Ingmar Bergman (Upsala, 1918-Fáró-2007) foi o mais destacado dos cineastas suecos e um dos mais importantes realizadores de toda história do cinema. Abordando temas existenciais como os da morte, a solidão, a fé, os seus filmes foram, sobretudo nos anos 50 e 60, objecto de uma admiração e de uma atenção que se traduziu em numerosos estudos e teses académicas sobre a sua obra. Influenciado por dramaturgos como Henrik Ibsen e August Strindberg, nos filmes que realizou, existia sempre, subjacente às imagens de um rigor estético extremo, um fundo filosófico – nada era fruto do acaso ns imagens de Ingmar Bergman.
Sobre Bergman, disse Jean-Luc Goddard: “O cinema não é um ofício. É uma arte. Cinema não é um trabalho de equipa. O realizador está só diante de uma página em branco. Para Bergman estar só é fazer perguntas a si mesmo; filmar é encontrar as respostas. Nada poderia ser mais classicamente romântico”. (Jean-Luc Goddard, “Bergmanorama”, Cahiers du cinéma, Julho – 1958).
O filme que hoje apresentamos hoje, Morangos Silvestres, forma com Sorrisos de uma Noite de Verão, O Sétimo Selo e A Fonte da Virgem, o núcleo mais sujeito ao culto dos estudiosos e amantes da sétima arte, entre a vasta filmografia de Bergman. Um velho professor vai receber uma distinção na universidade onde leccionou. Pelo caminho, perpassam-lhe pela memória momentos do seu passado. Bibi Andersson, Ingrid Thulin, Max von Sydow e Gunnar Björnstrand desempenham os principais papéis. Aliás, todos eles actores muito frequentes nos filmes realizados por Bergman.