EM COMBATE – 135 – por José Brandão

Companhia de Caçadores 4143

  

 

GUINÉ

1972-1974

 

 

 

  

A Companhia, ao nível de praças é na sua maioria constituída por pessoal do Porto e arredores, especialmente no que diz respeito aos atiradores. Nas restantes especialidades o pessoal diversifica-se por quase todos os Distritos do Continente.

 

No que diz respeito a Oficiais e Sargentos, estes são oriundos também dos mais diversos Distritos do Continente, havendo apenas a considerar um Alferes natural da Ilha da Madeira.

 

O nível da instrução foi aceitável sem contudo ter atingido o nível que seria de desejar. Para isto muito contribuiu a falta de meios os condicionalismos surgidos no decorrer da mesma. A falta de meios verificou-se especialmente na instrução de tiro em virtude das dotações de munições serem reduzidas. Além deste facto há a considerar que para efectuar tiro de algumas armas, nomeadamente morteiro, metralhadoras pesadas e dilagramas, o pessoal tinha necessidade de se deslocar às carreiras de tiro da Carregueira ou de Mafra uma vez que a do R.I. 1 é de tamanho reduzido e não existirem terrenos próximos com condições para a efectivação desta instrução. De salientar que não houve possibilidades de se efectuar tiro com L.G.F. pelo que apenas neste TO os soldados tiveram contacto directo com esta arma.

 

DESLOCAMENTO PARA A GUINÉ

 

Após o final da instrução e de todo o pessoal ter gozado a licença seguiu-se um curto espaço de uma semana destinado à organização da Companhia e aos preparativos para o deslocamento para a Província da Guiné.

 

Dia 17 de Setembro de 1972 pelas 05H00 iniciou-se o deslocamento de todo o pessoal para o Aeroporto de Lisboa, onde após ter sido dado cumprimento às burocracias exigidas se processou o embarque do pessoal a bordo de um Boeing 707 dos TAM. Pelas 08H30 iniciou-se a viagem. Passadas cerca de 04H00 deu-se a chegada ao Aeroporto de Bissalanca, após ter sido servida a bordo uma ligeira refeição.

 

Logo após o desembarque houve um pequeno contacto entre Oficiais da Companhia e os Representantes das diversas repartições do Q.G.

 

Em seguida iniciou-se o deslocamento do pessoal para o Campo Militar de Instrução do Cumeré, sem qualquer tipo de escolta ou armamento. Ali chegados, todas as Praças foram distribuídas por uma caserna previamente destinada à Companhia, tendo os Oficiais e Sargentos sido alojados em quartos existentes para o efeito.

No dia seguinte procedeu-se ao levantamento de algum material e sua verificação ao mesmo tempo que a Secretaria começava a funcionar em instalações cedidas para o efeito.

 

INSTRUÇÃO DE APERFEIÇOAMENTO OPERACIONAL

 

A I.A.O. foi ministrada no C.M.I., Cumeré, de 20 de Setembro de 1972 a 17 de Outubro de 1972, inclusive. Esta instrução foi realizada conjuntamente com a CCaç 4142 e com a CCaç 4540, sendo a primeira fase comum a todas e a segunda efectuada a nível de grupo de Combate e Companhia.

 

DESLOCAMENTO PARA O SECTOR

 

Em 19 de Outubro iniciou-se o deslocamento da Companhia para o Sector. Este fez-se em coluna auto pela estrada Cumeré-Nhacra seguindo depois a Mansoa, Mansabá, Saliquinhédim, Farim. Aqui a Companhia foi recebida pelo comandante do BArt 3844, que após ter desejado as Boas-Vindas deu algumas indicações sobre a futura actividade a desempenhar.

 

Daqui a coluna seguiu para Canjambari passando por Jumbembem e levando uma escolta da CCaç 14.

 

 

Durante todo o percurso foram efectuadas diversas escoltas e seguranças a cargo dos respectivos Sectores.

 

 

 

Aquartelamento de Canjambari

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