir percebendo o que lhes vai na alma, através da escolha das histórias que elas fazem. “Ao mesmo tempo que distrai a criança, o conto de fadas elucida-a sobre si própria e promove o desenvolvimento da sua personalidade”.

Mas não devemos esquecermo-nos das nossas histórias populares, recolhidas por exemplo por Adolfo Coelho nos Contos Populares Portugueses ((1985, Lisboa: Publicações Dom Quixote). Nelas se podem encontrar histórias muito semelhantes às que os irmãos Grimm recolheram. Afinal, a alma humana é universal.

 

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