Make love, not war – Aristofanes – Hélder Costa

 

 

Em cena só até dia 29 de JULHO! TODOS OS DIAS, 21, 30; Domingo, 16 h.

 

 

Make love, not war, adaptação da grande comédia que o sátiro grego Aristofanes escreveu há 2.500 anos, revela mais uma vez a  indiscutível natureza de  um grande clássico.

 

A luta contra a guerra conduzida pelas mulheres em jeito de festa Dionísiaca é uma lição de vida e humor contra a barbarie e a criminalidade dos “senhores da guerra”, de ontem, de hoje , e dessa guerra mundial que continua em preparação no Médio Oriente.
 

Com leves adaptações ao nosso tempo, é evidentemente a não perder.
 

Reservas 213965360

 

 

 

 

 

 

 

 

Make love, not war

“Lisistrata” de Aristófanes/ Helder Costa

 

Encenação

Helder Costa e Maria do Céu Guerra

 

Elenco

Rita Fernandes

Vânia Naia

Marta Soares

Carolina Parreira

Adérito Lopes

Sérgio Moras

João Silvestre

Participação dos alunos do Curso Profissional de Artes do Espectáculo – Interpretação / IDS

Edna Geovetty,  Ivandro de Pina, José Teixeira, Rita Soares, Sara Rio Frio

 

Participação

Maria do Céu Guerra

 

Guarda Roupa

Concepção -Maria do Céu Guerra e Maluko

Execução – Atelier Mestra Alda Cabrita

 

Corpo e Movimento

Catarina Santana

 

Luminotecnia, Vídeo e Som

Fernando Belo, Paulo Vargues e Ricardo Santos

 

Relações Públicas e Produção

Elsa Lourenço, Inês Costa

Secretariado

Maria Navarro

Fotografias

EPI – Escola Profissional de Imagem

 

Segunda a Sábado às 21h30 – Domingo às 16h00

Reservas: Tel: 213965360 / 21395275 / 913341687 | 968792495

bilheteira@abarraca.com  | producao@abarraca.com

 

Largo de Santos, 2
1200-808 Lisboa

http://www.abarraca.com

 

 

Greve de sexo

 

 

A ideia da feliz comédia  de Aristófanes escrita há mais de 2.500 anos chegou com força aos nossos dias.

A arma feminina que se baseou na recusa de sexo e no apelo ao amor – make love, not war – tem realmente conquistado a paz e terminado guerras, reparado injustiças sociais, e forçado homens a trabalhar para aliviar o esforço de sobrevivência das mulheres em regiões sem as mínimas condições de existência civilizada.

Transcrevemos uma notícia do jornal alemão Der Tagesspiegel de Agosto 2001, que deu origem ao filme “ABSURDISTAN” de Veit Helmer, rodado nas montanhas do Azerbaijão.

 

Greve de sexo.

 

 

Mulheres de SIRT, um lugar do Sul da Turquia, fizeram um boicote de sexo para obrigarem os homens a repararem a velha canalização que leva água à aldeia.


Fartas de caminhar quilómetros para conseguirem água potável, as mulheres expulsaram os maridos da cama de casal, segundo o jornal turco “Hurryet”.


A reportagem garante que a maioria das mulheres aderiu ao boicote, e agora os homens estão aparentemente a trabalhar na reparação e apelam ao governo por assistência.


“As nossas mulheres têm razão em protestar”, disse Ibrahim Sari, o chefe da aldeia, “mas nós somos os únicos que estamos a sofrer”.

 

Make love, not war

 

Os tempos de crise servem para reavivar memórias, recordar marcos imperecíveis da História Cultural da Humanidade e são fonte de novas criações.


As guerras do Vietnam em que os miseráveis e paupérrimos camponeses Asiáticos derrotaram o colonialismo Francês e humilharam o imperialismo Norte – Americano provocaram o ressurgimento do movimento pacifista de Bertrand Russel e acalentaram a luta pelos direitos humanos de Luther King.


E ficou célebre a palavra de ordem “ Make love, not war !” – façam amor e não a guerra!


Mais recentemente com a invasão do Iraque – em que o presidente Bush colocou os Estados Unidos num atoleiro suicida – um movimento feminista Norte- Americano sugeriu a montagem internacional de “Lisístrata” de Aristófanes, a que A BARRACA aderiu.


Nessa peça, o dramaturgo e sátiro Grego inventa (ou cita?), a luta das mulheres contra a guerra decretando a “greve do sexo”. E a história tem um fim duplamente feliz: terminam as hostilidades fratricidas do povo Grego e reencontram-se ou aparecem novas paixões.


Esperemos que terminem todas as guerras que envenenam o planeta.

 

E sem que seja necessário recorrer a medida tão radical…

 

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