agenda cultural de 25 de Junho a 1 de Julho de 2012

 

 

 

 

por Rui Oliveira

 

 

 

   Para os amadores do culto da palavra, quer em conferências e debates, quer em convénios literários de qualquer tipo, o panorama também não é fértil neste momento.

 

   Na Segunda-feira 25 de Junho, há no Auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian, às 18h30, um encontro/debate entre o bispo Desmond Tutu, Prémio Nobel da Paz em 1984, e Jorge Sampaio, actual Alto Representante das Nações Unidas para Aliança das Civilizações.
   Prevê-se que a conversa com o primeiro negro Secretário Geral do Conselho Sul-Africano das Igrejas e um dos rostos mais conhecidos na luta pelos direitos humanos e pela paz aborde os desafios e os esforços para transformar o mundo em que vivemos num lugar mais justo e pacífico.

   Há transmissão online: http://www.livestream.com/fcglive

 

 

   Entretanto, de Terça 26 de Junho a Domingo 1 de Julho, Lisboa acolhe o “Festival Silêncio – Lisboa Capital da Palavra 2012”, concebido com a missão de celebrar a palavra e a poesia na sua ligação a outras artes.  Entre essas datas, o Cinema São Jorge, a Musicbox, o Povo, a Pensão Amor e a Fundação Saramago receberão debates (livro de artista, literatura erótica em Poesia e Lingerie, Crónicas do Cais do Sodré, Palavras com Cinema Dentro), sessões de cinema (documentários sobre Marguerite Duras, José Saramago, Herberto Helder, e a estreia nacional de Words of Advice – William Burroughs on the Road de Lars Movin), leituras encenadas, concertos em que a música “paga a sua dívida à literatura” (com os Pop dell’Arte em Neurotycon, os Mão Morta, os Irmão Demónio, o regresso de “Os Poetas”, o colectivo hip-hop 2Morrows Victory, Capicua, António Jorge Gonçalves/ Flak, ou a Beat Hotel Band)  e outros espectáculos “espontâneos” como o poetry slam em que o Festival é fértil … e interessante (ver programa integral em http://www.festivalsilencio.com/2012/

 

 

 

 

 

   Já entre 12 e 14 de Julho, realiza-se nos Auditórios 1 e 2 da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (Av. de Berna, 26 C), com o apoio da Casa da América Latina e do Instituto Cervantes além da Embaixada da Colômbia, um colóquio internacional sobre o escritor colombiano Gabriel García Márquez com o título La bendita mania de contar.

   A iniciativa é organizada pelo Núcleo de Estudos Ibéricos e Ibero-Americanos e pelo Centro de História da Cultura daquela universidade que decidiram assinalar desta forma, em 2012, o 85.º aniversário de Gabriel García Márquez, o 45.º aniversário da publicação do seu magnum opus “Cem Anos de Solidão” e o 30.º aniversário da atribuição do Prémio Nobel da Literatura ao conhecido escritor colombiano. 

   As apresentações desenvolver-se-ão tendo em conta os seguintes eixos da obra do escritor: Gabriel García Márquez e a América Latina; Gabriel García Márquez e a Europa; História e ficção; Do jornalismo à ficção; Realismo mágico: ¿uma carpintería hipnótica?; Biografia e ficção; Cultura e pensamento hispânico. Entre os participantes conta-se cerca de meia centena de investigadores e professores portugueses, europeus, latino-americanos e norte-americanos.

 

 

   Para os cinéfilos, a época é tradicionalmente má, remetendo-se em regra as estreias de cinema com peso cultural para a abertura outonal. Restam alguns ciclos rememorativos, de que lembramos dois.

 

 

   Deste Domingo 24 a Quinta 5 de Julho, o Museu do Fado, atendendo a que o fado está intimamente ligado aos passos maiores do cinema nacional, organizou um Festival denominado “O Fado no Cinema”.

   Justifica-o lembrando que “… desde o primeiro filme sonoro português (“A Severa” de Leitão de Barros de 1931) e o início da Época de Ouro (“A Canção de Lisboa” de Cottinelli Telmo de 1933) até à profusão de documentários nos últimos anos sobretudo desde o desaparecimento de Amália Rodrigues, muitos realizadores utilizaram a riqueza melódica e narrativa do Fado para construírem as suas histórias. Além dos realizadores portugueses, diversos cineastas estrangeiros descobriram essas características intrínsecas da canção portuguesa e desde cedo as utilizaram nos seus guiões (“O Fado” de Maurice Mauriad de 1923; “Os Amantes do Tejo” de Henri Verneuil de 1954). Em 1956, Hollywood revela ao mundo as primeiras filmagens a cores de Lisboa, Sintra e Cascais mas também o exotismo de uma canção misteriosa. No filme “Lisbon” de Ray Milland, o tema “Lisboa Antiga” na voz de Anita Guerreiro faz a banda sonora de toda a película e preenche uma cena fundamental do filme numa Casa de Fados”.

 

   O programa compreende, primeiro no Cinema São Jorge :

   − a 24 de Junho : Rosa de Alfama  de Henrique Campos (19h), Cantiga da Rua de Henrique Campos (22h)

   − a 25 de Junho:  O Fado de Maurice Mariaud (19h), Fado, História de Uma Cantadeira de Perdigão Queiroga (22h)

   − a 26 de Junho:  Canção de Lisboa de Cottinelli Telmo (19h), Lisbon de Ray Milland (22h)

   − a 27 de Junho:  Fados de Carlos Saura (19h), Fado de Aurélio Vasques e Sofia de Portugal (22h)

   − a 28 de Junho:  A Severa de Leitão de Barros (19h),  Capas Negras de Armando Miranda (22h)

   Depois no Museu do Fado :

   − a 1 de Julho:  The Art of Amália de Bruno de Almeida (19h),  Com que Voz  de Nicholas Oulman (22h)

   − a 2 de Julho:  Mariza No Palco do Mundo de Ivan Dias (19h), The Story of Fado de Simon Broughton (22h)

   − a 3 de Julho: Fados de Carlos Saura (19h), Fado de Aurélio Vasques e Sofia de Portugal (22h)

   − a 4 de Julho:  O Rei Sem Coroa de Diogo Varela Silva (19h),  Fado Celeste de Diogo Varela Silva (22h)

   − a 5 de Julho:  Não Sei Se Canto Se Rezo de Ivan Dias (19h), Um Legado Português de Ivan Dias (22h)

 

 

 

   No Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém, de 29 de Junho a 7 de Julho, às 21h, decorre o “Ciclo Nino Rota – Os Filmes da Minha Música”, a propósito da comemoração em Dezembro de 2011 dos 100 anos do nascimento do conhecido compositor italiano.

   Nascido em Milão, filho de pais músicos, foi considerado um menino-prodígio. A sua primeira oratória, L’infanzia di San Giovanni Battista, foi composta aos 12 anos e tocada na sua cidade natal e em Paris. Depois de terminar a formação musical nos EUA, dedicou-se ao ensino, e de 1950 a 1979, ano da sua morte, foi director do Conservatório de Bari. Ao longo da sua vida compôs dez óperas, cinco peças para bailado e dezenas de obras orquestrais, corais e de câmara. Porém, foi através do cinema que a música de Nino Rota atingiu a universalidade.

   Os grandes realizadores italianos recorreram à sua música para ilustrar as imagens e os enredos que fizeram a história do cinema italiano: Alberto Lattuada, Luigi Comencini, Mario Soldati, Mario Monicelli, Franco Zeffirelli, Luchino Visconti, mas sobretudo Federico Fellini. Compôs música para todos os filmes de Fellini, a partir de Lo sceicco bianco, de 1952.

   Fora de Itália, outros directores recorreram a Nino Rota: King Vidor, René Clément, Lina Wertmüller e Francis Ford Coppola. Seria, aliás, com o segundo filme da saga O Padrinho que conseguiria o Óscar para a melhor música original.

   Do Ciclo constam os seguintes sete filmes :

  

A 29 de Junho (Sexta-feira) – La Dolce Vita  

Realizador Federico Fellini
Intérpretes Marcello Mastroianni, Anita Ekberg, Anouk Aimée, Yvonne Furneaux, Magali Noël, Alain Cuny, Annibale Ninchi, Walter Santesso, Valeria Ciangottini, Riccardo Garrone, Ida Galli e Audrey McDonald

 

A 30 de Junho (Sábado) – Romeu e Julieta  (Romeo & Juliet)

Realizador Franco Zeffirelli
Intérpretes Leonard Whiting, Olivia Hussey, John McEnery, Milo O’Shea, Pat Heywood, Robert Stephens, Michael York, Bruce Robinson, Paul Hardwick, Natasha Parry, Antonio Pierfederici, Esmeralda Ruspoli, Roberto Bisacco, Roy Holder, Keith Skinner, Dyson Lovell, Richard Warwick, Roberto Antonelli e Carlo Palmucci.

 

A 1 de Julho (Domingo) – Morte no Nilo  (Death on the Nile)

Realizador John Guillermin
Intérpretes Peter Ustinov, Jane Birkin, Lois Chiles, Bette Davis, Mia Farrow, Jon Finch, Olivia Hussey, George Kennedy, Angela Lansbury, Simon MacCorkindale, David Niven e Maggie Smith

 

A 4 de Julho (Quarta-feira) – O Leopardo (Il Gattopardo)

Realizador Luchino Visconti
Intérpretes Burt Lancaster, Claudia Cardinale, Alain Delon, Paolo Stoppa, Rina Morelli, Romolo Valli, Terence Hill, Pierre Clémenti, Lucilla Morlacchi, Giuliano Gemma, Ida Galli, Ottavia Piccolo, Carlo Valenzano e Brook Fuller

 

A 5 de Julho (Quinta-feira) – Roma

Realizador Federico Fellini
Intérpretes Fiona Florence, Peter Gonzales, Brita Barnes, Pia De Doses, Marne Maitland, Renato Giovannoli, Elisa Mainardi e Rout Paule

 

A 6 de Julho (Sexta-feira) – Ensaio de Orquestra (Prova d’Orchestra)

Realizador Federico Fellini
Intérpretes Balduin Baas, Clara Colosimo, Elizabeth Labi, Ronaldo Bonacchi, Ferdinando Villella, Giovanni Javarone, David Maunsell, Francesco Aluigi, Andy Miller, Sibyl Mostert, Franco Mazzieri, Daniele Pagani, Luigi Uzzo e Cesare Martignon

 

A 7 de Julho (Sábado) – O Padrinho (The Godfather)

Realizador Francis Ford Coppola
Intérpretes Marlon Brando, Al Pacino, James Caan, Richard S. Castellano, Robert Duvall, Sterling Hayden, John Marley, Richard Conte, Al Lettieri, Diane Keaton, Abe Vigoda, Talia Shire e Gianni Russo

 

Os filmes serão projectados em suporte DVD, num ecrã 6×4 metros, legendados em português e ao preço de 3,20€ cada bilhete.

 

 

 

   Para os amadores de teatro (onde vamos por extensão abusiva incluir a ópera …) é que se verifica alguma animação na renovação da oferta cénica.

 

 

   Assim já na Quarta 27 de Junho, às 21h, na Sala Principal do São Luiz Teatro Municipal, estreia “Íntima Farsa”, uma ópera com libreto de JP Simões, música de JP Simões (ex-lider dos Belle Chase Hotel) e Marco Franco, com direcção musical de Marco Franco, encenação e espaço cénico de Victor Hugo Pontes.

   A interpretação é de Joana Manuel, JP Simões, Manuel Mesquita,  Carla Galvão (Sílvia Filipe) com os músicos João Hasselberg, Marco Franco, Sérgio Costa e Tomás Pimentel. O espectáculo permanece em cena até dia 30.

   Como sinopse diríamos: “ Em plena crise de meia-idade, agravada pela morte da mãe, João, um escritor bem sucedido mas permanentemente insatisfeito, começa a frequentar um psicanalista e a expor, aos poucos, tudo o que de frustração, delírios, compulsões e raivas se foi acumulando na sua agastada máquina de existir. Os seus sonhos e as suas narrativas sobre as experiências conjugais que foi vivendo vão sendo representados em forma de um musical tragicómico. Entretanto, numa espécie de documentário televisivo, fala-se de um brutal assassinato que espantou a comunidade”.

 

 

   Também a 28 de Junho (Quinta), no Teatro do Bairro Alto, às 21h, a Cornucópia apresenta “O Sonho da Razão”, uma colagem de Luis Miguel Cintra de textos de Diderot, Voltaire, Marquês de Sade e Voisenon, numa tradução de Luís Lima Barreto, Luiza Neto Jorge e Manuel João Gomes, com encenação de Luis Miguel Cintra Cenário e figurinos de Cristina Reis.    

   A interpretação está a cargo de Dinarte Branco, Leonor Salgueiro e Luis Miguel Cintra.

   O espectáculo permanece até 8 de Julho e volta ao Teatro do Bairro Alto de 17 a 29 de Julho, sempre de 3ª a Sábado às 21.00h e ao Domingo às 16.00h.

   Como resumir o entrecho ? 

   “Uma rapariga toma conta de um filósofo que parece moribundo. Vem o padre, vem o médico, vampiros tanto do pensamento do velho, como da inocência da moça. A paixão pela Liberdade e pela Razão, o sonho de um pensamento novo e de uma nova humanidade descamba em pesadelo, povoado por galos e galinhas. O célebre diálogo do Marquês de Sade entre o padre e o moribundo e o cinismo de uma mundana marechala vêm pôr fim ao pequeno dies irae.

   É um jogo cénico para três actores, criando novo texto a partir de trechos dos diálogos filosóficos dos iluministas franceses. São questões tão graves como a Civilização face à Barbárie, a hipocrisia Social, o Casamento, a Igreja Católica, os privilégios de classe, o valor subversivo da libertinagem, a conquista da Liberdade, etc. que são abordados em tom de brincadeira. Esconde-se atrás destes textos a vontade de uma mudança social pré-revolucionária. A revolução de 1789 virá trazê-los para a vida pública. O espectáculo inventa os corpos frágeis das vidas humanas por onde a História sempre passa. E os ultrapassa. Passados uns anos, a vida humana já se pode tornar em teatro de boulevard. E rouba o título à famosa gravura de Goya: o sonho da razão engendra monstros (imagem)”.

 

 

   Ainda na Sexta 29 de Junho, às 22h, permanecendo até 1 de Julho, no Teatro da Trindade, é reposto (actualizado) o espectáculo “As ruas são tão tristes, precisam de mais luz …” criado por Ana Ribeiro e António Duarte a partir de textos de “George Orwell, Herberto Helder, Amália Rodrigues, Sr. António, Beckett, notícias, Lopes Graça, Zeca Afonso, anúncios publicitários, Zé Mário Branco, slogans, Chico Buarque, conversas de café, Tchekhov, memórias, conversas e outras revoluções” (sic). 

   Dizem : “Regressamos, agora, com uma reposição actualizada do espetáculo de Janeiro deste ano, onde se convocavam memórias: umas recalcadas, outras esquecidas e aquelas que o imaginário colectivo se recusava a abandonar. Uma psicanálise musical de um País”.

 

 

   Igualmente na Sexta 29 e Sábado 30 de Junho, ao Teatro Camões, às 21h, chega o espectáculo coreográfico “Correr o Fado” pelo Quorum Ballet, vindo de Bragança (onde estreou em Fevereiro) e passando por Macau, Espanha, Dinamarca, China e Sérvia.

   Sendo o Fado “… a mais representativa forma de expressão da cultura tradicional portuguesa … (os bailarinos) numa multiplicidade de movimentos, sons, sensações e sentimentos, transmitem-nos com a sua arte, extrema beleza, inexcedível sensibilidade e aparente facilidade, tudo o que os nossos sentidos percebem e o nosso coração apreende … (pretendendo-se assim) desmistificar a conotação saudosista e melancólica que o Fado carrega consigo”.

   A direcção artística e coreografia são de Daniel Cardoso, sendo intérpretes Inês Godinho, Inês Pedruco, Mathilde Gilhet e Theresa da Silva C., Daniel Cardoso, Elson Ferreira, Filipe Narciso e Gonçalo Andrade.

   Como músicos estão Luis Guerreiro (guitarra portuguesa), André Santos (guitarra), Max Ciuro (guitarra baixo) e Joana Melo (voz).

   O vídeo abaixo dá ideia do trabalho do Quorum Ballet :   

 

 

 

   Mais tarde de 5 a 8 de Julho, às 21h30 no palco do Grande Auditório da Culturgest e integrado no Festival de Almada, é apresentado “Enquanto Vivermos”, uma co-criação e interpretação de Pedro Gil e Romeu Costa com direcção artística de Pedro Gil, som de Pedro Costa e vídeo de João Gambino, numa co-produção AnaPereira.PedroGil e Culturgest.

   Afirma o criador do espectáculo, entre outras coisas, que : “ … Ainda não tenho certezas sobre o que irá acontecer neste espectáculo que agora vos tento apresentar, mas sei que o que mais gostava era de, no fim de tudo, ir com uma ou duas pessoas comer um bife … e uma vez despachado o assunto do espectáculo, falar de muitas outras coisas, de uma forma nítida e disponível, com alguma ternura e muitos palavrões. Talvez o vinho ajudasse. Ao longo da conversa, à medida que pisávamos as falas uns dos outros, chegaríamos a novas ideias e gesticularíamos muito, as paixões reacender-se-iam, brindaríamos a tudo e mais alguma coisa, desenharíamos projetos por entre nuvens de fumo, e os nossos olhos humedecer-se-iam de entusiasmo e riso”.    

 

 

   E porque falamos no “29º Festival de Almada” lembramos que, na falta de teatro com interesse, é sempre possível atravessar o rio de 4 a 18 de Julho e apreciar a oferta almadense (ver o pormenor em www.ctalmada.pt ) onde, além da retoma de algumas peças criadas em teatros da capital, há novidades como “La Edad de Oro” pela Dança a Negro Produciones (Sevilha, Espanha) (a 4/7), “Pour Louis de Funès” pelo Teatro Wor(l)ds… Cie (Paris, França) (a 6,7/7), “Nora” pelo Teatro TG Stan (Antuérpia, Bélgica) (a 6 a 9/7), “Abito” pelo Teatro Fondazione Pontedera Teatro (Pontedera, Itália) (a 7/7), “Faust Fantasia” pelo Teatro Peter Stein (Berlim, Alemanha) (a 9,10/7), “The Day before the Last Day” pelo Teatro Schaubühne am Lehniner Platz (Berlim, Alemanha/ Telavive, Israel) (a 10,11/7), “Murmures des Murs” pelo Teatro Compagnie des Petites Heures (Paris, França) (a 12 a 15/7), “Two of Us” pelo Teatro Passe-Partout Dan Puric Theatre Company (Bucareste, Roménia) (a 11/7), “+-0 (a Subartic Bas Camp)” pelo Teatro Unlimited Performing Arts (Copenhaga, Dinamarca) (a 13,14/7) ou “Que faire? (Le Retour)” pelo Théatre Dijon Bourgogne, CDN (Dijon, França) que será o espectáculo de honra (a 14/7).

   Atente-se que várias destas representações tem lugar em espaços lisboetas como a Culturgest, o Instituto Franco-Português, o CCB, ou os Teatros de São Carlos ou Dª Maria II.

 

 

   Por último lembramos que previsivelmente a 10 de Julho, às 21h30, a Barraca estreará novo espectáculo intitulado “Make Love Not War” que a direcção cénica de Helder Costa introduz desta forma :

   “ As guerras do Vietnam em que os miseráveis e paupérrimos camponeses asiáticos derrotaram o colonialismo francês e humilharam o imperialismo norte- americano provocaram o ressurgimento do movimento pacifista de Bertrand Russell e acalentaram a luta pelos direitos humano de Luther King. E ficou célebre a palavra de ordem “ Make love, not war !” –  façam amor e não a guerra!

   Mais recentemente com a invasão do Iraque – em que o presidente Bush colocou os Estados Unidos num atoleiro suicida – um movimento feminista norte- americano sugeriu a montagem internacional de “Lisístrata” de Aristófanes, a que A BARRACA aderiu. Nessa peça, o dramaturgo e sátiro grego inventa (ou cita?), a luta das mulheres contra a guerra decretando a “greve do sexo”. E a história tem um fim duplamente feliz : terminam as hostilidades fratricidas do povo grego e reencontram-se ou aparecem novas paixões.

   Esperemos que terminem todas as guerras que envenenam o planeta. E sem que seja necessário recorrer a medida tão radical …”

 

 

   A concluir, deixamos aberta a promessa de em post derradeiro recordarmos no campo das artes plásticas, as exposições interessantes cujo encerramento se prevê durante o período estival. Veremos …

 

 

1 Comment

  1. O SAPO tem algum moldureiro desempregado? Então, porque é que nos continuam a pôr molduras nos posts sem termos pedido nada? Não haverá maneira de evitar que nos danifiquem o trabalho? Agradecíamos.

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