FEZ-SE MAIS CURTO O CAMINHO ENTRE O MARÃO E ESPINHO – de Elísio Amaral Neves

Em 20 de Julho passou o  87º Aniversário da elevação de Vila Real a cidade. Entre os diversos actos comemorativos, contou-se a inauguração de uma exposição com o título  “Fez-se mais curto o caminho entre o Marão e Espinho”,. Reunindo em livro o material da exposição, Elísio Amaral Neves organizou um interessante estudo sobre a relação que ao longo de décadas existiu entre as cidades de Vila Real e Espinho. Relações de amizade que levaram à ratificação de um Protocolo de Geminação que une as duas cidades, e que foi assinado pelos respectivos Presidentes. O livro resultante da exposição, objecto de uma edição cuidada e de design muito elegante, é um trabalho muito interessante.

A história faz-se também de estudos como este, que analisa num segmento temporal específico, um determinado pormenor social, num dado espaço físico – o pormenor de um pormenor: as relações entre vila-realenses e espinhenses. Uma finíssima fatia da realidade, mas que nos diz muito sobre a forma como se vivia em Portugal em meados do século passado. O estudo põe ante os nossos olhos duas comunidades provincianas, guiadas por valores pequeno-burgueses – afinal uma amostra do que era o Portugal de Salazar. Sabendo-se que a análise incide sobre duas pequenas comunidades, sabe-se também que a vida nas duas únicas metrópoles do país não era substancialmente diferente. Apetece, pelo contraste, comparar estas gentis claques que competiam em amabilidade para com os adversários com as claques dos grandes clubes que competem em grosseria e no esforço de regredir na escala evolucionária.

Um belo trabalho pelo qual saudamos o amigo Elísio Amaral Neves.



			

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