Pentacórdio, domingo 24 de Junhol de 2012. Por Rui de Oliveira.

 

    No Domingo 24 de Junho, ás 17h, na mesma sala do Teatro da Trindade, o espectáculo musical “Cultivarte” traz um Quarteto de Clarinetes a que se segue uma representação etnográfica “Raiz”, uma concepção e direção de Carla Ribeiro numa co-criação e interpretação do Rancho Tradicional de Cinfães.

 

     Dada a escassez de grandes momentos culturais, permitimo-nos duas sugestões – exceptuando o percurso das grandes exposições que abordaremos a encerrar no próximo e úlimo post desta série −, uma o aprazível “Domingos com arte CAM” com uma visita gratuita, às 11h, sob a orientação de Lígia Afonso, à exposição no Centro de Arte Moderna (CAM) de Jorge Varanda “Pequeno-almoço sobre cartolina”, a primeira exposição retrospectiva póstuma da obra de Jorge Varanda (Luanda, 1953 – Lisboa, 2008).

  

     Sob a forma de diálogo participado, estas visitas procuram ser um convite a um olhar consciente, alargado e transversal sobre a produção e prática artísticas contemporâneas, dirigindo-se a todos aqueles que nutrem curiosidade e interesse por estas temáticas, independentemente do seu nível de conhecimentos sobre Arte Contemporânea. 


                        

 

    A outra sugestão é o elogiado regresso do realizador húngaro Béla Tarr naquele que o próprio apelida do seu “último filme, o ponto final da sua obra”, de nome “O Cavalo de Turim” (A Torinói ló), com János Derzsi, Erka Bók e Mihály Kormos.

 

   

     Sendo um filme de fim, como diz um crítico (LMO), é “um filme do fim … que descreve um esgotamento (da natureza, incluindo a humana), um encolhimento (do espaço), um apagaamento (da luz)”. “Estamos na província húngara, em época indeterminada que associamos ao final do século XIX a partir do preâmbulo narado em off que nos conta a história do silêncio de Nietzsche, chocado com os maus tratos infligidos a um cavalo numa rua de Turim”.

 

    Béla Tarr será “um cineasta que vive à margem do tempo cronológico … (e o filme) podemos imaginá-lo a ter sido feito … até no tempo do mudo e, pela sua expressividade, com um rigor maníaco que parece bater sempre assombrosamente certo, poucas vezes se sentiu a ‘’estética geral do mudo’’ a palpitar com esta potência” (conclui o crítico, que citamos por não termos visto ainda o filme). E remata “Magnífico e aparentemente inesgotável” !.

 

    Deixamo-vos com as cenas iniciais de O Cavalo de Turim:

   

 

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