Pentacórdio, quarta-feira, dia 20 de Junho … Por Rui Oliveira

     Na Quarta-feira 20 de Junho, no palco da Sala Principal do Teatro Maria Matos, às 22h, a associação Granular organiza a sua quarta edição do seu ciclo Metasonic opensound com o propósito de incentivar e promover a experimentação nas artes sonoras e audiovisuais em Portugal.


   Dentro da mostra das presentes tendências e práticas nas áreas da electroacústica e da electrónica de pesquisa destacam-se as performances de Pedro Carneiro e Robert Henke.


  “Continuity” de Pedro Carneiro é uma performance em redor de uma marimba e uma série de instrumentos/objectos, passando pela mestria e virtuosismo na programação em tempo real de Paul Doornbusch e Cort Lippe, pela riqueza da instrumentação e intenso drama acústico de João Pedro Oliveira, ou pelo experimentalismo ecológico de Pedro Carneiro/André Sier ou ainda pela genial simplicidade (complexidade!) de Alvin Lucier. Eis como soa:

 

  

    Quanto a Robert Henke e a sua electrónica em quadrifonia, o seu nome está associado ao projeto Monolake e ao desenvolvimento do software Ableton Live, que se tornou numa das principais ferramentas da música por computador no trabalho que desenvolve no domínio da arte sonora e inter-media, em particular na interactividade com a imagem e o espaço físico da performance.

  

          Uma longa demonstração de R. Henke Indigo Transform pode ser ouvida aqui.

   

 

 

 

 

Abre a 20 de Junho (Quarta-feira) no Auditório do Goethe-Institut, das 10h às 19h, uma Conferência Internacional sobre o tema “Direitos Humanos, Democracia e Realpolitik” com entrada livre (sob inscrição) promovida pela Fundação Friedrich Ebert, pelo Goethe-Institut Portugal, pela Amnesty International Portugal e pela Faculdade de Ciência Política da Universidade Lusófona.

 

 

 

  O título desta conferência coloca a tensão entre direitos humanos e democracia por um lado, e Realpolitik por outro, no centro do debate, particularmente neste período da globalização avançada. Duas décadas depois do fim da URSS e da guerra fria o maior perigo para os direitos humanos já não provêm da luta com uma superpotência anti-capitalista. Parece que a ameaça resulta hoje da concorrência agravada no mercado global, particularmente por causa da ascensão da República Popular da China que mudou (e continua a mudar) as relações de poder a nível do planeta através da sua integração extraordinariamente bem sucedida na economia capitalista mundial e da simultânea manutenção da ditadura do Partido Comunista.

     

      Especialistas e activistas de vários países (EUA, Alemanha e Portugal) vão debater as potencialidades e limitações do processo de universalização dos direitos humanos, da sua evolução histórica e das suas perspectivas futuras. As intervenções finais da Conferência abordarão o futuro das ditaduras e da democracia e a questão das novas gerações de direitos fundamentais. (ver programa em http://www.goethe.de/ins/pt/lis/ver/pt9429780v.htm )

  

       De entre as intervenções de previsível interesse destacamos:

 

   − às 10h15 “Progressos e limites no processo de universalização dos direitos humanos” por  Anja Mihr (Universidade de Utrecht), comentador:  Francisco Teixeira da Mota (Advogado)

 

   − às 11h45 “Emancipação política e concretização dos direitos humanos” por Fernando Pereira Marques (Universidade Lusófona)

 

   − às 14h45 “O “Estado Novo” em Portugal: Uma ditadura europeia nascida na primeira metade do século XX” por Irene Flunser Pimentel (Instituto de História Contemporânea / FCSH)

 

   − às 16h00 “A RDA desaparecida: Ditadura de bem estar e direitos humanos” por Konrad Jarausch (Universidade da Carolina do Norte, Chapel Hill/EUA)

 

   − às 17h00 “Perspectivas para o século XXI: Ditaduras com futuro e democracias em perigo?” por Carlos Gaspar (Instituto Português de Relações Internacionais / IPRI, Lisboa) 

 

   − às 18h00 “Uma nova geração de direitos humanos” por Joana Gomes Cardoso (Amnistia Internacional Portugal, Lisboa)

 

    Os trabalhos decorrerão em português e inglês, havendo tradução simultânea.

  

 

 

    Ainda na Quarta 20 de Junho, no Auditório do Museu do Oriente, às 21h30, Teresa Salgueiro apresenta o seu mais recente álbum “O Mistério” onde, após um percurso musical de 25 anos, pela primeira vez, se dedica à composição das músicas e à escrita das letras de todos os temas, que tratam de “uma reflexão sobre a dimensão humana perante o mistério da vida”.


  Com os músicos que escolheu (Carisa Marcelino  acordeão, Óscar Torres  contrabaixo, André Santos  guitarra e Rui Lobato  bateria, percussão, guitarra), ter-se-á retirado para o Convento da Arrábida, no ambiente envolvente da Serra, onde montaram um estúdio de gravação para registar os dezassete temas originais que compõem o álbum “O Mistério” de que lhe damos a ouvir o segundo :

 

 

 

 

    Ao mesmo tempo, às 21h30 desta Quarta 20 de Junho, no palco do Teatro Tivoli, a jovem fadista Cuca Roseta surge, depois da destacada participação no filme “Fados” de Carlos Saura, a divulgar em sala maior que a sua habitual o conteúdo do seu recente álbum com o seu nome. Dado o seu assumido gosto por “cruzar outras influências musicais com o fado”, terá convidado para este espectáculo único Carlos do Carmo e Pedro Abrunhosa.


   Eis um dos seus temas preferidos “Quem Es Tu Afinal” numa letra de sua autoria e na musica do Fado Menor: 

 

 

 

 

 

  Alerta-se ainda, porque o não fizémos anteriormente, para a probabilidade de esta Quarta 20 de Junho poder ser o último dia de representação no Teatro-Estúdio Mário Viegas, às 21h, da peça “O Libertino passeia por Braga, a idolátrica, o seu esplendor (1961)” de Luiz Pacheco.


    Com sessões só às 4as feiras, esta peça transforma o texto original num monólogo que recria em palco toda a riqueza de situações, acontecimentos, ambientes e estados de alma que o Libertino percorre na sua via-sacra para a redenção. “Procurou-se criar um espectáculo irónico mas simpático (ou cínico e trocista?) onde, apesar de tudo, há uma personagem que, consciente da sua (nossa) solidão e das angústias daí resultantes, procura viver cada instante da sua vida com uma paixão quase infantil”.


   A encenação é de António Olaio, a interpretação de André Louro e a co-produção do Teatro ‘O Grupo’ e da Companhia Teatral do Chiado. 

 

   Goze-se-a num vídeo registado recentemente:

 

 

 

 

 

 

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