Acompanhe o blog A Viagem dos Argonautas nas duas próximas semanas . Mostrar-lhes-emos o argumento, o guião de um grande filme, de um grande drama, mostrar-lhe-emos o guião do filme A grande golpada, a tomar de empréstimo o título de um grande livro L’Arnaque de Jean de Maillard, um importante especialista em criminalidade financeira. O cartaz do filme, o cartaz para a série de artigos aqui está.
Falaremos então do euro e das reestruturações da dívida pública, honradas ou não pois estes são termos que não nos interessam, falaremos de François Hollande e do grande engano a que foi submetido o povo francês com as últimas eleições em que esperava o aparecimento de um novo Roosevelt e saiu-lhe na rifa um Hoover ainda mais deprimente, falaremos de Cameron e do seu covil de ladrões, a City, falaremos de madame Merkel e do seu gang de assassinos a viverem no Bundesbank, falaremos de Rajoy e de Passos Coelho, a viverem da miséria imposta aos seus povos, falaremos ainda de ladrões de maior estilo, como Durão Barroso, como Rompuy, o poeta, de Juncker com os seus paraísos fiscais, falaremos ainda de Draghi e porque não de Monti, falaremos ainda de Goldman Sachs em que estes últimos trabalharam.
O cartaz aqui está, o filme, esse, já está em representação em todos os espaços europeus, onde não haja fortunas a gastar e o filme nas suas múltiplas retransmissões, de 24 horas sobre 24 horas, entra compulsivamente por todos os espaços disponíveis na vida de cada um de nós, europeus, e asseguro-vos, os seus efeitos são devastadores.
O filme tem estado presente em quase todos os lares da Europa e ao vê-lo há já pessoas que morreram e ninguém é responsável, ao senti-lo há já crianças que perderam a voz, mesmo neste nosso país, e em que, ao realizá-lo, a equipa de realizadores tem consciência clara do que tem andado a fazer, ou seja, a tratar do seu próprio futuro, do seu paraíso fiscal, mesmo que este tenha como contrapartida o inferno de toda esta Europa de figurantes que animam e dão vida e drama ao filme.
Acompanhe-nos então em A Viagem dos Argonautas.
Júlio Marques Mota

