Os Cro-Magnons desinibidos – Augusta Clara

(Adão Cruz)

Os Cro-Magnons ainda existem e andam por aí. Disfarçados por uma bela patine de civilização, partindo do pressuposto de que este substantivo nos diz respeito, casam com frequência – ou acasalam – com Cro-Magnonas, pois, ainda que a Natureza o permitisse, que outras fêmeas da espécie humana no actual estádio evolutivo, salvo as que não dão por isso a tempo, estariam dispostas a tal convivência?

Os Cro-Magnons actuais, embora bem vestidos, perfumados … e depilados, têm o cérebro mais pequeno do que o do Homo Sapiens. E, como são desinibidos, devido a essas reduzidas dimensões cerebrais, fazem e dizem coisas inconcebíveis. Há mesmo alguns que vivem entre nós e nos chamam ignorantes.

O caso mais recente de que me lembro – depois, claro, do Cro-Magnon português  que nos chamou aqueles nomes feios –, é o dum político do Reino de Sua Magestade Isabel II que andava por lá dissimulado e acabou, de forma desinibida, por aconselhar um colega a violar uma lei porque “as leis são como as mulheres: só servem para ser violadas”.

Outro caso que me chegou ao conhecimento foi o daquela juíza portuguesa que penhorou o carro já velho a um casal com problemas de mobilidade. Segundo contaram à televisão, não pagaram um imposto que deviam de ter pago e, agora, estão impossibilitados de se deslocarem para o estabelecimento que exploram. É a sua subsistência e a de um filho menor que está em causa.

Mas a juíza é que sabia e despachou que não, não lhes era indispensável para se deslocarem. Um caso típico de cro-magnonsisse para que não há cura nem tratamento por não se tratar duma doença, apenas dum desfasamento do ritmo da evolução cerebral relativamente ao do resto do corpo.

Há outros Cro-Magnons desinibidos que parece que fizeram um jogo para computador – vem mesmo a tempo dos pais oferecerem aos filhos no Natal -,  sobre a personagem Lara Croft, composta pela Angelina Jolie, a ser violada por uma grupo de … aqui é que não sei bem de qual grau de evolução. Certamente do de quem fez o filme.

São só três exemplos, mas a prova de que eles continuam a andar por aí, entre nós.

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