BELCANTO -Tito Gobbi – por Carla Romualdo e Carlos Loures

 

Tito Gobbi, um dos mais famosos barítonos do século XX, nasceu em Itália, em Bassano del Grappa, a 24 de Outubro de 1915, falecendo em Roma a 5 de Março de 1984. Estreou-se no papel de Rodolfo de La sonnambula, de Bellini. Em 1935 fez a sua estreia no La Scala, passando a primeira figura da companhia residente em 1942, com L’Elisir d’Amore, de Gaetano Donizett. Terminada a guerra, começou a actuar nos principais palcos do mundo – Estocolmo, Salzburgo, Londres, Lisboa, Chicago, San Francisco – em 1956, no papel de Scarpia da Tosca, de Puccini, actuou pela primeira vez no Metropolitan de Nova Iorque. Em 1962, no Covent Garden, ao lado de Maria Callas e de Giuseppe Di Stefano, também no papel de Scarpia, obteve um dos maiores êxitos da sua vida. Retirou-se dos palcos em 1979. Talvez não tenha sido o timbre da sua voz que o o tornou famoso – a sua técnica era perfeita e a sua presença em palco inexcedível.
 
O Barbeiro de Sevilha, ou a precaução inútil (Il barbiere di Siviglia, ossia L’inutile precauzione) é uma ópera-bufa em dois actos do compositor italiano Gioacchino Rossini. O libreto de Cesare Sterbini, baseou-se na comédia Le Barbier de Séville, de Pierre Beaumarchais. A estreia, em 20 de Fevereiro de 1816, no Teatro di Torre Argentina, em Roma, foi um fracasso total, com a plateia a vaiar e a interromper os artistas com graçolas a que se seguiam estrondosas gargalhadas. Diz-se que gente a soldo dos rivais de Rossini, infiltrados entre o público, incitaram estas manifestações. A segunda apresentação, uma semana depois, foi um êxito. A estreia em Portugal, deu-se no Teatro de São Carlos, no Entrudo de 1819.

 

A vossa atenção para Tito Gobbi, cantando Largo al factótum de O Barbeiro de Sevilha , de Gioacchino Rossini:

 

 

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