TRÊS TESTEMUNHOS CONTRA A INFÂMIA

Entre as numerosas mensagens que estamos a receber, além da que nos chegou de Casimiro Garrucha Chambino e que ontem publicámos, juntamos mais três testemunhos que consideramos exemplares. Continuaremos a destacar estas mensagens.

ATÉ QUANDO? – Manuel Ferraz

Tenho 75 anos.Trabalhei desde os 11 anos.Fiz “empréstimos” ao meu País durante 47 anos, para assegurar a minha reforma e ajudar solidariamente os meus concidadãos. Temos sido vitimas de uma máfia que levou Portugal à bancarrota e, impunemete, se passeia pelo Mundo a gozar o que nos vai sendo expoliado…até quando ?

NÃO PODEMOS ACEITAR A MISÉRIA QUE NOS QUEREM IMPOR –

Ramiro Santos

Estou reformado deste 4 de Outubro passado e assusta-me saber do “roubo” que o governo anunciou no que respeita aos reformados e pensionistas. Por mais tentativas q faça n imagino ainda os cortes efectivos a que vou estar sujeito. Sei, sim, que se trata de um verdadeiro assalto e a quebra de um contrato social segundo o qual, o contribuinte, de boa fé, assumiu o Estado como fiel depositario das suas poupanças. O estado através deste governo, n está a ser uma pessoa de bem.

Precisamos de agir depressa, junto da Assembleia, dos partidos, dos antigos presidentes da República, dos magistrados, solicitando uma intervenção que ponha travão a uma medida que, a concretizar-se, irá transformar os reformados e pensionistas num exército de pedintes e excluídos. Se no ambito da comissão parlamentar que vai discutir e aprovar a proposta do Orçamento de Estado, não houver alterações às medidas lesivas dos interesses legitimos dos pensionistas e reformados, devemos avançar para um pedido de fiscalizaçao constitucional do OE. Vamos todos para a rua. Não podemos aceitar a miseria que nos querem impôr.

Contra a gatunagem de incompetentes e governantes sem experiencia de vida!

AQUELES QUE SE VIRAM LIBERTADOS DO FASCISMO, TÊM A

CERTEZA DE QUE TUDO É POSSÍVEL – Dulce Pereira

Obrigada pela iniciativa de unir e dar voz aos reformados, sobretudo aos mais frágeis, que são muitos. Penso, por exemplo, na minha mãe, que tem 90 anos e trabalhou 47 no ensino especial, e que, de tão revoltada, ainda hoje se mostra pronta a defender-se nas ruas, se preciso for.

Eu própria pedi a minha aposentação, após 39 anos de ensino, em Dezembro de 2011, e estarei em breve desse lado. Com medo, confesso. Até do modo como serão feitos os cálculos que ditarão a minha sobrevivência. Para além dos novos cortes, claro…

Gostaria de alertar todos aqueles que se reformaram ultimamente ou que estão em vias de se reformar, para o facto de me terem dito, nos balcões da CGA, que os cálculos da reforma terão em conta não os nossos reais vencimentos, mas os valores que recebemos depois de feitos os cortes (roubos) mensais e de subsídios, durante os anos de 2011 e 2012!!!

Existe uma lei que , na sua redacção, contraria esta informação, pelo menos no que diz respeito aos cortes mensais, mas nunca fiando… Se as funcionárias o afirmam, também o podem aplicar… Refiro-me aos n.ººs 10 e 11 do artigo 19 da Lei 55-A/2010:

“10- Aos subscritores da Caixa Geral de Aposentações que, até 31 de Dezembro de 2010, reúnam as condições para a aposentação ou reforma voluntária e em relação aos quais, de acordo com o regime de aposentação que lhes é aplicável, o cálculo da pensão seja efectuado com base na remuneração do cargo à data da aposentação, não lhes é aplicável, para efeito de cálculo da pensão, a redução prevista no presente artigo, considerando -se, para esse efeito, a remuneração do cargo vigente em 31 de Dezembro de 2010, independentemente do momento em que se apresentem a requerer a aposentação.
11- O regime fixado no presente artigo tem natureza imperativa, prevalecendo sobre quaisquer outras normas, especiais ou excepcionais, em contrário e sobre instrumentos de regulamentação colectiva de trabalho e contratos de trabalho, não podendo ser afastado ou modificado pelos mesmos.”
(informação retirada de Eugénio Rosa, 22 de Abril de 2012).

Espero poder contribuir para o bom êxito da luta do novo movimento com o qual estou plenamente solidária, no meu próprio interesse e no de todos os que sofrem o peso da ignorância, do desrespeito e da má fé.

Aqueles que se viram libertados do fascismo t||em a certeza de que tudo é possível!

Leave a Reply