Em 1969 começou a circular no mercado português um novo cantor que, como outros, estabelecia um compromisso entre a canção comercial e a canção de protesto – Cantava em francês e entrou nas nossas discotecas com uma canção de ressonâncias gregas e um título a apelar para os nossos conhecimentos de Homero – Le métèque – o meteco – que era o nome dado em Atenas aos estrangeiros domiciliados na cidade, sendo obrigados a pagar uma taxa – o melécio… Georges Moustaki, ou seja, Ζορζ Μουστακί. Este grego, para complicar, nasceu em Alexandria, no Egipto, mas apresentava-se como ítalo-grego de origem judaica (Giuseppe Mustacchi) – perceberam? Nós também não. Mas Le métèque é uma excelente canção. Todos percebemos isso. Vamos ouvi-la:

